Ainda neste mês de junho o blog voltará a funcionar. Com posts mais enxutos e objetivos, mas volta.
Até breve.
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O final de ano foi bastante negativo para a economia da região Sudoeste. Nada menos que xxx vagas foram extintas no último mês do ano passado. A maior parte das demissões foram observadas nas microrregiões de Palmas e Francisco Beltrão, foram 538 e 827 vagas a menos, respectivamente. Na micro de Pato Branco (-454 vagas) e de Capanema (-246), totalizando assim 2065 demissões em um único mês, número que representa aproximadamente -xxx% do total de pessoas empregadas formalmente na região.
Apesar do desempenho negativo observado neste mês, o resultado no total do ano de 2008 foi positivo. A micro de Capanema totalizou 683 novos empregos no decorrer do ano passado (sendo 228 no próprio município de Capanema), a micro de Francisco Beltrão totalizou 2.560 novas vagas (807 em Francisco Beltrão, 561 em Dois Vizinhos, 132 em Salto do Lontra e 76 em Marmeleiro), a micro de Pato Branco totalizou 2.368 novas vagas (1.726 em Pato Branco) e a micro de Palmas, contrariando a média regional, perdeu 72 vagas no ano passado, 71 das quais no município de Palmas. Assim, no total, a região gerou 5539 novas vagas, cerca de 6% do sobre os 97500 empregos formais existentes na região ao final de 2007, conforme auferido pela RAIS.
DADOS POR SETOR
Conforme eu havia dito no post anterior, os novos dados do MTE divulgados nesta sexta trouxeram os movimentos empregatícios por profissões. As informações mostram que boa parte das demissões ocorridas no mês passado foram no setor de abate de carnes, leia-se Sadia, seguindo a tendência do setor industrial da cidade, o que mais demitiu.
As profissões que mais demitiram em Dezembro, no município de Francisco Beltrão, foram:
Abatedor – 78 vagas
Motorista – 13 vagas
Costureiro a máquina -13 vagas
Costureiro na confecção – 17 vagas
Alimentador de linha de Produção -38 vagas
S: É importante notar que os números apresentados são provenientes do CAGED, o qual não é, todavia, o resultado definitivo do ano passado. O resultado correto e definitivo será divulgado somente através da RAIS ao final deste ano de 2009.
O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.
Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.
Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.
Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.
Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve. Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.
APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO
Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).
RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES
É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado.
NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA
Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.
O excelente momento econômico vivido pelo Brasil durante os três primeiros trimestres de 2008, conjuntamente com a redução do IPI leveram Francisco Beltrão a experimentar o maior crescimento absoluto (em número de unidades) de sua frota em toda a história do município. No ano passado a frota beltronense cresceu 2.938 unidades ante o ano anterior (2007), com alta de 9,4%. Entre 2007 e 2006 a elevação havia sido de 2.779 veículos (+9,75%). Entre o dia 31 de dezembro de 2007 e o dia 31 de dezembro de 2008 a frota beltronense saltou de 31.268 veículos para 34.206. Levando-se em conta o mês de dezembro, foram acrescidas 218 unidades, número que mostra que a crise ainda não atingiu os ãnimos dos beltroneses, tendo em vista que a média mensal no ano de 2008 fechou em 245 unidades mensais, com variações mensais entre 200 e 300 unidades aproximadamente.
O número de automóveis, parcela que contribuiu mais significativamente para a arrecadação de IPVA (a qual retorna em 50% para os cofres do municípios), subiu de 17.336 unidades para 18.811 ao final do ano passado. Este acréscimo de 1.475 unidades representa uma alta relativa de 8,5%.
Este aumento significativo de quase 10% no tamanho da frota foi responsável por catapultar a arrecadação do tributo sobre veículos no ano passado. Segundo dados da Receita Estadual, nosso município havia recebido R$ 3,55 milhões de reais em IPVA no ano de 2007. Já no ano passado este número cresceu para R$ 4,42 milhões, uma expressiva alta nominal de quase 25% na arrecadação deste imposto. Levando em conta uma inflação, medida pelo IPCA, de 6,4%, a arrecadação real de beltrão com este tributo cresceu quase 18% em um único ano.
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O lado negativo de todo este aumento de frota continua sendo a inépcia do governo municipal no tangente a questão do trânsito em nossa cidade. Se por um lado o poder de compra da população se converte em mais carros, pelo outro a plena incompetência da prefeitura se demonstra através de um trânsito cada vez pior. Em 2008 Francisco Beltrão recebeu algumas pontes sobre o Rio Lonqueador, algumas ruas de bairro foram asfaltadas, milhares de multas foram distribuídas pelos agentes de trânsito, mas nada disso surtiu (ou surtirá efeito) na melhoria do trânsito da nossa cidade. As ruas continuam com o mesmo calibre, os congestionamentos nos horários de pico continuam a aumentar (principalmente nas ligações centro-cidade norte, via Gal. Osório e centro-Marmeleiro via Luiz antônio faedo), os acidentes e principalmente as mortes continuam ocorrendo e a prefeitura continua a tentar pregar uma peça na população, tentando nos convencer que suas ações são as mais corretas possíveis e que todos estão satisfeitos com as medidas. Hoje o secretário de Urbanismo de Francisco Beltrão chegou a dizer, segundo o Jornal de Beltrão, que “as rotatórias são aprovadas por quase a unanimidade da população beltronense”. Ora, não raro escuto pesadas reclamações acerca das rotatórias de Francisco Beltrão, de tamanho absolutamente inadequado para a largura de nossas vias, e algumas ainda rodeadas por pares de faixas elevadas.
A verdade é, e é comprovada através das estatísticas do governo do estado através de sua autarquia, o DETRAN, que apesar de todas as modificações implementadas nesta cidade, apesar de todas as faixas elevadas, rotatórias, semáforos, agentes e tudo mais, o número de acidentes no trânsito continua exatamente na mesma faixa, ao redor de 350 ocorrências por grupo de 10 mil veículos (diga-se, entre os dez maiores índices do estado). E juntamente com a permanência dos acidentes, temos agora um trânsito cada vez mais lento e desorganizado, algo inconcebível para um município de 75 mil habitantes.
Gostaria de complementar dizendo que ouvi esses dias atrás que os estudos acerca do contorno oeste começaram. A julgar pelo que ocorreu no contorno leste, talvez lá por 2020 este importantíssimo desvio rodoviário esteja concluído. A custa de alguns milhões em propaganda e alguns milhares de votos. Isso com sorte.
Nesta semana foram divulgados os dados referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios do Brasil, para o ano de 2006. Embora tais dados pareçam ser um tanto velhos, é importanta salientar que a divulgação do PIB dos municípios, ao contrário do PIB nacional, sempre ocorre aproximadamente dois anos após o fim do ano de referência. Portanto somente agora é que podemos conhecer como se comportou a economia beltronense (e do sudoeste também) em 2006.
Pessoalmente acredito que o Produto interno Bruto seja um dos dados mais importantes divulgados pelo IBGE. Provavelmente só os dados da população sejam mais importantes. A função do PIB é sintetizar em um único indicador toda a produção de riquezas de um determinado local ao longo de um determinado período de tempo.
FRANCISCO BELTRÃO
Dentre as maiores economias da região, Francisco Beltrão foi a única que conseguiu crescer acima da média estadual de 2%. Em 2006 o PIB a preços correntes de Francisco Beltrão totalizou R$ 760,3 milhões ante R$ 695,6 no ano anterior. Tal incremento representou uma variação real de 3,2%, a 11° maior dentre os 42 municípios da região. A nível estadual, Beltrão firmou-se como a 22° maior economia, mesma posição do ano anterior. A taxa de 3,2% foi relativamente positiva para a economia do município, se comparada as obtidas pelas trinta maiores economias municipais do estado. Destas, 14 obtiveram resultados melhores que os do nosso município. Outras 15, incluídas aí Curitiba, Londrina, Guarapuava, Pato Branco, Toledo, etc, tiveram resultados piores. A média estadual foi de apenas 2%.
Em termos de participação, Francisco Beltrão contribuiu com 0,5562% da economia do estado, ante 0,5491% no ano anterior.
Dissecando-se os números por setores, o PIB agropecuário caiu 3,95%, o PIB industrial subiu 1,51% e o PIB terciário (comércio e serviços) subiu 5,5%. A participação dos setores ficou a seguinte: Agricultura 7,6%; Indústria 32,0% e Comércio e Serviços 60,4%. Em 2002 as proporções eram, respectivamente, 9,7%, 29,0% e 62,3%.
O PIB per capita (a preços correntes) foi de R$ 10.639.
SUDOESTE
O resultado para o Sudoeste, como um todo, foi péssimo. Na região o PIB caiu 6,04% entre 2005 e 2006. O resultado mais crítico foi na microrregião de Palmas, com queda média de 22,5%. A microrregião de Beltrão foi a que melhor se saiu, com crescimento médio de 2%. No geral ainda pode-se atribuir o péssimo desempenho do ano aos problemas decorrentes das secas. Quase todos os resultados foram pouco expressivos. Abaixo encontra-se uma tabela com os pibs a preços correntes entre 2002 e 2006, e no final a direita a variação real entre 2005 e 2006 e a média anual entre os anos de 2002 e 2006. Resultados em azul indicam elevações acima de 5%. Resultados em verde entre 0 e 5%. Vermelho fraco entre -5% e 0% de crescimento e coloração vermelha forte indica queda brusca acima de 5%. Para calcular a inflação entre anos (e assim chegar a taxa de crescimento real) foi utilizado o deflator implícito do PIB nacional, fornecido pelo IPEA e pelo IBGE.

Os destaques na região são os municípios de Ampére e Dois Vizinhos, que vem crecendo a taxas médias superiores a 5% ao ano desde 2002. O pior resultado é o de Mangueirinha, provavelmente em função da existência de uma Usina hidrelétrica no território daquele município, usina a qual deve ter sido severamente afetada durante as secas de 2006, assim não produziu energia (e nem riquezas) e provocou este estrago no resultado do município. Provavelmente tão logo a usina volte ao normal, o PIB do município recuperará o patamar normal.
METODOLOGIA
Primeiramente o de que se trata o PIB. PIB é um acrônimo para Produto Interno Bruto, um estudo internacionalmente difundido, onde é medido a intensidade de produção de riquezas de um determinado local. Dizer por exemplo que o PIB de Francisco Beltrão foi de R$ 760 milhões no ano de 2006, quer dizer que neste ano, somando-se todo a riqueza criada no município de Beltrão, atingiríamos esta quantia.
O PIB serve primariamente para avaliar a condição econômica de uma região, é útil para diversos estudos, bem como para um governo avaliar sua administração, que quanto melhor for, maior será capaz de fazer o PIB de uma região aumentar anualmente. A variação do tamanho do PIB ano a ano ajuda a dimensionar o dinamismo econômico da economia. Um valor bom para uma economia emergente, como a brasileira, seria uma taxa anual de expansão acima de 4%, por exemplo. No geral é interessante comparar com outras regiões, para se ter uma idéia melhor. Por isso o valor de 4% para a economia brasileira pode ser bom se o mundo tiver crescendo 2%, ou se no ano anterior a economia tiver crescido apenas 3%, pois estaria então crescendo mais rápido.
Para iniciar a explanação sobre o desempenho da economia sudoestina ao longo do ano retrasado, gostaria de primeiramente explicar como cheguei aos resultados. A partir dos dados do IBGE e do IPARDES, os quais estão contidos na tabela abaixo, utilizei os números do PIB a preços correntes para obter os resultados para toda a região. Para calcular a variação real foi utilizado o deflator (índice de preço) do PIB nacional, visto que não existe um deflator para cada município.
Para obter os valores de crescimento do PIB ano a ano, foi utilizada a fórmula [[PIB2006 / PIB 2005] – 1 ] x 100] e o resultante seria a variação nominal entre os dois períodos. Para se obter a variação real deduz da variação nominal o deflator, que consiste em um índice de preços que mede a inflação ano a ano. Já a média anual foi calculada geométricamente pela fórmula {[1 + [PIB 2006/PIB 2002 -1 - DEFLATOR[(1+ Deflator 2003) * (1+ Deflator 2004) *(1+ Deflator 2005) *(1+ Deflator 2006) -1 ] ]^1/4}-1, formula que calcula o deflator acumulado entre 03 e 06, toma a diferença entre o crescimento nominal e a inflação do período e extrai a raiz quarta para se obter a taxa anual para cada um dos quatro fins de anos. O resultado é a média geométrica dos quatro anos.
Segundo o IPEA o deflator do ano de 2006 havia sido 6,15%.
Nota: Na seção “Beltrão em Números” você encontra mais dados sobre o PIB de Francisco Beltrão em anos anteriores.
Nota: PIBs calculados pelo sistema de contas nacionais de 2002
Fontes: Deflator Ipeadata.gov.br; Pibs Ipardes (ou IBGE) www.ipardes.gov.br>>>BDE
Depois de um 2005 terrível para a economia da região, dados do IBGE divulgados há pouco mais de dez minutos indicam que em 2006 a economia das principais cidades do sudoeste continuaram a crescer abaixo da média nacional de 4,2%. Francisco Beltrão ainda conseguiu um melhor resultado e cresceu 3,15%, contra 1,75% do estado do Paraná.
Já o Produto Interno Bruto de Pato Branco desabou 6,93% neste ano. Em Dois Vizinhos o PIB ficou estagnado, com elevação de 0,01%. A exceção do PIB de Pato Branco, os outros resultados já eram esperados. Deve-se ressaltar, no entando, que dados preliminares indicam forte recuperação da atividade econômica Pato-branquense no ano seguinte, e aceleração da economia beltronense.
Note: A noite estarei disponibilizando uma tabela completíssima com todos os dados do Sudoeste, por municípios e microrregiões.
Ignorando toda a crise mundial, os problemas de crédito, a perda de dinheiro com a quebra da safra, a situação negativa que a Sadia enfrenta – de longe a principal empresa da cidade – e todos os poréns, a frota de veículos de Francisco Beltrão aumentou em 322 unidades no mês de novembro e ficou a pouco mais de uma dezena de veículos de ultrapassar a barreira dos 34 mil veículos registrados no município. Em outubro a frota havia aumentado 212 unidades e no mês anterior, Setembro, haviam sido 262 novos registros.
O número é ainda mais impressionante ao se utilizar como base de comparação Pato Branco, que vinha tendo aumentos em sua frota muito parecidos aos de Beltrão (também 212 veículos em Outubro e 233 em setembro), lá a frota subiu normais 227 unidades, ou seja, o resultado de FB distoa, e muito, da situação esperada, especialmente no segmento de carros, que vinha subindo na casa dos 0,5 até 0,7% ao mês, e neste mês a frota de carros leves de beltrão subiu quase 1% redondo.
Nas próxima semana deverão sair os resultados do emprego de novembro e do PIB municipal com referência 2006. No caso do emprego o resultado é uma icógnita, ainda mais depois dos resutlados da frota de Novembro. No mês passado o dado indicou uma moderada desaceleração na criação de empregos, neste mês deveremos ter influencias do Natal, que pressionará o dado para cima. Quanto ao PIB o resultado deve ser bem satisfatório, pois 2006 foi um ano bastante positivo para a economia de Francisco Beltrão. Depois de um 2005 com crescimento negativo de 3,5% (puxado principalmente pela agricultura), o 2006 teve boa recuperação e o Valor Adicionado Fiscal do município fechou em positivos (e nominais) 6,9%, indicado crescimento econômico para o período.
Seguindo a tendência verificada a nível nacional, as Estatísticas do Registro Civil do ano de 2007, divulgadas pelo IBGE, mostram que no ano passado ocorreram 4,1% menos nascimentos em Francisco Beltrão (tomando como base apenas as mães residentes em FB) do que no ano anterior. Foram registrados no ano passado o nascimento de 1.050 novos beltronenses (nascidos em 2007), ante 1.095 no ano anterior. Estes 1.050 novos cidadãos representam uma taxa de 14,5 nascimentos/mil habitantes no ano passado, taxa que vem caindo sistematicamente há muito tempo. Em 1980, quando a população do município era de 48,7 mil habitantes, esta taxa era de 29,0 nasc/1000 hab. Em 1990 já havia caído para 20,9. Em 2000 foi de 17,3 e agora atinge 14,5. Todavia este não é o menor valor já registado. No biênio 2001-2002 foram registados os dois menores valores da série histórica de nascimentos no município, com pouco menos de 14 nascimentos/mil hab. Desde então a taxa vem se mantendo relativamente estagnada. A queda de 4,1% observada entre os dois anos (2006 e 2007) pode ser atribuída principalmente ao fato de 2006 ter sido um ano com um número de nascimentos um pouco mais elevado que o usual, fortalecendo assim a base de comparação. Um número mais próximo da tendência histórica seria aproximadamente 2% a menos de nascimentos em relação ao ano anterior.
Na microrregião de Beltrão o município teve a segunda maior taxa, somente atrás de Barracão (17,2 n/mil hab). Em Pato Branco a taxa de natalidade ficou em 16,5 n/mil hab, considerando 66 680 habitantes (censo de 2007).
Em Barracão a pesquisa do IBGE aponta que a porcentagem de mães entre 15 e 19 anos (na prática adolescentes) é de 30%, a taxa mais elevada da microrregião. Este parece ser o principal fator por trás desta taxa de nascimentos bem acima da média regional. Já em Francisco Beltrão o percentual de mães entre 15 e 19 anos foi de apenas 17%. Mães entre 20 e 24 anos totalizaram 24%, entre 25 e 29 foram 29% e entre 30 e 34 anos foram 17%. Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e São João foram os municípios que apresentaram as maiores taxas de mães acima dos 25 anos de idade, todos acima de 45%.
ÓBITOS
As estatísticas do registro civil também trazem dados sobre os óbitos no município. No ano passado foram registrados 375 óbitos no município de Francisco Beltrão. O número é praticamente o mesmo do ano anterior (373). Isto representa uma taxa de apenas 5,2 casos/mil habitantes. Como a maior parte da população do nosso município ainda é jovem, este é um número bem natural. No entanto com o decorrer dos anos, considerando as taxas de fertilidade decrescentes e com o envelhecimento da população, naturalmente as taxas devem se igualar e eventualmente até mesmo a taxa de óbitos ultrapassar a de nascimentos.
Segundo previu o IBGE em uma pesquisa divulgada na semana passada, este evento, que marcará a estagnação do aumento da população brasileira e início do declínio no número de habitantes, deverá começar a ocorrer em 2039 a nível nacional.
Alguns municípios da região devem enfrentar este problema logo nos próximos anos. Exemplos são três municípios da microrregião de Pato Branco: Bom Sucesso do Sul (natalidade: 5,2 e Mortalidade: 6,9), São João (nat: 8,2 e mort: 7,2) e Vitorino (Nat: 8,9 e Mort: 6,2). Além de enfrentar as altíssimas taxas de migração, comuns a municípios pequenos, estas cidades já estão com taxas de natalidade e mortalidade muito próximas, sendo que em Bom Sucesso a taxa de Mortalidade já até superou a de Natalidade, muito provavelmente por uma grande migração da população mais jovem e a permanência da população mais idosa. Isto causará um declínio cada vez mais acentuado na população destes municípios.
Na nossa região os últimos municípios que deverão enfrentar este fenômeno muito provavelmente serão Francisco Beltrão e Pato Branco. Ambos são as referências regionais e atraem um número maior de imigrantes do que perdem de migrantes todos os anos, o suficiente para manter a população em equilíbrio e crescimento por mais tempo.
Os dados das pesquisas são encontrados nos seguintes nlinks:
ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2006/
ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2007/
Estou disponibilizando aqui uma foto em Hi-res (2.7px/m) da área urbana de Francisco Beltrão.
A imagem é pública e foi tirada pelo satélite CBERS 2B do INPE (cbers.inpe.gov.br)
Diferentemente daquelas do google earth que são coloridas, esta é apenas em Preto e Branco, mas não deixa de ser interessante. A resolução também é um pouco inferior, mas o contorno das ruas, casas, etc é perfeitamente nítido.
Para visualizar a imagem clique aqui: http://beltrao.files.wordpress.com/2008/11/beltrao-cidade2.pdf
A imagem possui 12Mb de tamanho, por isso deve demorar um pouco para terminar de ser baixada. Em conexão discada levará em torno de uma hora para terminar de baixar. Em ADSL 300, mais ou menos 10 minutos.
Com mais de um mês de atraso a Secretária de Segurança Pública do Paraná – SESP (sesp.pr.gov.br) divulgou os dados referentes a criminalidade no terceiro trimestre de 2008 ocorridos no estado. O resultado não poderia ser pior, das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP)* existentes no Paraná 22 apresentaram números piores do que no mesmo período do ano passado.
Na AISP de Francisco Beltrão, que possui cerca de 307 mil habitantes, o único aspecto positivo é que o número de homicídios dolosos (aqueles que há intenção de matar), caiu levemente em cerca de 20% e que os furtos e roubos mantiveram-se estáveis. De resto as estatísticas apontam que a criminalidade cresceu.
No quesito de crimes contra a pessoa (homicídio doloso, ameaças, lesões corporais, calúnia, injúria e difamação) os números indicam crescimento de 632 ocorrências no 3T07 para 811 ocorrências no 3T08, alta de 28,3%.
O relatório indica que os crimes contra o patrimônio (furtos e roubos de qualquer natureza) totalizaram 744 ocorrências no 3T08, ante 756 ocorrências no mesmo período do ano anterior.
O relatório também aponta que no 3T08 foram registrados apenas 4 inquéritos de homicídios dolosos (assassinatos) na região, o segundo menor número do estado. É necessário ressaltar, no entanto, que a AISP que teve o menor número de casos (apenas 3) foi União da Vitória, que tem pouco mais de um terço da população da AISP de Francisco Beltrão, portanto, neste aspecto a nossa região é a mais tranqüila de todo o estado, felizmente.
Mas quando se tratam de homicídios culposos (a maioria acidentes de trânsito), a realidade é bem pior. Embora o relatório não traga o número preciso, na sua parte final é apresentado um mapa que põe a região como tendo observado entre 25 e 44 casos, sendo uma das piores do Paraná.
Outro aspecto importante da pesquisa que é necessário ressaltar é que são computados apenas os crimes que foram relatados ou estão sendo investigados. Furtos sem Boletim de Ocorrência, por exemplo, não são computados, o que distorce seriamente as pesquisas. Registrar um B.O. é visto por muitos (e eu compartilho totalmente desta visão) como desperdício de tempo, em voga principalmente da inexistência de investigação para crimes “menos graves”.
Os relatórios completos, com inclusive outros períodos de tempo, espécies de ocorrências além de outros dados adicionais são encontrados no seguinte endereço: http://www.seguranca.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=21
* AISP são uma espécie de “microrregião” para fins estatísticos. A AISP de Francisco Beltrão envolve todos os municípios do oeste da nossa região, ou seja, aqueles entre a Argentina e os municípios de Renascença, FB, Enéas Marques (Verê pertence a AISP de Pato Branco), Dois Vizinhos e Cruzeiro do Iguaçu.