No tangente aos municípios, fica evidente uma regra geral. Os municípios pequenos ficaram cada vez mais pequenos.
Dentre todos os municípios do sudoeste apenas Ampére, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Santo Antônio do Sudoeste, Itapejara d’Oeste, Pato Branco e Saudade do Iguaçu não tiveram reduções. Os outros 30 municípios apresentaram todos reduções variando de 0,07% em Nova Prata do Iguaçu até 20,95% em Sulina (taxa integral para os sete anos). Sulina é certamente o caso mais assustador de todos. Com pouco mais de três mil habitantes, a cidade perdeu 821 habitantes em três anos. Outros casos espantosos são Salgado Filho ( -12,94% em sete anos) e Manfrinópolis (-13,2%), além também de Bom Sucesso do Sul que perdeu dez por cento dos seus habitantes.
Dois outros municípios em especial chamam a atenção neste mar de números. Coronel Vivida e Chopinzinho. Apesar de serem o quarto e o quinto municípios em população, perderam cada um cerca de 7,5% de suas populações. Olhando em outros quesitos, estas duas cidades também chamam a atenção por terem PIBs e VBPs medíocres, sendo economicamente inferiores a até boa parte dos municípios de 10 mil habitantes do sudoeste.
Cinco municípios se destacaram positivamente. Santo Antônio do Sudoeste voltou a crescer, Ampére continua crescendo, sendo agora o segundo município do Sudoeste sem Palmas que mais cresce (proporcionalmente), Saudade do Iguaçu por ser o único entre os pequenos que cresceu (6%), Dois Vizinhos por reverter tendência de declínio e crescer 6% (0,8% a.a.) e Itapejara d’Oeste que cresceu e muito, saltando quase 15% em sete anos, sendo esta a nova líder em crescimento do sudoeste, mesmo se considerarmos Palmas. Itapejara ocupa uma excelente posição geográfica, exatamente entre as cinco maiores cidades da região, e dependendo dos novos ventos, pode tirar vantagens tornando-se um bom centro para o eixo econômico da região.
Já Francisco Beltrão e Pato Branco continuam ambas crescendo, embora em situações distintas. Francisco Beltrão acelerou o passo e cresceu 7,55% entre 2000 e 2007, ou 1,05% ao ano, contra 0,52% a.a. entre 96 e 00, portando mais que dobrou sua taxa de crescimento geométrica. Já Pato Branco que cresceu muito forte entre 96 e 00, a uma taxa de 1,89% a.a., sofreu uma redução abrupta no seu ritmo crescendo apenas 0,99 a.a. entre 2000 e 2007.
O resultado geral foi bom para uma pequena quantidade de municípios. A maioria terá de descobrir meios de voltar a crescer, ou pelo menos estabilizar suas populações, a fim de evitar prejuízos econômicos no médio e longo prazo.
