Porque morrem tantos nas rodovias de Fco. Beltrão?

21 01 2008

Domingo mais três famílias amanheceram amargurando a dor da perda de familiares de forma trágica. Dois jovens e um senhor de meia idade foram as vítimas da vez. Mas não foram as primeiras e tão pouco serão as últimas do trecho que vai desde Marmeleiro até a Casa de Custódia, lá no topo da bica d’água.

Todos os anos são dezenas de acidentes neste pequeno trecho, de cerca de 15 km. Todos os anos são dezenas de vítimas e muitos mortos. E o incrível é que as condições de pista são razoavelmente boas, com diversas faixas extras, com boa sinalização e com acostamento bom em boa parte do trecho. E ainda por cima existe a Polícia Rodovíaria no local, que em tese deveria evitar, pelo menos boa parte, destes casos absurdos. Mas todos sabemos que pouco faz para isto a Polícia Rodovíaria do Trevo da Água Branca. Poderiam cuidar do trânsito com mais intensidade, tentar pegar os bêbados, os sem-carteira, os com carros em condições ruins e os em alta velocidade. Mas também sabemos que pouco faz o governo acerca do caso, não coloca barreiras laterais, tartarugas, olhos-de-gato, ou arruma o asfalto que é muito liso.

Geralmente sou contrário aos redutores de velocidade. Mas creio que já passou da hora de serem tomadas medidas drásticas neste pequeno trecho que corta nosso município. Cinco minutos a mais de todo mundo com certeza valem muito menos que as vidas das vítimas que a cada ano se somam neste trecho.

O fato é que é preciso fazer algo. Enquanto as autoridades não se mexem, como de costume, recomendo a todos redobrada atenção neste pequeno trecho. Desejo profundamente a todos que não se tornem mais um número nas estatísticas da cidade com o trânsito mais violento do Paraná.





Emprego formal em 2007

20 01 2008

Os últimos dados referentes ao emprego formal em 2007 foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho. O mês de dezembro já registrou uma pequena retração na quantidade de emprego, natural para o período pós natal. Ainda sim os resultados do ano foram muito satisfatórios e acima dos registrados nas esferas estadual e nacional.

Francisco Beltrão fechou o ano com 1.107 novos empregos formais, alta de 6,95% em relação ao ano de 2006. Foi um bom resultado, digno a retomada econômica que o município vem vivendo pós quebras das safras 2005 e 2006. O setor com crescimento mais vistoso foi a construção civil, com taxa de 11,2%. Logo em seguida a Indústria com 8,4%, Comércio com 7,6% e Serviços com 4,1%.

No outro município pólo do sudoeste, Pato Branco, o emprego também cresceu com vigor. Foram 1.167 vagas com alta de 8,3% em relação ao ano anterior. O aumento do emprego em Pato Branco foi caracterizado por uma expansão vigorosa da indústria, com 12,2% e da Administração Pública, alta superior a 40%. Construção civil, comércio e serviços tiveram altas de 6,3%, 8% e 5,4% respectivamente.

Outro aspecto positivo é que, apesar da insistência do governo em manter as rígidas normas trabalhistas, ainda sim a formalização do emprego na nossa região avança a passos largos. Há dez anos existiam cerca de 9.500 empregados com carteira assinada em Beltrão. Hoje á são mais de 19 mil trabalhadores formalizados. A relação entre emprego formal e força de trabalho total que naquela época estava em torno de 30% a 33%, hoje já é seguramente superior a 45%, e provavelmente maior que 50%.

Estes números demonstram claramente que o sudoeste se recupera das quebras de safras. E a perspectiva para 2008 é muito positiva. Como basicamente a metade da economia da região advém das lavouras, e como o preço das commodities este ano este bastante inflado e como as safras estão se desenvolvendo muito bem, é muito provável que se repitam números como os de 2001 até 2004, quando Francisco Beltrão figurou como o maior gerador de emprego no estado do Paraná em termos proporcionais, e considerando os números absolutos, o maior entre cidades até 100 mil habitantes, terceiro entre as cidades até 250 mil habitantes, e nono geral no estado dentre as 30 cidades pesquisadas.





Número de veículos no sudoeste cresce 9,4% em 2007

17 01 2008

O número de carros no sudoeste do Paraná cresceu 9,45% no ano de 2007 e atingiu o total de 175.282 veículos. Deste total 97.551 são carros de passeio (cerca de 55% do total). O resultado foi melhor que o do ano 2006, quando o crescimento ante o ano anterior foi de 7%, mas ainda sim inferior ao resultado de 2005, 11% sobre 2004.

O segmento de veículos que mais cresce é o de motocicletas, pouco mais de de 17% ao ano, contra apenas 7% dos veículos de passeio.

Considerando os municípios da região, Francisco Beltrão aparece na liderança pelo segundo ano seguido, com 31.268 veículos (+9,75% ante 2006). Logo em seguida aparece Pato Branco com 31.030 veículos (+9,5% ante 2006).

Ainda sim o município que mais possui carros de passeio no sudoeste é Pato Branco, 17.791 carros contra os 17.336 carros beltronenses.

O município que obteve o maior crescimento percentual no total de veículos foi Manfrinópolis (+15,3%). O município também detém a menor frota da região, apenas 550 veículos. Já o menor crescimento percentual ocorreu em Pérola d’Oeste, 5,5%.

É importante notar que o aumento de quase dois dígitos na frota é um fenômeno nacional e que deve se repetir novamente neste ano de 2008. Os principais fatores para isto são a estabilidade e o crescimento econômico dos últimos anos, a expansão do crédito e a queda dos juros.





Verão em Beltrão

10 01 2008

O Verão de Francisco Beltrão é certamente um dos piores do Paraná. Talvez só quem more próximo ao Vale do Rio Iguaçu e ao Vale do Rio Paraná sofra mais que nós. Ainda sim para estes há um alívio, o vento. Já em Beltrão nem com o vento se pode contar, a cidade é uma bacia cercada de morros com 100 m de altitude a mais que o núcleo da cidade. Por isto a menos que chova, vento é artigo de luxo nesta cidade.

Oficialmente a maior temperatura já registrada até hoje foi de 38°C, em novembro de 1985. Mas isto é na estação da Sanepar, aquela no alto do morro, onde a altitude é 650 m (100 a mais que o núcleo da cidade) e onde sempre bate um vento. E isso é na grama verde, não no asfalto escuro. Apesar de as máximas médias em Beltrão ficarem na casa dos 30°C para o trimestre novembro-dezembro-janeiro, devemos sempre lembrar que as temperaturas oficiais são registradas em áreas gramadas, com pelo menos 1600 m² (20×20m). No centro das cidades as coisas esquentam um pouco..

Por isso no centro de Beltrão, com todo o concreto e asfalto que tem a temperatura certamente já passou dos 40°C. Hoje mesmo meu carro registrou 37°C na Praça da Matriz. E assim é a sensação todo dia, calor muito acima do que as estatísticas nos fazem crer.
E para agravar o problema a cobertura vegetal da nossa cidade é um tanto esparsa. Algumas ruas cobertas, muitas outras nada cobertas de árvores, as quais em sua maioria estão no interior das quadras, não nas calçadas. Então o sol, que no verão incide quase a pino, penetra dentro do asfalto e ajuda a esquentar a nossa sauna, digo cidade.

As soluções para o excesso de temperatura urbano são quase todas de longo prazo ou de custo considerável. Um planejamento de áreas verdes urbanas, que cubram as ruas (igual Maringá) poderia reduzir imensamente a sensação de calor nas ruas. Outro coisa é tentar utilizar mais concreto ao invés de asfalto. O concreto é mais claro e alívia boa carga do calor. Ou também incentivar as pessoas a pintar o telhado das casas de branco. Mas aí, como eu disse o custo inviabiliza o benefício.

Enquanto as soluções não chegam (e na melhor das hipóteses levarão 10 anos para chegar) o melhor a fazer é se agüentar de todo jeito, e rezar logo para as chuvas virem e para o mês de Abril chegar…