As melhores e as piores escolas de Francisco Beltrão

28 03 2008

Nos últimos dias o IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – vem tendo um certo destaque na mídia. O porquê eu não sei, já que o índice já tem alguns meses que foi divulgado pela primeira vez. Todavia, resolvi compilar aqui uma lista das melhores e das piores escolas de Francisco Beltrão, conforme este índice, que é aplicado a alunos da quarta série, no nível municipal, e na oitava série no nível estadual.

Este índice avalia, numa escala de 0 a 10, a qualidade do ensino público de cada região. Ele é uma junção de outros índices como o Prova Brasil, o Saeb e os índices de evasão escolar. Importante dizer que entre as maiores cidades do Paraná o índice de Beltrão – no nível municipal, que é efetivamente o que o município tem controle – é um dos maiores. Apenas Arapongas ( 4,9 ) é maior. Toledo ( 4,8 ) é a outra cidade que tem índice igual.

Entre as escolas municipais não existe muita discrepância, com exceção da Escola Maria Basso Dellani (Centro) e da Escola Quinze de Outubro (Jardim Floresta), todas as outras avaliadas se situam em torno da média. Já entre as escolas estaduais o desempenho do Leo Flach (Horto) e do Colégio da Cango são de longe péssimas, com o São Miguel também apresentando um desempenho sofrível.

Abaixo é possível consultar o desempenho das escolas avaliadas. Somente as maiores escolas do município foram avaliadas neste ano.

Fonte: http://ideb.inep.gov.br/Site/





Frota de veículos Fevereiro/2008

24 03 2008

A partir deste mês publicarei também os dados relativos à frota municipal de Francisco Beltrão.

Para começar os dados de Fevereiro passado.

Em fevereiro a frota de Beltrão bateu 31 634 carros (autos, motos, caminhões, etc), ante 31 434 em janeiro e 31 268 em dezembro. +1,1% no ano e 0,6% no mês.

A frota de carros de Beltrão ficou em 17 538 autos em fevereiro ante 17 427 em janeiro e 17 336 em dezembro. +1,2% no ano 0,6% no mês.

A partir de agora o crescimento de autos deve sofrer uma pequena redução ante a nova resolução do governo federal que deve limitar em 36 meses o prazo máximo de financiamento de veículos, visando reduzir a demanda exorbitante dos últimos 24 meses que tem provocado preocupação com a inflação.





População Urbana do Sudoeste atinge 310 mil habitantes

2 03 2008

A população Urbana do sudoeste (sem a região de Palmas) do Paraná atingiu, segundo dados do Censo 2007 do IBGE, 310.809 habitantes na área urbana contra 283.044 no ano 2000. O crescimento foi de 9,8% no período, expansão de 1,35% a.a. (contra 0,1% de crescimento total). Com isso a urbanização da região atingiu o índice de 65%, contra 60% no ano 2000. No Paraná este índice é de 83%.

As cidades de Francisco Beltrão e Pato Branco tiveram incrementos de 10,9% e 9,8% respectivamente. O resultado mais interessante da região ocorreu em Itapejara do Oeste, com alta de 32% entre os dois períodos.

É interessante o fato de as cidades do sudoeste estarem crescendo bem. As cidades são o cerne da maior parte das economias, foi a partir das cidades que o comércio teve origem, e até hoje é nas cidades que economias mais dinâmicas e modernas se desenvolvem. Quanto maior o núcleo urbano se torna, maior a massa crítica do mesmo, e maior a chance de serviços e comércios mais especializados (e portanto melhores) se tornarem viáveis e surgirem, redistribuindo assim benefícios para todos. Hoje já temos dois complexos urbanos pequeno-médios no sudoeste. Francisco Beltrão-Marmeleiro-Renascença (18km de extensão) com 71 mil habitantes urbanos e Pato Branco-Vitorino (18km de extensão) com 66 mil. É pouco. Mesmo considerando Beltrão até Pato Branco temos apenas 137 mil habitantes urbanos. Guarapuava (8km de extensão urbana), por exemplo, tem 150 mil, e nem por isso é representativa no nível estadual.

Contudo a aceleração do desenvolvimento urbano das nossas cidades no sudoeste é considerável. Entre 2000 e 2007 nossas cidades cresceram 1,3% a.a.. Cruzando estes dados com os de ligações elétricas urbanas (um jeito de determinar em quais anos o crescimento foi mais acentuado), temos uma aceleração razoavelemente grande de 2005 em diante (3% a.a. para 4% a.a.), ou seja, o crescimento urbano de 1,3% (2000-2007) deve ter sido menor entre 2000 e 2005 (cerca de 1,1% a.a.) e estar em até 1,8% a.a. (2005-2007) atualmente. Somado este crescimento demográfico urbano em aceleração ao aumento do poder da renda da população (em certa parte devido a migração de atividades rurais de renda ínfima para atividades urbanas de renda baixa), é provável que em 10 anos encontraremos quase todos os serviços médicos, educacionais e de lazer (entre outros), similares aos que uma Cascavel tem hoje, por exemplo. Isto dependerá basicamente da continuidade dos grandes investimentos que a região vem recebendo (Agroindústrias, Investimentos públicos, desenvolvimento de distritos industriais e de médicos) e que vem expandindo nossa economia (e renda per capita). Os sinais econômicos são bastante positivos e assim há boa possibilidade de até 2010 termos 320 mil habitantes urbanos, e até 2020 cerca de quase 400 mil, consolidando assim um desenvolvimento urbano “decente” na nossa região.

Já população rural da região mais uma vez caiu. Foi de 189,5 mil habitantes para 165 mil. Como no sudoeste basicamente população rural está associada a emprego rural, não é algo tão ruim esta queda. Países desenvolvidos tem no máximo 5% de sua mão de obra trabalhando na área agrícola. Nossa região tem muito provavelmente mais de 20%. O sudoeste precisa gerar renda, não importa como. Não devemos mais é continuar com uma grande parte da população associada a atividades de futuro restrito, como é a agricultura de sobrevivência familiar.

Anexo um arquivo .doc com os dados para cada município.

População Urbana no Sudoeste do Paraná.doc (Arquivo compátivel com o Microsoft Word)





Emprego Formal – Janeiro/2008

1 03 2008

O ano começou bem na economia dos dois principais municípios do sudoeste. O nível de emprego subiu expressivamente em ambas as cidades, com destaque especial para a indústria pato-branquense.

Em Francisco Beltrão foram criadas 196 vagas no mês de Janeiro, alta de 1,17% sobre o mês anterior, onde uma pequena queda havia sido registrada. No acumulado de doze meses são 1037 vagas, alta de 6,4%. Os principais destaques são a Construção Civil, com fortíssima expansão de 7,43% (e 11,7% em doze meses), e o setor terciário com expansão de 1,00% no comércio e 0,76% no de serviços. A indústria também obteve uma expansão relativamente boa, 0,88% no mês.

No ano de 2007 houve um aumento de 8,4% no nível do emprego na indústria, 7,6% no comércio, 4% no de serviços e 12% no da agricultura. Os dados registrados no ano de 2007 e agora no começo de 2008 indicam que o nível de investimentos continuam aumentando (desde 2004), dado que a construção civil cresce em ritmo explosivo. Investimento no presente é sinal de expansão da base produtiva e consumidora (construção de fábricas, comércios e casas), o que indica uma expansão sustentada da economia no futuro. Por isto, mesmo dispondo de poucos dados recentes, podemos admitir a hipótese de que neste ano a expansão econômica de beltrão será elevada (baseado em dados históricos de situações semelhantes é possível admitir mais de dois dígitos de crescimento), dado que o nível de expansão do emprego mantêm-se muito positivo, inclusive na construção civil.

Em Pato Branco o ano também começou muito positivo. Pelo menos no setor industrial, que sozinho praticamente fez toda a expansão do emprego formal pato branquense. A indústria gerou 329 empregos, alta de 8,87% em relação ao mês anterior (e quase 20% em doze meses!). No total de todos os setores a expansão foi de 396 empregos, ou 2,62% sobre o mês anterior. Segundo melhor resultado foi o da Construção Civil, com alta de 3,9%. Todavia no acumulado dos últimos doze meses ainda é negativo o resultado deste setor que, pelo menos na sua parte formal, está estagnado há quase cinco anos. Já o comércio ficou estagnado com pequena variação negativa (-0,2%) e serviços com expansão de 1,9% positiva.

Como foi noticiado pelo Diário do Sudoeste, Pato Branco fechou o ano de 2007 como o oitavo maior gerador de emprego no Paraná (dentre as 30 cidades pesquisadas e por proporcionalidade), um resultado interessante, porém fruto mais da fraca base de comparação gerada pelo desempenho medíocre dos anos anteriores a 2007 do que por algum fator extraordinário de crescimento.

Mas, considerando a espetacular safra deste ano (agropecuária responde por mais de 50% do PIB da região), e a manutenção da expansão do emprego formal já desde o início deste ano, é improvável que tenhamos um ano ruim na soma total da economia, o que significa que o Emprego Formal deve expandir-se mais uma vez consideravelmente em ambos os municípios, acima até da taxa estadual e nacional.