Foto de Satélite em Alta Resolução de Francisco Beltrão

29 11 2008

Estou disponibilizando aqui uma foto em Hi-res (2.7px/m) da área urbana de Francisco Beltrão.

A imagem é pública e foi tirada pelo satélite CBERS 2B do INPE (cbers.inpe.gov.br)

Diferentemente daquelas do google earth que são coloridas, esta é apenas em Preto e Branco, mas não deixa de ser interessante. A resolução também é um pouco inferior, mas o contorno das ruas, casas, etc é perfeitamente nítido.

Para visualizar a imagem clique aqui: http://beltrao.files.wordpress.com/2008/11/beltrao-cidade2.pdf

A imagem possui 12Mb de tamanho, por isso deve demorar um pouco para terminar de ser baixada. Em conexão discada levará em torno de uma hora para terminar de baixar. Em ADSL 300, mais ou menos 10 minutos.





Criminalidade em alta na região de Francisco Beltrão

28 11 2008

Com mais de um mês de atraso a Secretária de Segurança Pública do Paraná – SESP (sesp.pr.gov.br) divulgou os dados referentes a criminalidade no terceiro trimestre de 2008 ocorridos no estado. O resultado não poderia ser pior, das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP)* existentes no Paraná 22 apresentaram números piores do que no mesmo período do ano passado.

Na AISP de Francisco Beltrão, que possui cerca de 307 mil habitantes, o único aspecto positivo é que o número de homicídios dolosos (aqueles que há intenção de matar), caiu levemente em cerca de 20% e que os furtos e roubos mantiveram-se estáveis. De resto as estatísticas apontam que a criminalidade cresceu.

No quesito de crimes contra a pessoa (homicídio doloso, ameaças, lesões corporais, calúnia, injúria e difamação) os números indicam crescimento de 632 ocorrências no 3T07 para 811 ocorrências no 3T08, alta de 28,3%.

O relatório indica que os crimes contra o patrimônio (furtos e roubos de qualquer natureza) totalizaram 744 ocorrências no 3T08, ante 756 ocorrências no mesmo período do ano anterior.

O relatório também aponta que no 3T08 foram registrados apenas 4 inquéritos de homicídios dolosos (assassinatos) na região, o segundo menor número do estado. É necessário ressaltar, no entanto, que a AISP que teve o menor número de casos (apenas 3) foi União da Vitória, que tem pouco mais de um terço da população da AISP de Francisco Beltrão,  portanto, neste aspecto a nossa região é a mais tranqüila de todo o estado, felizmente.

Mas quando se tratam de homicídios culposos (a maioria acidentes de trânsito), a realidade é bem pior. Embora o relatório não traga o número preciso, na sua parte final é apresentado um mapa que põe a região como tendo observado entre 25 e 44 casos, sendo uma das piores do Paraná.

Outro aspecto importante da pesquisa que é necessário ressaltar é que são computados apenas os crimes que foram relatados ou estão sendo investigados. Furtos sem Boletim de Ocorrência, por exemplo, não são computados, o que distorce seriamente as pesquisas. Registrar um B.O. é visto por muitos (e eu compartilho totalmente desta visão) como desperdício de tempo, em voga principalmente da inexistência de investigação para crimes “menos graves”.

Os relatórios completos, com inclusive outros períodos de tempo, espécies de ocorrências além de outros dados adicionais são encontrados no seguinte endereço: http://www.seguranca.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=21

* AISP são uma espécie de “microrregião” para fins estatísticos. A AISP de Francisco Beltrão envolve todos os municípios do oeste da nossa região, ou seja, aqueles entre a Argentina e os municípios de Renascença, FB, Enéas Marques (Verê pertence a AISP de Pato Branco), Dois Vizinhos e Cruzeiro do Iguaçu.





Produção Pecuária 2007 em Francisco Beltrão

26 11 2008

Está disponível no site do IBGE a nova Pesquisa Anual da Pecuária (referência 2007), a qual traz dados sobre os diversos rebanhos, bem como sua produção de derivados (leite, lã, etc) a nível municipal. Como eu já fiz no ano anterior, também não irei publicar desta vez os dados caso a caso, pois trata-se de uma pesquisa muito extensa e específica. Abaixo citarei apenas os dados mais relevantes segundo minha percepção. Aqueles que tiverem interesse na pesquisa completa, no fim da página encontra-se o link para chegar até lá.

1- O Sudoeste é a segunda maior bacia leiteira do estado: Em 2007 Foram produzidos 547,3 milhões de litros de leite na região, ante 514,3 no ano anterior. A primeira região é o Oeste com 783 milhões de litros de leite/ano. A terceira região maior produtora de leite no estado a Centro Oriental (engloba Ponta Grossa, Carambeí, Castro), com 380 milhões de litros de leite, mesmo número de 2006). A produção do município Francisco Beltrão caiu de 35,3 milhões de litros para 33,0, mas o valor da produção, em R$, subiu de 11,3 mi para 14,8, ou seja, segundo o IBGE no ano passado o preço médio do litro de leite, pago ao produtor foi cerca de R$ 0,45 ante 0,32 no ano anterior. (os dados estão disponíveis na tabela 32 do arquivo compactado número quatro da pesquisa 2007).

2 – O tamanho do rebanho bovino diminiuiu na região: O número de bovinos caiu de cerca de 905 mil para 898 mil na região sudoeste. Específicamente em Beltrão o tamanho deste rebanho caiu de 54.715, em 2006 para 53.632 em 2007. (tabela 29)

3 – O número de aves na região cresceu cerca de 10%, de 40,6 milhões em 2006, para 43,9 milhões em 2007, sendo assim o segundo maior rebanho do estado, atrás da região oeste (74,3 milhões). O município da região com o maior rebanho foi Dois Vizinhos (5,8 milhões de aves), seguido por Francisco Beltrão (4,2 mi) e Salto do Lontra (3,7 mi). (tabela 31)

PESQUISAS COMPLETAS:

2005 – Pesquisa Completa

2006 – Pesquisa Completa

2007 – Sumário Executivo ::: Pesquisa Completa

Nota: Texto corrigido em 30-11-2008:4:48





Emprego fica estável em Outubro

21 11 2008

No mês passado o emprego formal ficou praticamente estável em Francisco Beltrão. Apenas 46 novas vagas foram registradas, com alta de 0,25% ante o estoque de empregos no mês anterior. Na região e no estado também foram observados estabilidade, em Pato Branco o número de empregados subiu apenas 0,15% no mês e no estado 0,28%.

Segundo o Ministro do Trabalho Outubro tradicionalmente é um mês de estabilidade, sem muito crescimento. Mas a nível nacional foi observado que a expansão do mercado formal, que vinha sendo de 200 a 250 mil vagas mensais, caiu para apenas 61 mil vagas, dando um dos primeiros sinais de impacto da crise global no país, e também no nosso estado e região.

No ano Francisco Beltrão acumula 7,39% de alta no seu estoque de empregos, com 1.240 vagas criadas.





Apesar da crise, crescimento da frota mantém o ritmo em Outubro

18 11 2008

Apesar dos efeitos da Crise Mundial começarem a ser sentidos no Brasil, especialmente no sensível setor do crédito para automóveis, o crescimento da frota de beltrão manteve-se estável no mês de Outubro. No mês passado 212 veículos foram registrados no município, número perfeitamente compatível com o que vinha ocorrendo nos meses anteriores. A título de comparação, no mesmo período do ano passado (outubro/2007) haviam sido registrados no munícipio 179 veículos.

O número representa uma alta de 0,67% ante o mês anterior e e 7,67% no acumulado de Janeiro até Outubro.

Por tipos de veículos, foram 117 carros, com alta de 0,63% no mês, 35 motos (+0,66%) e 23 motonetas (+1%).

Nos próximos meses é muito provável que o número de unidades registradas caia até pela metade, em função do recente agravamento da crise econômica mundial, escassez de crédito, e problemas financeiros se proliferando por empresas nacionais e também na região.

Agora Francisco Beltrão totaliza 33.666 veículos, sendo 18.544 automóveis, 5.311 motos, 2.388 motonetas, 1.699 caminhonetas e 1.603 caminhões, sendo estes os cinco grupos mais numerosos.

A proporção de veículos sobe para 445,8 por mil habitantes, ante 443,0 no mês anterior.





Em 2007, mais de 1400 empregos formais foram gerados em Francisco Beltrão

11 11 2008

Com as mais de 1.400 vagas geradas no ano passado município chega próximo dos 20 mil empregos formais; Remuneração média atinge R$ 816,- . Números são os melhores desde 2004.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2007- divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta Segunda-feira (11), pelo oitavo ano consecutivo Francisco Beltrão foi o município que mais gerou empregos na região sudoeste. Foram 1.427 novos postos de trabalho criados entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007.

Dados anteriores do CAGED, também divulgados pelo MTE, apontavam um número menor de empregos gerados, apenas 1.107 vagas. A princípio essa diferença pode gerar dúvidas sobre a precisão dos sistemas de medição, mas o próprio Ministério do trabalho esclarece:

“a diferença entre os dados divulgados pelas duas fontes pode ser justificada, entre outros fatores, pela cobertura da Rais ser superior à do Caged; pela não inclusão das declarações deste registro entregues fora do prazo no cômputo da geração de empregos; como também pela presença de outros tipos de vínculos empregatícios informados na Rais (temporários e avulsos) e não contemplados no Caged”.

Deste modo o número divulgado ontem corresponde ao mais correto entre as formas existentes de se medir o emprego formal.

EMPREGO EM 2007

O resultado de 2007 corresponde a uma elevação de 7,93% sobre o estoque de empregos (número total de pessoas empregadas formalmente) do município em relação a 31 de dezembro de 2006. Um resultado muito superior ao obtido a nível estadual no Paraná (alta de 5,7%) e acima também do nível nacional (+6,98%).

Com as 1.427 novas vagas geradas no ano passado, Francisco Beltrão alcança a marca de 19.416 empregos formais e se mantém na 19° posição estadual dos municípios com maior estoque de empregos. No acumulado de oito anos (desde 2000) já foram criados 9.084 empregos formais.

SETORES

Os setores que mais geraram empregos, em valores absolutos, foram a Indústria da Madeira e Mobiliário com 400 vagas, a indústria de produtos alimentícios (leia-se Sadia) com 285 vagas, a Construção Civil com 219 vagas, o Comércio Varejista com 218 vagas e a Indústria do Vestuário com 171 vagas. Já em termos relativos os resultados mais expressivos foram da Indústria de Mineirais não metálicos com elevação de 77% sobre o estoque de empregos do ano anterio, da Indústria de Madeira e Mobiliário com 60%; a Indústria Química e de Materiais Farmacêuticos com 55%; a Indústria de Material Elétricos com 47%; e a Construção Civil com 28%.

Notadamente as indústrias de mobiliário, Minerais não Metálicos e do vestuário estão incluídas em Arranjos Produtivos Locais na região, setores que constituem uma espécie de cluster na região.

RENDA

A Pesquisa também mostrou que a Remuneração média subiu de R$ 774,- em dez/2006 para R$ 816,- em dez/2007. Alta nominal de 5,49% e alta real de 0,34% (deflator INPC 2007, 5,15%). A despeito da baixa elevação da renda, deve-se ressaltar que o grande número de novos empregos ajuda a trazer a média para baixo, pois geralmente o salário dos novos empregados é menor que o salário daqueles que já trabalham há mais tempo. Prova disso é que, ao fim do ano passado, a massa salarial formal (soma de todos os salários) do município totalizou R$ 15,852 milhões ante R$ 13,923 milhões em igual período do ano anterior. Isto representa uma elevação nominal de 13,85% e elevação real de excelentes 8,70%.

Todavia a renda média em Francisco Beltrão ainda se mantém muito abaixo da média estadual, que é de R$ 1.216,- e mais abaixo ainda da média nacional que é de R$ 1.356,-.

ESTABELECIMENTOS

A RAIS também traz informações sobre o número de empresas no município. Em 2006 existiam 2.086 firmas no município, número que saltou para 2.242 no ano seguinte. Destaque especial para a Construção Civil (+55 firmas) e para o comércio Varejista (+48).

REGIÃO

Na região sudoeste o número de empregos elevou-se de 77.666 em 2006 para 83.204 em 2007, com alta de 7,13%. Além de Francisco Beltrão com suas 1.427 vagas, os outros municípios que mais contribuíram para puxar a média para cima foram Pato Branco, com 1.134 vagas (+7,20%) e Dois Vizinhos com 409 vagas (+5,25%). Juntos os três municípios geraram 53,6% dos empregos da região. Francisco Beltrão com 19.416 empregos, Pato Branco com 16.876 e Dois Vizinhos com 8.199 são responsáveis por 53,5% dos empregos da região (exatamente a mesma proporção de empregos gerados).

No sudoeste a Renda média ficou em R$ 823,20, sendo R$ 935,- em Pato branco e R$ 846,- em Dois Vizinhos.





Trânsito de Beltrão continua um dos piores do Paraná

6 11 2008

O Anuário Estatístico do Trânsito de 2007 divulgado há poucos dias pelo Detran do Paraná mostrou que mais uma vez o trânsito de Francisco Beltrão foi um dos mais periogosos do Paraná. Com 347,96 acidentes de trânsito em vias municipais por 10 mil veículos, somente três outros municípios tiveram índices piores que o do nosso município: Paranaguá (387,76), Guaraqueçaba (355,33) e Matinhos (350,37). Outros dois municípios do Sudoeste também apareceram no ranking dos 10 piores trânsitos do Paraná: Palmas, logo atrás de Beltrão, no quinto lugar com índice de 332,90 acidentes/10 mil veículos e Pato Branco na nona posição com índice de 301 redondo.

Dizer que o trânsito de Beltrão é caótico é chover no molhado. Composta por quase 34 mil veículos, a frota do município duplicou de tamanho em apenas sete anos. Adicionalmente, por ser uma cidade de referência regional, o município recebe diariamente um grande influxo de carros de outros municípios da região. Apesar disso, nos últimos dez anos praticamente inexistiram obras que auxiliassem a melhorar a condição do trânsito. A exceção do contorno leste e da duplicação da Avenida Atilio Fontana, na Cidade Norte, não houveram obras estruturais que melhorassem o fluxo de veículos na cidade. Outro orgão que deveria melhorar a segurança e o fluxo de automóveis rearranjando o que já existe de estrutura de transporte pela cidade, o DEBETRAN, também se mostrou inócuo até o momento. Apesar das dezenas de faixas elevadas e rotatórias espalhadas pela cidade e campanhas educativas, semanalmente continuamos a ouvir e ler notícias de mortes no perímetro urbano.

Pessoalmente acredito que dois fatores principais ajudam a explicar o problema cada vez mais complexo que se apresenta nessa área. O primeiro é o baixo índice de reprovação nos testes práticos e teóricos do Detran. Tanto Fco. Beltrão, quanto Palmas apresentam taxas inferiores a 35% de reprovação neste tipo de exame, contra uma média estadual de 40%. Pato Branco, que apresenta taxas de reprovação próximas a 40% vem observando um número declinante no seu número de acidentes urbanos, embora ainda esteja alto. A Capital, Curitiba, reprova 45% dos pretendentes a CNH e observa índice de acidentes inferioreres a 250. Não que se deva reprovar para atingir índice, mas admitindo-se que as pessoas dirigem dentro de um padrão, pode-se inferir que o nível de exigência do sudoeste está mais baixo que em outras regiões do estado.

O segundo fator, e o principal, é a ausência de fiscalização no trânsito. Pense um pouco: Quantas vezes você foi parado na cidade para alguma verificação por parte das autoridades nos últimos tempos? A todos que eu faço esta pergunta ouço réplicas como: “nunca”, “um vez tanto tempo atrás” e outras respostas afins. A conclusão é simples. Se não posso ser penalizado por fazer uma conversão proibida, ou pegar um corredor entre os carros (para os motoqueiros), ou andar a 100 km/h dentro da cidade, porque eu deveria me preocupar em seguir as leis de trânsito? Certamente a maioria de nós segue por que acha correto e se preocupa com os outros, mas sempre existem aqueles que não pensam assim, e que mereceriam uma punição de vez em quando. Não estou defendendo que se deva sair multando todo mundo, muito pelo contrário. Multa é algo doído no bolso de qualquer um e só deve ser usada em situações mais críticas: falhas graves ou repetição contínua de infrações de trânsito. Mas seria bom se as autoridades advertissem os motoristas sobre seus erros, certamente seria mais eficaz que as campanhas educativas que têm sido feitas até aqui, pelo menos com uma freqüência maior do que se tem observado atualmente.

Um terceiro fator que poderia ser citado, (mas que eu diria que é responsável mais pela lentidão do que pelos acidentes) é o lay-out do trânsito no centro de Beltrão. Confuso, pouco intuitivo e lerdo, certamente contribui para que as pessoas fiquem irritadas e percam a paciência, e quando se perde a paciência no trânsito, certamente o risco de fazer alguma coisa errada aumenta e muito.

Para aqueles que desejam acessar a publicação completa, seguem os links:

2007 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2007.pdf

2006 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2006.pdf