Em setembro a frota de Beltrão totalizou 33.454 veículos, dos quais 18.427 foram automóveis, 5.276 motos e 2.327 motonetas. Em relação a agosto a elevação do número de veículos foi de 262 unidades, ou 0,8%. Os automóveis aumentaram 127 unidades (+0,7%), as motos 42 unidades (0,8%) e as motonetas 38 unidades (+1,6%).
No ano (janeiro a setembro) as ruas da cidade ganharam mais 2.186 veículos, alta de 7,0%. São, até aqui, 1091 automóveis (+6,2%), 512 motos (+10,7%) e 262 motonetas (+12,7%).
Os números mostram o aumento maior de veículos de duas rodas do que de outros tipos, provavelmente refletindo as facilidades de aquisição existentes até o mês passado. Com a crise global de liquidez (e confiança) é provável que daqui pra frente a taxa de crescimento do número de veículos perca força, refletindo a falta de crédito no mercado.
Um outro dado interessante, é que junto com o crescimento do número de veículos, principalmente motos e motonetas, vem junto um acréscimo de acidentes de trânsito. Somente esta semana dois motociclistas perderam a vida em acidentes ocorridos no perímetro urbano de Beltrão, ambos com apenas 21 anos. A inexistência de fiscalização por parte dos orgãos competentes (DEBETRAN e Polícia Militar, primariamente), aliada a pouca conscientização dos próprios motoristas, baixa rigidez na expedição de carteiras de motorista (o Detran de Beltrão tem uma das menores taxas de reprovação do Paraná) e a própria baderna que é o trânsito da cidade contribuíram para que Beltrão alcançasse o terceiro maior índice de acidentes urbanos do Paraná.
Com 353,82 acidentes de trânsito por grupo de 10 mil veículos, somente Guaraqueçaba e Paranaguá estão a frente do nosso município (497,24 e 364,04/10 mil veículos) no estado. E o dado mais preocupante ainda é que entre os 10 municípios mais perigosos neste quesito, somente Francisco Beltrão e Paranaguá apresentaram piora nos seus índices, ao passo que todos os demais tiveram reduções*.
*De fato Guaraqueçaba também apresentou acréscimo, mas este município possuía apenas 182 veículos registrados na data da pesquisa (2006) e, deste modo, cada acidente representaria um acréscimo de quase 52 pontos na taxa, criando assim uma sensação irreal de amplos problemas no trânsito, ao passo que em beltrão, com mais de 30 mil veículos, a estatística apresenta claramente a dura realidade do caos que se encontra o trânsito municipal.