IBGE estima em quase meio milhão a população do Sudoeste

2 09 2008

As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE na última sexta apontam 492.223 habitantes como sendo a população do Sudoeste do Paraná no ano de 2008. Tal cifra representa quase 16 mil habitantes a mais que a efetivamente recenseada no ano passado, 476.540 habitantes. Como eu havia dito no último post, esses números parecem ser duvidosos devido ao grande crescimento ocorrido em apenas um ano. Depois de ler a metodologia constatei que o IBGE fez um acréscimo de aproximadamente 2,8% no número de habitantes como sendo a parte da população da região que por motivos diversos não foi entrevistada no ano passado e por tal motivo não constou na contagem oficial.

O número de habitantes da região fica maior ainda se acrescentada a microrregião de Palmas, que oficialmente consta como sendo da Mesorregião Centro-Sul do Paraná, mas que na prática é considerada pelos sudoestinos como sendo Mesorregião Sudoeste mesmo. Somando-se os 92.287 habitantes estimados da micro de Palmas, o sudoeste contaria então com 584.510 habitantes.

É interessante notar que tanto nos censos quanto nas estimativas a população do sudoeste voltou a crescer, e de forma cada vez mais acelerada. Se nos anos 80 o sudoeste (sem contar a micro de Palmas) chegou a atingir 521 mil habitantes, após a acentuada emigração para o centro-oeste, nossa população foi reduzida a apenas 472 mil habitantes no ano 2000. Desde então voltou lentamente a crescer, alcançando 476 mil habitantes no ano de 2007, que na verdade são quase meio milhão de acordo com a nova metodologia do IBGE.

Nestes quase 30 anos de mudanças muitos municípios foram desmembrados e criados, municípios estes que agora enfrentam o decréscimo sistemático de suas populações. Outros municípios já há muito estabelecidos, na casa dos 10 a 20 mil habitantes veem suas populações praticamente estáveis (exceções a parte são Itapejara do Oeste e Ampére) e os três maiores municípios veem suas populações crescerem em ritmo estável na faixa de 1% ao ano. Outra mudança importante é o deslocamento maciço da população rural para a área urbana. No ano de 1980 cerca de 68% da população da sudoeste morava na área Rural. Hoje a proporção é praticamente a inversa: 66% dos habitantes do sudoeste moram nas cidades, e o número de continua subindo. Em Francisco Beltrão e Pato Branco a urbanização supera os 80%, sendo que em PB ultrapassa os 90%.

Outro dado que acho importante frisar é que o sudoeste é, dentre as 10 mesorregiões do estado, a 4° mais povoada, com densidade de 42 hab/km². Densidade esta que não se reflete na importância da região dentro do estado, infelizmente pela falta de um município de porte médio (acima de 150 mil habitantes) e pela falta de visão do governo.

Abaixo listo todos os municípios da região, incluindo no final da microrregião de Palmas, por população conforme as estimativas do IBGE para o ano de 2008:

Ampére 17.830
Barracão 9.275
Bela Vista da Caroba 4.210
Boa Esperança do Iguaçu 2.919
Bom Jesus do Sul 3.907
Bom Sucesso do Sul 3.107
Capanema 18.655
Chopinzinho 19.628
Coronel Vivida 21.985
Cruzeiro do Iguaçu 4.244
Dois Vizinhos 35.389
Enéas Marques 6.100
Flor da Serra do Sul 4.775
Francisco Beltrão 75.517
Itapejara d’Oeste 11.083
Manfrinópolis 3.334
Mariópolis 5.956
Marmeleiro 13.493
Nova Esperança do Sudoeste 5.334
Nova Prata do Iguaçu 10.791
Pato Branco 69.478
Pérola d’Oeste 7.222
Pinhal de São Bento 2.598
Planalto 14.007
Pranchita 5.925
Realeza 16.276
Renascença 6.945
Salgado Filho 4.709
Salto do Lontra 12.832
Santa Izabel do Oeste 11.753
Santo Antônio do Sudoeste 19.260
São João 11.198
São Jorge d’Oeste 9.213
Saudade do Iguaçu 5.137
Sulina 3.481
Verê 8.144
Vitorino 6.513

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Clevelândia 18.041
Coronel Domingos Soares 7.790
Honório Serpa 6.251
Mangueirinha 17.562
Palmas 42.643




Francisco Beltrão alcança 75 mil habitantes

29 08 2008

Estimativas populacionais divulgadas agora há pouco pelo IBGE apontam Francisco Beltrão com uma população de 75.517 habitantes para o dia 01.07.2008. As estimativas são divulgadas anualmente para diversos cálculos governamentais e são baseadas em variados dados dos municípios que ajudam a fazer a tal conta da variação da população entre os anos sem a necessidade de se gastar dinheiro fazendo o recenseamento efetivamente.

O número divulgado pelo IBGE certamente causa surpresa, pois entre 2000 e 2007 a variação anual da população beltronense vinha girando na casa do 1,1%, portanto seria de se esperar para este ano algo como 73.200 até 74.000 habitantes. Para espanto, o número veio 4% maior que no ano anterior, quando havia sido inclusive realizado um censo. Apesar de não ter lido a metodologia (o que é imprescindível para fazer qualquer crítica) ainda assim creio que devemos desconfiar de números tão altos, por ser um tanto inconcebível um crescimento tão elevado em tão pouco tempo.

Contudo querendo ou não, a partir de agora esta é a nova população de Francisco Beltrão, 75.517 habitantes. Outros municípios da região também apresentaram bons números. Pato Branco 69.418, Dois Vizinhos 35.389 e Palmas 42.643.





Censo 2007

21 12 2007

Hoje pela manhã foi divulgado completamente os resultados da contagem 2007. Os resultados indicam que a população de Francisco Beltrão subiu de 67 132 em 2000 para 72 409 em 2007. Até aqui nenhuma novidade. O que há de novo é que foi divulgada a população urbana. Em 2000 ela era de 54 831. Neste ano foram recenseados 60 798 moradores urbanos.

Ainda sim a população da cidade de Francisco Beltrão não superou a de Pato Branco que em 2000 totalizava 56 805 moradores e agora totaliza 61 984.

Outro destaque no sudoeste foi a cidade de Dois Vizinhos que expandiu de 22 382 para 25 142. Já em Palmas a população urbana subiu de 31 411 para 36 528.

 Os dados do censo deste ano mostram que a evasão rural está muito mais desacelerada do que se pensava. Desde 1970 a evasão rural tinha sido muito acentuada, mas o novo censo mostrou que em muitos municípios sequer diminuiu a população rural, mesmo com as sucessivas quebras de safra do perído entre-censos (2000-2007). Isto pode ser atribuído aos diversos programas govermentais como Pronaf, Bolsa-Família, Luz Rural, etc que praticamente dão o dinheiro para os agricultores ficarem no campo, além de alguns bons momentos no biênio 2002-2003 (anos de ouro da soja), e as perspectivas otimistas com relação ao setor agrícola e a expansão mundial do consumo de alimentos.