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INMET instala várias estações meteorológicas no sudoeste


Amanhã, dia 31 de maio, começará a funcionar mais uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET no Sudoeste do Paraná. A quarta estação meteorológica da região será instalada no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, que faz divisa com o município de Barracão, no Paraná. Como o clima não é influenciado por limites políticos e as duas cidades são na prática uma só, podemos considerar esta a quarta estação meteorológica do Sudoeste em apenas 18 meses. A primeira, inaugurada em Março do Ano passado, está localizada em Dois Vizinhos, cerca de 30 km ao norte da cidade de Francisco Beltrão. A segunda foi instalada em Capanema no final do ano passado, e fica a 80 km de Francisco Beltrão, na direção noroeste. A terceira estação, situada em Clevelândia, foi aberta há apenas 15 dias, e está situada a 75 km de Francisco Beltrão, na direção sudeste. Enfim, esta estação de Barracão/Dionísio Cerqueira está a apenas 60 km de Beltrão, na direção sudoeste.

Para uma região que até hoje contava apenas com estações automáticas em Pato Branco e Palmas, operadas pelo SIMEPAR, que não informa continuamente as condições do tempo ao público em geral, estas novas estações são um avanço e tanto. Existem também estações do IAPAR, que também oferecem poucas informações ao público em geral. Até pouco atrás quem quisesse saber a temperatura em algum município do sudoeste não dispunha de outra alternativa senão comprar um termômetro e instalar no próprio quintal, ou ouvir as imprecisas informações divulgadas pelas rádios do município.Estações no sudoeste

Agora apenas acessando a página do INMET podem ser obtidas diversas informações, que são atualizadas de hora em hora. E ainda existem possibilidades de serem instaladas mais estações na região. O INMET continua abrindo estações pelo Brasil, buscando alcançar a meta de uma estação a no máximo 50 km da outra, pelo menos nas regiões mais habitadas. Olhando assim, no sudoeste ainda cabem mais uma estação entre Francisco Beltrão e Pato Branco, e outra próxima a cidade de Manguerinha. Mesmo que estas não venham tão cedo, a situação da região já é muito melhor que no passado.

Para acessar o mapa de estações, visite o site do INMET. O endereço é: http://www.inmet.gov.br/sonabra/maps/automaticas.php e depois basta clicar em cima do nome da estação no lado direito, ou aproximar o mapa até o sudoeste do Paraná e clicar diretamente em cima da bolinha.

Dentre as estações disponíveis no sudoeste a que mais se aproxima das médias de temperatura de F. Beltrão é a de Dois Vizinhos, que tem temperaturas cerca de 1°C sempre maiores, devido a menor altitude da estação em relação ao município.


Verão em Beltrão


O Verão de Francisco Beltrão é certamente um dos piores do Paraná. Talvez só quem more próximo ao Vale do Rio Iguaçu e ao Vale do Rio Paraná sofra mais que nós. Ainda sim para estes há um alívio, o vento. Já em Beltrão nem com o vento se pode contar, a cidade é uma bacia cercada de morros com 100 m de altitude a mais que o núcleo da cidade. Por isto a menos que chova, vento é artigo de luxo nesta cidade.

Oficialmente a maior temperatura já registrada até hoje foi de 38°C, em novembro de 1985. Mas isto é na estação da Sanepar, aquela no alto do morro, onde a altitude é 650 m (100 a mais que o núcleo da cidade) e onde sempre bate um vento. E isso é na grama verde, não no asfalto escuro. Apesar de as máximas médias em Beltrão ficarem na casa dos 30°C para o trimestre novembro-dezembro-janeiro, devemos sempre lembrar que as temperaturas oficiais são registradas em áreas gramadas, com pelo menos 1600 m² (20x20m). No centro das cidades as coisas esquentam um pouco..

Por isso no centro de Beltrão, com todo o concreto e asfalto que tem a temperatura certamente já passou dos 40°C. Hoje mesmo meu carro registrou 37°C na Praça da Matriz. E assim é a sensação todo dia, calor muito acima do que as estatísticas nos fazem crer.
E para agravar o problema a cobertura vegetal da nossa cidade é um tanto esparsa. Algumas ruas cobertas, muitas outras nada cobertas de árvores, as quais em sua maioria estão no interior das quadras, não nas calçadas. Então o sol, que no verão incide quase a pino, penetra dentro do asfalto e ajuda a esquentar a nossa sauna, digo cidade.

As soluções para o excesso de temperatura urbano são quase todas de longo prazo ou de custo considerável. Um planejamento de áreas verdes urbanas, que cubram as ruas (igual Maringá) poderia reduzir imensamente a sensação de calor nas ruas. Outro coisa é tentar utilizar mais concreto ao invés de asfalto. O concreto é mais claro e alívia boa carga do calor. Ou também incentivar as pessoas a pintar o telhado das casas de branco. Mas aí, como eu disse o custo inviabiliza o benefício.

Enquanto as soluções não chegam (e na melhor das hipóteses levarão 10 anos para chegar) o melhor a fazer é se agüentar de todo jeito, e rezar logo para as chuvas virem e para o mês de Abril chegar…


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