Emprego formal fica estagnado em 2008; Renda avança.

20 08 2009

Em 2008 o Emprego formal em Francisco Beltrão avançou apenas 0,2%. É o que indica a RAIS 2008, o mais completo estudo sobre emprego formal divulgado oficialmente no Brasil. Segundo este estudo, em 31 de dezembro de 2008, exatos 19.449 trabalhadores estavam registrados em 2.390 estabelecimentos no município. O número é praticamente o mesmo do ano anterior, 19.416 distribuídos em 2.242 empresas públicas e privadas.

Já no quesito renda, os números foram razoavelmente positivos. Em Dezembro último, o trabalhador beltronense recebia um salário médio de R$ 916,26, número 10,7% superior aos R$ 818,18 registrados em dezembro de 2007. Considerando que o IPCA de 2008 fechou em 5,9%, temos um avanço real de 4,8%, similar ao restante do país.

O resultado da RAIS causa certo espanto pois contraria severamente os números do CAGED que havia apontado uma elevação de 807 empregos no ano anterior. Todavia deve-se esclarecer que os números da RAIS são muito mais completos e abrangentes, por isso devem ser considerados corretos. O CAGED ainda possui diversas imperfeições que interferem moderadamente nos seus números, divulgados mensalmente. Deve-se inclusive ressaltar que atualmente o estoque de empregos em Beltrão, medido pelo CAGED, é cerca de 2500 empregos menor que o medido pela RAIS.





Crise chega com tudo ao Sudoeste; Beltrão perde quase 400 empregos em um mês

19 01 2009

O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.

Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.

Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.

Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.

Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve.  Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil  e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.

APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO

Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).

RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES

É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado. 

NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA

Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.





PIB do sudoeste cai 6% em 2006; em Beltrão cresce 3,2%

18 12 2008

Nesta semana foram divulgados os dados referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios do Brasil, para o ano de 2006. Embora tais dados pareçam ser um tanto velhos, é importanta salientar que a divulgação do PIB dos municípios, ao contrário do PIB nacional, sempre ocorre aproximadamente dois anos após o fim do ano de referência. Portanto somente agora é que podemos conhecer como se comportou a economia beltronense (e do sudoeste também) em 2006.

Pessoalmente acredito que o Produto interno Bruto seja um dos dados mais importantes divulgados pelo IBGE. Provavelmente só os dados da população sejam mais importantes. A função do PIB é sintetizar em um único indicador toda a produção de riquezas de um determinado local ao longo de um determinado período de tempo.

FRANCISCO BELTRÃO

Dentre as maiores economias da região, Francisco Beltrão foi a única que conseguiu crescer acima da média estadual de 2%. Em 2006 o PIB a preços correntes de Francisco Beltrão totalizou R$ 760,3 milhões ante R$ 695,6 no ano anterior. Tal incremento representou uma variação real de 3,2%, a 11° maior dentre os 42 municípios da região. A nível estadual, Beltrão firmou-se como a 22° maior economia, mesma posição do ano anterior. A taxa de 3,2% foi relativamente positiva para a economia do município, se comparada as obtidas pelas trinta maiores economias municipais do estado. Destas, 14 obtiveram resultados melhores que os do nosso município. Outras 15, incluídas aí Curitiba, Londrina, Guarapuava, Pato Branco, Toledo, etc, tiveram resultados piores. A média estadual foi de apenas 2%.

Em termos de participação, Francisco Beltrão contribuiu com 0,5562% da economia do estado, ante 0,5491% no ano anterior.

Dissecando-se os números por setores, o PIB agropecuário caiu 3,95%, o PIB industrial subiu 1,51% e o PIB terciário (comércio e serviços) subiu 5,5%. A participação dos setores ficou a seguinte: Agricultura 7,6%; Indústria 32,0% e Comércio e Serviços 60,4%. Em 2002 as proporções eram, respectivamente, 9,7%, 29,0% e 62,3%.

O PIB per capita (a preços correntes) foi de R$ 10.639.

SUDOESTE

O resultado para o Sudoeste, como um todo, foi péssimo. Na região o PIB caiu 6,04% entre 2005 e 2006. O resultado mais crítico foi na microrregião de Palmas, com queda média de 22,5%. A microrregião de Beltrão foi a que melhor se saiu, com crescimento médio de 2%. No geral ainda pode-se atribuir o péssimo desempenho do ano aos problemas decorrentes das secas. Quase todos os resultados foram pouco expressivos. Abaixo encontra-se uma tabela com os pibs a preços correntes entre 2002 e 2006, e no final a direita a variação real entre 2005 e 2006 e a média anual entre os anos de 2002 e 2006. Resultados em azul indicam elevações acima de 5%. Resultados em verde entre 0 e 5%. Vermelho fraco entre -5% e 0% de crescimento e coloração vermelha forte indica queda brusca acima de 5%. Para calcular a inflação entre anos (e assim chegar a taxa de crescimento real) foi utilizado o deflator implícito do PIB nacional, fornecido pelo IPEA e pelo IBGE.

novo-pib

Os destaques na região são os municípios de Ampére e Dois Vizinhos, que vem crecendo a taxas médias superiores a 5% ao ano desde 2002. O pior resultado é o de Mangueirinha, provavelmente em função da existência de uma Usina hidrelétrica no território daquele município, usina a qual deve ter sido severamente afetada durante as secas de 2006, assim não produziu energia (e nem riquezas) e provocou este estrago no resultado do município. Provavelmente tão logo a usina volte ao normal, o PIB do município recuperará o patamar normal.

METODOLOGIA

Primeiramente o de que se trata o PIB. PIB é um acrônimo para Produto Interno Bruto, um estudo internacionalmente difundido, onde é medido a intensidade de produção de riquezas de um determinado local. Dizer por exemplo que o PIB de Francisco Beltrão foi de R$ 760 milhões no ano de 2006, quer dizer que neste ano, somando-se todo a riqueza criada no município de Beltrão, atingiríamos esta quantia.

O PIB serve primariamente para avaliar a condição econômica de uma região, é útil para diversos estudos, bem como para um governo avaliar sua administração, que quanto melhor for, maior será capaz de fazer o PIB de uma região aumentar anualmente. A variação do tamanho do PIB ano a ano ajuda a dimensionar o dinamismo econômico da economia. Um valor bom para uma economia emergente, como a brasileira, seria uma taxa anual de expansão acima de 4%, por exemplo. No geral é interessante comparar com outras regiões, para se ter uma idéia melhor. Por isso o valor de 4% para a economia brasileira pode ser bom se o mundo tiver crescendo 2%, ou se no ano anterior a economia tiver crescido apenas 3%, pois estaria então crescendo mais rápido.

Para iniciar a explanação sobre o desempenho da economia sudoestina ao longo do ano retrasado, gostaria de primeiramente explicar como cheguei aos resultados. A partir dos dados do IBGE e do IPARDES, os quais estão contidos na tabela abaixo, utilizei os números do PIB a preços correntes para obter os resultados para toda a região. Para calcular a variação real foi utilizado o deflator (índice de preço) do PIB nacional, visto que não existe um deflator para cada município.

Para obter os valores de crescimento do PIB ano a ano, foi utilizada a fórmula [[PIB2006 / PIB 2005] – 1 ] x 100] e o resultante seria a variação nominal entre os dois períodos. Para se obter a variação real deduz da variação nominal o deflator, que consiste em um índice de preços que mede a inflação ano a ano. Já a média anual foi calculada geométricamente pela fórmula {[1 + [PIB 2006/PIB 2002 -1 - DEFLATOR[(1+ Deflator 2003) * (1+ Deflator 2004) *(1+ Deflator 2005) *(1+ Deflator 2006) -1 ] ]^1/4}-1, formula que calcula o deflator acumulado entre 03 e 06, toma a diferença entre o crescimento nominal e a inflação do período e extrai a raiz quarta para se obter a taxa anual para cada um dos quatro fins de anos. O resultado é a média geométrica dos quatro anos.

Segundo o IPEA o deflator do ano de 2006 havia sido 6,15%.

Nota: Na seção “Beltrão em Números” você encontra mais dados sobre o PIB de Francisco Beltrão em anos anteriores.

Nota: PIBs calculados pelo sistema de contas nacionais de 2002

Fontes: Deflator Ipeadata.gov.br; Pibs Ipardes (ou IBGE) www.ipardes.gov.br>>>BDE





Emprego fica estável em Outubro

21 11 2008

No mês passado o emprego formal ficou praticamente estável em Francisco Beltrão. Apenas 46 novas vagas foram registradas, com alta de 0,25% ante o estoque de empregos no mês anterior. Na região e no estado também foram observados estabilidade, em Pato Branco o número de empregados subiu apenas 0,15% no mês e no estado 0,28%.

Segundo o Ministro do Trabalho Outubro tradicionalmente é um mês de estabilidade, sem muito crescimento. Mas a nível nacional foi observado que a expansão do mercado formal, que vinha sendo de 200 a 250 mil vagas mensais, caiu para apenas 61 mil vagas, dando um dos primeiros sinais de impacto da crise global no país, e também no nosso estado e região.

No ano Francisco Beltrão acumula 7,39% de alta no seu estoque de empregos, com 1.240 vagas criadas.





Massa Salarial de Beltrão cresce 15,2% entre 2005 e 2006

27 10 2008

Dados da Estatística do Cadastro Central de Empresas 2006 divulgados na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que entre os anos de 2005 e 2006 a Massa Salarial Formal do Beltronense (soma dos salários percebidos por todos os cidadões do município, formalmente registrados) elevou-se em 15,15% entre os anos de 2005 e 2006 (valor já descontado os 4,72% da inflação conforme o deflator implícito do PIB de 2006). O resultado foi cerca de 1,7 p.p. acima da média do obtido pelos 30 municípios com a maior massa salarial.

Em 2006 os foram pagos aos beltronenses, salários no total de R$ 162,996 milhões ante R$ 135,977 milhões recebidos no ano anterior. Este valor foi suficiente para postar o município como o de 24° maior massa salarial do estado do Paraná, mesma posição do ano anterior.

Todavia não foi suficiente para dar o primeiro lugar da região. Pato Branco fechou 2006 no 23° lugar estadual com massa salarial apenas R$ 280 mil superior a beltronense, diferença inferior a 1% entre os dois municípios. Em 2005 Pato Branco havia auferido rendimento de R$ 139,273 milhões e passou para R$ 163,276 no ano seguinte, elevação real de 12,51%.

EMPREGOS

A pesquisa também reiterou outros dados já conhecidos anteriormente. Segundo ela, entre 2005 e 2006 Francisco Beltrão ganhou 1 012 novos empregos formais (+6,2%), e fechou o ano com estoque de  17 248 empregos formais. Pato Branco fechou o ano com 15 052 empregos formais, 835 a mais que no ano anterior e variação positiva de 5,9%*.

Todavia um dado relevante trazido pela pesquisa é que o beltronense percebe rendimentos médios de R$ 9 450 ao ano. É um dos valores mais baixos entre os 30 municípios com as maiores massas salariais. Somente 4 registram valores inferiores aos de Beltrão. O município de Curitiba, por exemplo, registra valor médio de R$ 18.720 por empregado.

Embora o dado pareça muito ruim, existem certas distorções que devem ser levadas em conta. O nível de formalização do salário em Curitiba é maior que em Beltrão, ou seja, os salários pagos na capital geralmente correspondem ao anotado na carteira. Já em Beltrão é muito comum a cultura de pagar uma parte do valor “por fora” em forma de comissões e outros acordos. Este fator deve certamente ter influenciado os resultados, ajudando a puxar o valor de Beltrão pra baixo.

EMPRESAS

A pesquisa também informa que existiam, em 2006, 4 266 unidades empresariais registadadas no município, eram 143 a mais que o número anotado no ano anterior. Cada empresa possuía, em média, 4 empregados.

A pesquisa completa do IBGE está disponível no link abaixo:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1253&id_pagina=1

* É necessário ressaltar que existem diferentes modos de se medir o número de empregos por município, e por isso ocorrem pequenas diferenças entre os números divulgados. Os resultados considerados aqui foram baseados no CEMPRE do IBGE, conforme consta na metodologia da pesquisa. Outros métodos comumente referidos aqui neste blog são o CAGED/MTE divulgado mensalmente, e a RAIS divulgada anualmente.

Nota: O estudo leva em conta apenas os funcionários com vínculo empregatício ativo, portanto desconsidera salários de aposentados e pensionaistas.





Em setembro, emprego formal de Beltrão fica estagnado

15 10 2008

Dados do CAGED divulgados pelo Ministério do Trabalho agora a pouco indicam que no mês de Setembro último o emprego formal em Beltrão permaneceu praticamente inalterado em relação ao mês anterior. Os números apontam para expansão de apenas 0,4% sobre o mês anterior, com a criação de apenas 71 novas vagas.

Os dados são especialmente mais desanimadores se comparados aos do mesmo mês no ano passado. Em setembro de 2007 haviam sido criadas 146 novas vagas, com crescimento relativo de 0,87% ante o mês anterior.

Dissecando-se os dados de Setembro último, observa-se que dois setores importantes apresentaram resultados pífios. Na Construção Civil o crescimento foi de apenas três vagas, alta de 0,33% sobre o mês anterior. Todavia este resultado ainda é compensado pelas 228 vagas abertas neste ano por este setor. Já os números do setor de serviços indicam uma situação mais crítica. No mês foram extintas 22 vagas, com queda de 0,46%. No ano o resultado é medíocre, criação de apenas 32 vagas, com alta de 0,67% sobre o ano anterior.

De todos os quatro setores importantes (Indústria, Construção Civil, Comércio e Serviços) o único que apresentou bons resultados no mês foi o comércio, 70 novas vagas com alta de 1,5% sobre o mês precedente.

No acumulado do ano Beltrão registra 1194 novas vagas, com alta de 7,12%. A título de comparação o estado do Paraná acumula alta de 7,95%.

Outros municípios da região acumularam bons números. Dois Vizinhos 75 novas vagas, alta de 0,93% no mês e 699 vagas, alta de 9,4% no ano. Pato Branco 304 novas vagas no mês, alta de 1,79% e 2.011 novas vagas no ano, com alta de 13,3%.





Emprego formal em Beltrão cresce 0,64% no mês de agosto

15 09 2008

Depois de um Julho extraordinário, quando o município de Francisco Beltrão registrou a maior expansão em seu estoque de empregos formais desde maio de 2003, o mês de Agosto manteve o ritmo e registrou a abertura de 115 novas vagas, alta de 0,64% ante o mês anterior.

Neste mês todos os setores de economia privada tiveram altas, com exceção da construção civil que registrou uma pequena queda de 1,3%, embora ainda acumule alta superior a 32% somente neste ano.

Nos outros setores, Indústria de transformação e comércio obtiveram altas na casa dos 0,9% ante o mês anterior, serviços registrou apenas 15 novas vagas e o setor agropecuário obteve leve alta, com a criação de 4 novos postos.

No acumulado do ano, Francisco Beltrão registra a criação total de 1.123 vagas, com alta de 6,7% seguindo de perto a média estadual que é, até o momento, de 7,1%.

Se Beltrão seguir a tendência dos últimos quatro anos, deve ter neste final de ano seu período mais forte de criação de empregos, período este que se segue até novembro.

Nos outros municípios do sudoeste os bons resultados também se repetem. Dois Vizinhos acumula 624 novas vagas criadas desde o começo do ano, com alta de 8,2%. Pato Branco apresenta o melhor resultado (tanto proporcional como absoluto) da região, registrando 1.707 novas vagas com expansão acumulada de 11,3% no ano. Já Palmas distoa das três outras cidades e registra o pior desempenho: apenas 246 novas vagas (no acumulado anual) com expansão de 3,31%. Palmas ainda ressente-se de problemas no setor madereiro, muito prejudicado pela queda abrupta na cotação do dolar.

O Ministério do Trabalho também divulgou detalhes quanto ao nível de emprego para o recorde mês de Julho. As três profissões que geraram os maiores saldos foram, respectivamente, Agente comunitário de saúde (87 vagas), Abatedor (47) e Agente de Saúde Pública (25). Ficou bastante evidente a contribuição da prefeitura no alcance do recorde. Em contrapartida a ocupação de Vendedor de Comércio Varejista foi a que apresentou o menor saldo, corte de apenas cinco vagas.





Em Julho, quase 400 novas vagas de emprego são abertas em Beltrão

19 08 2008

Dados divulgados agora há pouco pelo Ministério do Trabalho dão conta que o mês de Julho foi excepcionalmente bom na área econômica para o município de Francisco Beltrão. Segundo o MTE foram abertas 379 novas vagas neste mês no município, o melhor resultado desde maio de 2003 quando foram abertas 389 vagas em um único mês. Contribuiram para este excelente resultado as efetivações no setor de adm. pública, relativos ao Centro de Denteção, no total de 115. Mesmo não levando em conta estas contratações do setor público, foram gerados outras 268 vagas pelo setor privado, o que configuraria o melhor mês desde janeiro do ano passado.

Por setores as vagas criadas foram: Indústria, 122 (+1,78 no mês, 6,05% no ano), Construção Civil, 22 (+2,43% no mês e absurdos 34,55% no ano), Comércio, 61 vagas (1,34% no mês e 6,46% no ano), Serviços, 56 vagas (+1,18% no mês e 0,82% no ano).

Deste modo Francisco Beltrão ultrapassa a barreira de mil empregos criados no ano, com alta de 6,01% desde Janeiro e 8% no acumulado dos últimos doze meses, aproximando-se assim da média estadual que é até o momento de 6,31% no ano.

Outros municípios da região tiveram bons desempenhos também. Pato Branco subiu 0,35% no mês e acumula 9,15% no ano, com a criação de 1384 vagas. Dois Vizinhos obteve alta de 0,88% no mês e total de 7,75% no ano, com a criação de 576 vagas.





Emprego formal em 2007

20 01 2008

Os últimos dados referentes ao emprego formal em 2007 foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho. O mês de dezembro já registrou uma pequena retração na quantidade de emprego, natural para o período pós natal. Ainda sim os resultados do ano foram muito satisfatórios e acima dos registrados nas esferas estadual e nacional.

Francisco Beltrão fechou o ano com 1.107 novos empregos formais, alta de 6,95% em relação ao ano de 2006. Foi um bom resultado, digno a retomada econômica que o município vem vivendo pós quebras das safras 2005 e 2006. O setor com crescimento mais vistoso foi a construção civil, com taxa de 11,2%. Logo em seguida a Indústria com 8,4%, Comércio com 7,6% e Serviços com 4,1%.

No outro município pólo do sudoeste, Pato Branco, o emprego também cresceu com vigor. Foram 1.167 vagas com alta de 8,3% em relação ao ano anterior. O aumento do emprego em Pato Branco foi caracterizado por uma expansão vigorosa da indústria, com 12,2% e da Administração Pública, alta superior a 40%. Construção civil, comércio e serviços tiveram altas de 6,3%, 8% e 5,4% respectivamente.

Outro aspecto positivo é que, apesar da insistência do governo em manter as rígidas normas trabalhistas, ainda sim a formalização do emprego na nossa região avança a passos largos. Há dez anos existiam cerca de 9.500 empregados com carteira assinada em Beltrão. Hoje á são mais de 19 mil trabalhadores formalizados. A relação entre emprego formal e força de trabalho total que naquela época estava em torno de 30% a 33%, hoje já é seguramente superior a 45%, e provavelmente maior que 50%.

Estes números demonstram claramente que o sudoeste se recupera das quebras de safras. E a perspectiva para 2008 é muito positiva. Como basicamente a metade da economia da região advém das lavouras, e como o preço das commodities este ano este bastante inflado e como as safras estão se desenvolvendo muito bem, é muito provável que se repitam números como os de 2001 até 2004, quando Francisco Beltrão figurou como o maior gerador de emprego no estado do Paraná em termos proporcionais, e considerando os números absolutos, o maior entre cidades até 100 mil habitantes, terceiro entre as cidades até 250 mil habitantes, e nono geral no estado dentre as 30 cidades pesquisadas.





PIB 2005 de Francisco Beltrão

19 12 2007

Saiu hoje ao meio dia o PIB para o ano de 2005 para Francisco Beltrão. O resultado foi catastrófico, apenas 690 milhões de reais, sem variação nenhuma para o ano anterior.

Isto pode ser atribuído ao mal desempenho do setor agrícola no ano, que sofreu com a seca. O próprio nível de emprego do ano já apontava crescimento muito inferior ao dos anos anteriores.

Para 2006, a expectativa é de um crescimento maior, cerca de 3%, isto é o que apontam os dados já disponíveis como crescimento do Valor Agregado, do nível de emprego e da frota municipal.