Crise e sazonalidade extinguem mais de dois mil empregos em Dezembro no Sudoeste; ano fecha com Saldo Positivo superior a 5 mil vagas

26 01 2009

O final de ano foi bastante negativo para a economia da região Sudoeste. Nada menos que xxx vagas foram extintas no último mês do ano passado. A maior parte das demissões foram observadas nas microrregiões de Palmas e Francisco Beltrão, foram 538 e 827 vagas a menos, respectivamente. Na micro de Pato Branco (-454 vagas) e de Capanema (-246), totalizando assim 2065 demissões em um único mês, número que representa aproximadamente -xxx% do total de pessoas empregadas formalmente na região.

Apesar do desempenho negativo observado neste mês, o resultado no total do ano de 2008 foi positivo. A micro de Capanema totalizou 683 novos empregos no decorrer do ano passado (sendo 228 no próprio município de Capanema), a micro de Francisco Beltrão totalizou 2.560 novas vagas (807 em Francisco Beltrão, 561 em Dois Vizinhos, 132 em Salto do Lontra e 76 em Marmeleiro), a micro de Pato Branco totalizou 2.368 novas vagas (1.726 em Pato Branco) e a micro de Palmas, contrariando a média regional, perdeu 72 vagas no ano passado, 71 das quais no município de Palmas. Assim, no total, a região gerou 5539 novas vagas, cerca de 6% do sobre os 97500 empregos formais existentes na região ao final de 2007, conforme auferido pela RAIS.

DADOS POR SETOR 

Conforme eu havia dito no post anterior, os novos dados do MTE divulgados nesta sexta trouxeram os movimentos empregatícios por profissões. As informações mostram que boa parte das demissões ocorridas no mês passado foram no setor de abate de carnes, leia-se Sadia, seguindo a tendência do setor industrial da cidade, o que mais demitiu.

As profissões que mais  demitiram em Dezembro, no município de Francisco Beltrão, foram:

Abatedor – 78 vagas

Motorista – 13 vagas

Costureiro a máquina -13 vagas

Costureiro na confecção – 17 vagas

Alimentador de linha de Produção -38 vagas

 

S: É importante notar que os números apresentados são provenientes do CAGED, o qual não é, todavia, o resultado definitivo do ano passado. O resultado correto e definitivo será divulgado somente através da RAIS ao final deste ano de 2009.





Crise chega com tudo ao Sudoeste; Beltrão perde quase 400 empregos em um mês

19 01 2009

O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.

Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.

Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.

Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.

Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve.  Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil  e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.

APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO

Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).

RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES

É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado. 

NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA

Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.





Em 2007, mais de 1400 empregos formais foram gerados em Francisco Beltrão

11 11 2008

Com as mais de 1.400 vagas geradas no ano passado município chega próximo dos 20 mil empregos formais; Remuneração média atinge R$ 816,- . Números são os melhores desde 2004.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2007- divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta Segunda-feira (11), pelo oitavo ano consecutivo Francisco Beltrão foi o município que mais gerou empregos na região sudoeste. Foram 1.427 novos postos de trabalho criados entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007.

Dados anteriores do CAGED, também divulgados pelo MTE, apontavam um número menor de empregos gerados, apenas 1.107 vagas. A princípio essa diferença pode gerar dúvidas sobre a precisão dos sistemas de medição, mas o próprio Ministério do trabalho esclarece:

“a diferença entre os dados divulgados pelas duas fontes pode ser justificada, entre outros fatores, pela cobertura da Rais ser superior à do Caged; pela não inclusão das declarações deste registro entregues fora do prazo no cômputo da geração de empregos; como também pela presença de outros tipos de vínculos empregatícios informados na Rais (temporários e avulsos) e não contemplados no Caged”.

Deste modo o número divulgado ontem corresponde ao mais correto entre as formas existentes de se medir o emprego formal.

EMPREGO EM 2007

O resultado de 2007 corresponde a uma elevação de 7,93% sobre o estoque de empregos (número total de pessoas empregadas formalmente) do município em relação a 31 de dezembro de 2006. Um resultado muito superior ao obtido a nível estadual no Paraná (alta de 5,7%) e acima também do nível nacional (+6,98%).

Com as 1.427 novas vagas geradas no ano passado, Francisco Beltrão alcança a marca de 19.416 empregos formais e se mantém na 19° posição estadual dos municípios com maior estoque de empregos. No acumulado de oito anos (desde 2000) já foram criados 9.084 empregos formais.

SETORES

Os setores que mais geraram empregos, em valores absolutos, foram a Indústria da Madeira e Mobiliário com 400 vagas, a indústria de produtos alimentícios (leia-se Sadia) com 285 vagas, a Construção Civil com 219 vagas, o Comércio Varejista com 218 vagas e a Indústria do Vestuário com 171 vagas. Já em termos relativos os resultados mais expressivos foram da Indústria de Mineirais não metálicos com elevação de 77% sobre o estoque de empregos do ano anterio, da Indústria de Madeira e Mobiliário com 60%; a Indústria Química e de Materiais Farmacêuticos com 55%; a Indústria de Material Elétricos com 47%; e a Construção Civil com 28%.

Notadamente as indústrias de mobiliário, Minerais não Metálicos e do vestuário estão incluídas em Arranjos Produtivos Locais na região, setores que constituem uma espécie de cluster na região.

RENDA

A Pesquisa também mostrou que a Remuneração média subiu de R$ 774,- em dez/2006 para R$ 816,- em dez/2007. Alta nominal de 5,49% e alta real de 0,34% (deflator INPC 2007, 5,15%). A despeito da baixa elevação da renda, deve-se ressaltar que o grande número de novos empregos ajuda a trazer a média para baixo, pois geralmente o salário dos novos empregados é menor que o salário daqueles que já trabalham há mais tempo. Prova disso é que, ao fim do ano passado, a massa salarial formal (soma de todos os salários) do município totalizou R$ 15,852 milhões ante R$ 13,923 milhões em igual período do ano anterior. Isto representa uma elevação nominal de 13,85% e elevação real de excelentes 8,70%.

Todavia a renda média em Francisco Beltrão ainda se mantém muito abaixo da média estadual, que é de R$ 1.216,- e mais abaixo ainda da média nacional que é de R$ 1.356,-.

ESTABELECIMENTOS

A RAIS também traz informações sobre o número de empresas no município. Em 2006 existiam 2.086 firmas no município, número que saltou para 2.242 no ano seguinte. Destaque especial para a Construção Civil (+55 firmas) e para o comércio Varejista (+48).

REGIÃO

Na região sudoeste o número de empregos elevou-se de 77.666 em 2006 para 83.204 em 2007, com alta de 7,13%. Além de Francisco Beltrão com suas 1.427 vagas, os outros municípios que mais contribuíram para puxar a média para cima foram Pato Branco, com 1.134 vagas (+7,20%) e Dois Vizinhos com 409 vagas (+5,25%). Juntos os três municípios geraram 53,6% dos empregos da região. Francisco Beltrão com 19.416 empregos, Pato Branco com 16.876 e Dois Vizinhos com 8.199 são responsáveis por 53,5% dos empregos da região (exatamente a mesma proporção de empregos gerados).

No sudoeste a Renda média ficou em R$ 823,20, sendo R$ 935,- em Pato branco e R$ 846,- em Dois Vizinhos.





Em Julho, quase 400 novas vagas de emprego são abertas em Beltrão

19 08 2008

Dados divulgados agora há pouco pelo Ministério do Trabalho dão conta que o mês de Julho foi excepcionalmente bom na área econômica para o município de Francisco Beltrão. Segundo o MTE foram abertas 379 novas vagas neste mês no município, o melhor resultado desde maio de 2003 quando foram abertas 389 vagas em um único mês. Contribuiram para este excelente resultado as efetivações no setor de adm. pública, relativos ao Centro de Denteção, no total de 115. Mesmo não levando em conta estas contratações do setor público, foram gerados outras 268 vagas pelo setor privado, o que configuraria o melhor mês desde janeiro do ano passado.

Por setores as vagas criadas foram: Indústria, 122 (+1,78 no mês, 6,05% no ano), Construção Civil, 22 (+2,43% no mês e absurdos 34,55% no ano), Comércio, 61 vagas (1,34% no mês e 6,46% no ano), Serviços, 56 vagas (+1,18% no mês e 0,82% no ano).

Deste modo Francisco Beltrão ultrapassa a barreira de mil empregos criados no ano, com alta de 6,01% desde Janeiro e 8% no acumulado dos últimos doze meses, aproximando-se assim da média estadual que é até o momento de 6,31% no ano.

Outros municípios da região tiveram bons desempenhos também. Pato Branco subiu 0,35% no mês e acumula 9,15% no ano, com a criação de 1384 vagas. Dois Vizinhos obteve alta de 0,88% no mês e total de 7,75% no ano, com a criação de 576 vagas.





Emprego formal em 2007

20 01 2008

Os últimos dados referentes ao emprego formal em 2007 foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho. O mês de dezembro já registrou uma pequena retração na quantidade de emprego, natural para o período pós natal. Ainda sim os resultados do ano foram muito satisfatórios e acima dos registrados nas esferas estadual e nacional.

Francisco Beltrão fechou o ano com 1.107 novos empregos formais, alta de 6,95% em relação ao ano de 2006. Foi um bom resultado, digno a retomada econômica que o município vem vivendo pós quebras das safras 2005 e 2006. O setor com crescimento mais vistoso foi a construção civil, com taxa de 11,2%. Logo em seguida a Indústria com 8,4%, Comércio com 7,6% e Serviços com 4,1%.

No outro município pólo do sudoeste, Pato Branco, o emprego também cresceu com vigor. Foram 1.167 vagas com alta de 8,3% em relação ao ano anterior. O aumento do emprego em Pato Branco foi caracterizado por uma expansão vigorosa da indústria, com 12,2% e da Administração Pública, alta superior a 40%. Construção civil, comércio e serviços tiveram altas de 6,3%, 8% e 5,4% respectivamente.

Outro aspecto positivo é que, apesar da insistência do governo em manter as rígidas normas trabalhistas, ainda sim a formalização do emprego na nossa região avança a passos largos. Há dez anos existiam cerca de 9.500 empregados com carteira assinada em Beltrão. Hoje á são mais de 19 mil trabalhadores formalizados. A relação entre emprego formal e força de trabalho total que naquela época estava em torno de 30% a 33%, hoje já é seguramente superior a 45%, e provavelmente maior que 50%.

Estes números demonstram claramente que o sudoeste se recupera das quebras de safras. E a perspectiva para 2008 é muito positiva. Como basicamente a metade da economia da região advém das lavouras, e como o preço das commodities este ano este bastante inflado e como as safras estão se desenvolvendo muito bem, é muito provável que se repitam números como os de 2001 até 2004, quando Francisco Beltrão figurou como o maior gerador de emprego no estado do Paraná em termos proporcionais, e considerando os números absolutos, o maior entre cidades até 100 mil habitantes, terceiro entre as cidades até 250 mil habitantes, e nono geral no estado dentre as 30 cidades pesquisadas.