Crise chega com tudo ao Sudoeste; Beltrão perde quase 400 empregos em um mês

19 01 2009

O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.

Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.

Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.

Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.

Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve.  Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil  e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.

APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO

Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).

RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES

É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado. 

NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA

Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.





Trânsito de Beltrão continua um dos piores do Paraná

6 11 2008

O Anuário Estatístico do Trânsito de 2007 divulgado há poucos dias pelo Detran do Paraná mostrou que mais uma vez o trânsito de Francisco Beltrão foi um dos mais periogosos do Paraná. Com 347,96 acidentes de trânsito em vias municipais por 10 mil veículos, somente três outros municípios tiveram índices piores que o do nosso município: Paranaguá (387,76), Guaraqueçaba (355,33) e Matinhos (350,37). Outros dois municípios do Sudoeste também apareceram no ranking dos 10 piores trânsitos do Paraná: Palmas, logo atrás de Beltrão, no quinto lugar com índice de 332,90 acidentes/10 mil veículos e Pato Branco na nona posição com índice de 301 redondo.

Dizer que o trânsito de Beltrão é caótico é chover no molhado. Composta por quase 34 mil veículos, a frota do município duplicou de tamanho em apenas sete anos. Adicionalmente, por ser uma cidade de referência regional, o município recebe diariamente um grande influxo de carros de outros municípios da região. Apesar disso, nos últimos dez anos praticamente inexistiram obras que auxiliassem a melhorar a condição do trânsito. A exceção do contorno leste e da duplicação da Avenida Atilio Fontana, na Cidade Norte, não houveram obras estruturais que melhorassem o fluxo de veículos na cidade. Outro orgão que deveria melhorar a segurança e o fluxo de automóveis rearranjando o que já existe de estrutura de transporte pela cidade, o DEBETRAN, também se mostrou inócuo até o momento. Apesar das dezenas de faixas elevadas e rotatórias espalhadas pela cidade e campanhas educativas, semanalmente continuamos a ouvir e ler notícias de mortes no perímetro urbano.

Pessoalmente acredito que dois fatores principais ajudam a explicar o problema cada vez mais complexo que se apresenta nessa área. O primeiro é o baixo índice de reprovação nos testes práticos e teóricos do Detran. Tanto Fco. Beltrão, quanto Palmas apresentam taxas inferiores a 35% de reprovação neste tipo de exame, contra uma média estadual de 40%. Pato Branco, que apresenta taxas de reprovação próximas a 40% vem observando um número declinante no seu número de acidentes urbanos, embora ainda esteja alto. A Capital, Curitiba, reprova 45% dos pretendentes a CNH e observa índice de acidentes inferioreres a 250. Não que se deva reprovar para atingir índice, mas admitindo-se que as pessoas dirigem dentro de um padrão, pode-se inferir que o nível de exigência do sudoeste está mais baixo que em outras regiões do estado.

O segundo fator, e o principal, é a ausência de fiscalização no trânsito. Pense um pouco: Quantas vezes você foi parado na cidade para alguma verificação por parte das autoridades nos últimos tempos? A todos que eu faço esta pergunta ouço réplicas como: “nunca”, “um vez tanto tempo atrás” e outras respostas afins. A conclusão é simples. Se não posso ser penalizado por fazer uma conversão proibida, ou pegar um corredor entre os carros (para os motoqueiros), ou andar a 100 km/h dentro da cidade, porque eu deveria me preocupar em seguir as leis de trânsito? Certamente a maioria de nós segue por que acha correto e se preocupa com os outros, mas sempre existem aqueles que não pensam assim, e que mereceriam uma punição de vez em quando. Não estou defendendo que se deva sair multando todo mundo, muito pelo contrário. Multa é algo doído no bolso de qualquer um e só deve ser usada em situações mais críticas: falhas graves ou repetição contínua de infrações de trânsito. Mas seria bom se as autoridades advertissem os motoristas sobre seus erros, certamente seria mais eficaz que as campanhas educativas que têm sido feitas até aqui, pelo menos com uma freqüência maior do que se tem observado atualmente.

Um terceiro fator que poderia ser citado, (mas que eu diria que é responsável mais pela lentidão do que pelos acidentes) é o lay-out do trânsito no centro de Beltrão. Confuso, pouco intuitivo e lerdo, certamente contribui para que as pessoas fiquem irritadas e percam a paciência, e quando se perde a paciência no trânsito, certamente o risco de fazer alguma coisa errada aumenta e muito.

Para aqueles que desejam acessar a publicação completa, seguem os links:

2007 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2007.pdf

2006 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2006.pdf





Emprego formal em Beltrão cresce 0,64% no mês de agosto

15 09 2008

Depois de um Julho extraordinário, quando o município de Francisco Beltrão registrou a maior expansão em seu estoque de empregos formais desde maio de 2003, o mês de Agosto manteve o ritmo e registrou a abertura de 115 novas vagas, alta de 0,64% ante o mês anterior.

Neste mês todos os setores de economia privada tiveram altas, com exceção da construção civil que registrou uma pequena queda de 1,3%, embora ainda acumule alta superior a 32% somente neste ano.

Nos outros setores, Indústria de transformação e comércio obtiveram altas na casa dos 0,9% ante o mês anterior, serviços registrou apenas 15 novas vagas e o setor agropecuário obteve leve alta, com a criação de 4 novos postos.

No acumulado do ano, Francisco Beltrão registra a criação total de 1.123 vagas, com alta de 6,7% seguindo de perto a média estadual que é, até o momento, de 7,1%.

Se Beltrão seguir a tendência dos últimos quatro anos, deve ter neste final de ano seu período mais forte de criação de empregos, período este que se segue até novembro.

Nos outros municípios do sudoeste os bons resultados também se repetem. Dois Vizinhos acumula 624 novas vagas criadas desde o começo do ano, com alta de 8,2%. Pato Branco apresenta o melhor resultado (tanto proporcional como absoluto) da região, registrando 1.707 novas vagas com expansão acumulada de 11,3% no ano. Já Palmas distoa das três outras cidades e registra o pior desempenho: apenas 246 novas vagas (no acumulado anual) com expansão de 3,31%. Palmas ainda ressente-se de problemas no setor madereiro, muito prejudicado pela queda abrupta na cotação do dolar.

O Ministério do Trabalho também divulgou detalhes quanto ao nível de emprego para o recorde mês de Julho. As três profissões que geraram os maiores saldos foram, respectivamente, Agente comunitário de saúde (87 vagas), Abatedor (47) e Agente de Saúde Pública (25). Ficou bastante evidente a contribuição da prefeitura no alcance do recorde. Em contrapartida a ocupação de Vendedor de Comércio Varejista foi a que apresentou o menor saldo, corte de apenas cinco vagas.





Francisco Beltrão alcança 75 mil habitantes

29 08 2008

Estimativas populacionais divulgadas agora há pouco pelo IBGE apontam Francisco Beltrão com uma população de 75.517 habitantes para o dia 01.07.2008. As estimativas são divulgadas anualmente para diversos cálculos governamentais e são baseadas em variados dados dos municípios que ajudam a fazer a tal conta da variação da população entre os anos sem a necessidade de se gastar dinheiro fazendo o recenseamento efetivamente.

O número divulgado pelo IBGE certamente causa surpresa, pois entre 2000 e 2007 a variação anual da população beltronense vinha girando na casa do 1,1%, portanto seria de se esperar para este ano algo como 73.200 até 74.000 habitantes. Para espanto, o número veio 4% maior que no ano anterior, quando havia sido inclusive realizado um censo. Apesar de não ter lido a metodologia (o que é imprescindível para fazer qualquer crítica) ainda assim creio que devemos desconfiar de números tão altos, por ser um tanto inconcebível um crescimento tão elevado em tão pouco tempo.

Contudo querendo ou não, a partir de agora esta é a nova população de Francisco Beltrão, 75.517 habitantes. Outros municípios da região também apresentaram bons números. Pato Branco 69.418, Dois Vizinhos 35.389 e Palmas 42.643.





Emprego formal de Beltrão registra 512 novas vagas no 1° trimestre de 2008

18 04 2008

O emprego formal subiu 3,05% no primeiro trimestre de 2008 em Francisco Beltrão, com a criação de 512 novas vagas. Os setores que mais geraram novos postos foram os serviços com 164 empregos (+3,5%) , a indústria com 142 empregos (+2,2%) e a construção civil com 117 empregos (+17,1% ).

Somente no mês de março, o melhor entre os três, 198 novas vagas de emprego foram criadas no município. A maior parte no setor de serviços (115 vagas) e na indústria (72 vagas).

No acumulado de 12 meses o emprego formal já subiu 7,5% com a abertura de 1220 postos de trabalho.

Os números também são positivos em outros municípios da região. Em Pato Branco foram abertas 820 vagas no primeiro trimestre de 2008, com variação positiva de 5,4%. Em Dois Vizinhos já são 344 novas vagas neste ano, com incremento de 4,2%. Em Palmas são 575 novas vagas, com incremento de 7,8% no ano.

Os dados são do CAGED/Ministério do Trabalho.





Emprego Formal – Outubro/2007

2 12 2007

Finalmente estou retomando o blog depois de um tempo de abandono. Para recomeçar, os dados de emprego de Outubro.

FRANCISCO BELTRÃO

Em Outubro o emprego formal de Francisco Beltrão teve expansão de 0,57% sobre o mês anterior. Sobre o mesmo período do ano passado a expansão foi de 6,71, pouco acima da taxa nacional que foi de 5,49% no mesmo período.

O destaque foi o comércio, que já está em ritmo acelerado para o natal, com expansão de 1,58% (no mês) e 8,21% (no ano), resultado bastante expressivo.

No acumulado de 12 meses os destaques são o setor agrícola (+14,3%) e a Construção Civil (+10,7%).

No acumulado do ano o número de empregos gerados é de 998.

PATO BRANCO

Neste ano Pato Branco vem apresentando um resultado melhor que em anos anteriores. No mês de outubro a expansão total no emprego formal foi de 0,80%. Sobre o mesmo mês do ano passado a expansão é de 7,86%.

Os principais destaques do mês foram a Construção Civil (mês: 7,3%) e o Comércio (mês: 1,36%).

No acumulado de 12 meses os destaques são a Administração Pública (+80%) e a Indústria de Transformação (+10%).

No ano de 2007 já são 1.103 empregos gerado.

DOIS VIZINHOS

Em outubro o emprego formal manteve-se estagnado em Dois Vizinhos. A alta foi de apenas 0,07% sobre o mês anterior. Em 12 meses a alta é de 7,1%. Neste ano já foram gerados 459 empregos formais no município.

PALMAS

Palmas apresenta, até aqui, o pior desempenho entre os municípios do Sudoeste constantes das estatísticas.

Em outubro a expansão no município foi de 1,73%. Em 12 meses a alta é de apenas 2,53%. Neste ano já foram gerados 151 empregos formais, com destaque para a agropecuária (ano: +7,9%)

PIB DOS MUNICÍPIOS 2005

Nesta próxima semana o IBGE deve divulgar os resultados do PIB dos municípios para o ano de 2005. A expectativa é que o resultado dos municípios do sudoeste seja negativo. Isto pois, o PIB do Paraná, para o setor primário, apresentou neste mesmo ano queda de quase 10% sobre o ano anterior e o Sudoeste, bastante agrário, é um dos principais contribuintes para a formação do PIB agrícola do Paraná. Isto é o reflexo da grave seca que se abateu sobre a região neste ano.

Em 2005, a título de comparação, tanto Beltrão, quanto Pato Branco apresentaram resultados bastante medíocres na geração de emprego formal, apenas 700 vagas e 300 vagas respectivamente.