Massa Salarial de Beltrão cresce 15,2% entre 2005 e 2006

27 10 2008

Dados da Estatística do Cadastro Central de Empresas 2006 divulgados na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que entre os anos de 2005 e 2006 a Massa Salarial Formal do Beltronense (soma dos salários percebidos por todos os cidadões do município, formalmente registrados) elevou-se em 15,15% entre os anos de 2005 e 2006 (valor já descontado os 4,72% da inflação conforme o deflator implícito do PIB de 2006). O resultado foi cerca de 1,7 p.p. acima da média do obtido pelos 30 municípios com a maior massa salarial.

Em 2006 os foram pagos aos beltronenses, salários no total de R$ 162,996 milhões ante R$ 135,977 milhões recebidos no ano anterior. Este valor foi suficiente para postar o município como o de 24° maior massa salarial do estado do Paraná, mesma posição do ano anterior.

Todavia não foi suficiente para dar o primeiro lugar da região. Pato Branco fechou 2006 no 23° lugar estadual com massa salarial apenas R$ 280 mil superior a beltronense, diferença inferior a 1% entre os dois municípios. Em 2005 Pato Branco havia auferido rendimento de R$ 139,273 milhões e passou para R$ 163,276 no ano seguinte, elevação real de 12,51%.

EMPREGOS

A pesquisa também reiterou outros dados já conhecidos anteriormente. Segundo ela, entre 2005 e 2006 Francisco Beltrão ganhou 1 012 novos empregos formais (+6,2%), e fechou o ano com estoque de  17 248 empregos formais. Pato Branco fechou o ano com 15 052 empregos formais, 835 a mais que no ano anterior e variação positiva de 5,9%*.

Todavia um dado relevante trazido pela pesquisa é que o beltronense percebe rendimentos médios de R$ 9 450 ao ano. É um dos valores mais baixos entre os 30 municípios com as maiores massas salariais. Somente 4 registram valores inferiores aos de Beltrão. O município de Curitiba, por exemplo, registra valor médio de R$ 18.720 por empregado.

Embora o dado pareça muito ruim, existem certas distorções que devem ser levadas em conta. O nível de formalização do salário em Curitiba é maior que em Beltrão, ou seja, os salários pagos na capital geralmente correspondem ao anotado na carteira. Já em Beltrão é muito comum a cultura de pagar uma parte do valor “por fora” em forma de comissões e outros acordos. Este fator deve certamente ter influenciado os resultados, ajudando a puxar o valor de Beltrão pra baixo.

EMPRESAS

A pesquisa também informa que existiam, em 2006, 4 266 unidades empresariais registadadas no município, eram 143 a mais que o número anotado no ano anterior. Cada empresa possuía, em média, 4 empregados.

A pesquisa completa do IBGE está disponível no link abaixo:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1253&id_pagina=1

* É necessário ressaltar que existem diferentes modos de se medir o número de empregos por município, e por isso ocorrem pequenas diferenças entre os números divulgados. Os resultados considerados aqui foram baseados no CEMPRE do IBGE, conforme consta na metodologia da pesquisa. Outros métodos comumente referidos aqui neste blog são o CAGED/MTE divulgado mensalmente, e a RAIS divulgada anualmente.

Nota: O estudo leva em conta apenas os funcionários com vínculo empregatício ativo, portanto desconsidera salários de aposentados e pensionaistas.





Emprego formal no sudoeste cresce abaixo da média estadual em Abril

20 05 2008

O Ministério do Trabalho divulgou ontem os dados do emprego formal no país referentes ao mês de Abril. Em todo o país foram abertas 294 mil novas vagas, muito próximo do recorde anterior que era de 301 mil novas vagas em um único mês. O estado do Paraná também apresentou um bom desempenho no mês passado, sendo que foram abertas 26 mil novas vagas no estado, elevando em 1,31% o número de empregos formais em relação ao mês anterior.

No sudoeste também houve expansão do estoque de empregos formais, todavia com menor intensidade do que observado no resto do estado. Em Francisco Beltrão foram abertas 120 vagas, com alta de 0,7% em relação ao estoque do mês anterior e em Pato Branco foram 190 novas vagas, com elevação de 1,2% sobre o estoque do mês anterior.

Em Francisco Beltrão os setores que mais abriram vagas foram o comércio (52 vagas, +1,2%), a construção civil (32 vagas, +3,98%) e a indústria (31 vagas, +0,46%). O dado que mais chama a atenção é justamente a Construção Civil, pois esta em apenas quatro meses já acumula elevação de quase 22% no número de vagas em relação a dezembro passado, demonstrando que não só o ritmo de construções continua bastante forte como também a formalização avança neste setor que é um dos mais informais do mercado.





Emprego formal em 2007

20 01 2008

Os últimos dados referentes ao emprego formal em 2007 foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho. O mês de dezembro já registrou uma pequena retração na quantidade de emprego, natural para o período pós natal. Ainda sim os resultados do ano foram muito satisfatórios e acima dos registrados nas esferas estadual e nacional.

Francisco Beltrão fechou o ano com 1.107 novos empregos formais, alta de 6,95% em relação ao ano de 2006. Foi um bom resultado, digno a retomada econômica que o município vem vivendo pós quebras das safras 2005 e 2006. O setor com crescimento mais vistoso foi a construção civil, com taxa de 11,2%. Logo em seguida a Indústria com 8,4%, Comércio com 7,6% e Serviços com 4,1%.

No outro município pólo do sudoeste, Pato Branco, o emprego também cresceu com vigor. Foram 1.167 vagas com alta de 8,3% em relação ao ano anterior. O aumento do emprego em Pato Branco foi caracterizado por uma expansão vigorosa da indústria, com 12,2% e da Administração Pública, alta superior a 40%. Construção civil, comércio e serviços tiveram altas de 6,3%, 8% e 5,4% respectivamente.

Outro aspecto positivo é que, apesar da insistência do governo em manter as rígidas normas trabalhistas, ainda sim a formalização do emprego na nossa região avança a passos largos. Há dez anos existiam cerca de 9.500 empregados com carteira assinada em Beltrão. Hoje á são mais de 19 mil trabalhadores formalizados. A relação entre emprego formal e força de trabalho total que naquela época estava em torno de 30% a 33%, hoje já é seguramente superior a 45%, e provavelmente maior que 50%.

Estes números demonstram claramente que o sudoeste se recupera das quebras de safras. E a perspectiva para 2008 é muito positiva. Como basicamente a metade da economia da região advém das lavouras, e como o preço das commodities este ano este bastante inflado e como as safras estão se desenvolvendo muito bem, é muito provável que se repitam números como os de 2001 até 2004, quando Francisco Beltrão figurou como o maior gerador de emprego no estado do Paraná em termos proporcionais, e considerando os números absolutos, o maior entre cidades até 100 mil habitantes, terceiro entre as cidades até 250 mil habitantes, e nono geral no estado dentre as 30 cidades pesquisadas.