População de Beltrão supera os 76 mil habitantes

19 08 2009

Segundo estimativas divulgadas pelo IBGE a população do município de Francisco Beltrão atual é de 76.311 habitantes. O número é 1,05% superior ao do ano passado (75.507), praticamente a mesma taxa de crescimento observada no período de 2000 até 2007.

Francisco Beltrão continua como o município mais populoso do Sudoeste (urbano+rural), mas, pela primeira vez deverá ser considerado também a maior cidade (urbana) da região. Isto porque, segundo dados da COPEL, no ano de 2008 o número de ligações elétricas residenciais urbanas de FB superou o de Pato Branco, indicando que a zona urbana de FB tornou-se maior que a de PB. Os censos de 2000 e 2007, bem como registros anteriores da Copel, já mostravam que a diferença já estava diminuindo, e agora os novos números da COPEL indicam a troca de posições pela primeira vez na história.

Tais dados deverão ser confirmados pelo próximo Censo, a ser realizado em 2010.





Crise e sazonalidade extinguem mais de dois mil empregos em Dezembro no Sudoeste; ano fecha com Saldo Positivo superior a 5 mil vagas

26 01 2009

O final de ano foi bastante negativo para a economia da região Sudoeste. Nada menos que xxx vagas foram extintas no último mês do ano passado. A maior parte das demissões foram observadas nas microrregiões de Palmas e Francisco Beltrão, foram 538 e 827 vagas a menos, respectivamente. Na micro de Pato Branco (-454 vagas) e de Capanema (-246), totalizando assim 2065 demissões em um único mês, número que representa aproximadamente -xxx% do total de pessoas empregadas formalmente na região.

Apesar do desempenho negativo observado neste mês, o resultado no total do ano de 2008 foi positivo. A micro de Capanema totalizou 683 novos empregos no decorrer do ano passado (sendo 228 no próprio município de Capanema), a micro de Francisco Beltrão totalizou 2.560 novas vagas (807 em Francisco Beltrão, 561 em Dois Vizinhos, 132 em Salto do Lontra e 76 em Marmeleiro), a micro de Pato Branco totalizou 2.368 novas vagas (1.726 em Pato Branco) e a micro de Palmas, contrariando a média regional, perdeu 72 vagas no ano passado, 71 das quais no município de Palmas. Assim, no total, a região gerou 5539 novas vagas, cerca de 6% do sobre os 97500 empregos formais existentes na região ao final de 2007, conforme auferido pela RAIS.

DADOS POR SETOR 

Conforme eu havia dito no post anterior, os novos dados do MTE divulgados nesta sexta trouxeram os movimentos empregatícios por profissões. As informações mostram que boa parte das demissões ocorridas no mês passado foram no setor de abate de carnes, leia-se Sadia, seguindo a tendência do setor industrial da cidade, o que mais demitiu.

As profissões que mais  demitiram em Dezembro, no município de Francisco Beltrão, foram:

Abatedor – 78 vagas

Motorista – 13 vagas

Costureiro a máquina -13 vagas

Costureiro na confecção – 17 vagas

Alimentador de linha de Produção -38 vagas

 

S: É importante notar que os números apresentados são provenientes do CAGED, o qual não é, todavia, o resultado definitivo do ano passado. O resultado correto e definitivo será divulgado somente através da RAIS ao final deste ano de 2009.





Crise chega com tudo ao Sudoeste; Beltrão perde quase 400 empregos em um mês

19 01 2009

O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.

Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.

Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.

Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.

Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve.  Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil  e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.

APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO

Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).

RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES

É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado. 

NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA

Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.





PIB do sudoeste cai 6% em 2006; em Beltrão cresce 3,2%

18 12 2008

Nesta semana foram divulgados os dados referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios do Brasil, para o ano de 2006. Embora tais dados pareçam ser um tanto velhos, é importanta salientar que a divulgação do PIB dos municípios, ao contrário do PIB nacional, sempre ocorre aproximadamente dois anos após o fim do ano de referência. Portanto somente agora é que podemos conhecer como se comportou a economia beltronense (e do sudoeste também) em 2006.

Pessoalmente acredito que o Produto interno Bruto seja um dos dados mais importantes divulgados pelo IBGE. Provavelmente só os dados da população sejam mais importantes. A função do PIB é sintetizar em um único indicador toda a produção de riquezas de um determinado local ao longo de um determinado período de tempo.

FRANCISCO BELTRÃO

Dentre as maiores economias da região, Francisco Beltrão foi a única que conseguiu crescer acima da média estadual de 2%. Em 2006 o PIB a preços correntes de Francisco Beltrão totalizou R$ 760,3 milhões ante R$ 695,6 no ano anterior. Tal incremento representou uma variação real de 3,2%, a 11° maior dentre os 42 municípios da região. A nível estadual, Beltrão firmou-se como a 22° maior economia, mesma posição do ano anterior. A taxa de 3,2% foi relativamente positiva para a economia do município, se comparada as obtidas pelas trinta maiores economias municipais do estado. Destas, 14 obtiveram resultados melhores que os do nosso município. Outras 15, incluídas aí Curitiba, Londrina, Guarapuava, Pato Branco, Toledo, etc, tiveram resultados piores. A média estadual foi de apenas 2%.

Em termos de participação, Francisco Beltrão contribuiu com 0,5562% da economia do estado, ante 0,5491% no ano anterior.

Dissecando-se os números por setores, o PIB agropecuário caiu 3,95%, o PIB industrial subiu 1,51% e o PIB terciário (comércio e serviços) subiu 5,5%. A participação dos setores ficou a seguinte: Agricultura 7,6%; Indústria 32,0% e Comércio e Serviços 60,4%. Em 2002 as proporções eram, respectivamente, 9,7%, 29,0% e 62,3%.

O PIB per capita (a preços correntes) foi de R$ 10.639.

SUDOESTE

O resultado para o Sudoeste, como um todo, foi péssimo. Na região o PIB caiu 6,04% entre 2005 e 2006. O resultado mais crítico foi na microrregião de Palmas, com queda média de 22,5%. A microrregião de Beltrão foi a que melhor se saiu, com crescimento médio de 2%. No geral ainda pode-se atribuir o péssimo desempenho do ano aos problemas decorrentes das secas. Quase todos os resultados foram pouco expressivos. Abaixo encontra-se uma tabela com os pibs a preços correntes entre 2002 e 2006, e no final a direita a variação real entre 2005 e 2006 e a média anual entre os anos de 2002 e 2006. Resultados em azul indicam elevações acima de 5%. Resultados em verde entre 0 e 5%. Vermelho fraco entre -5% e 0% de crescimento e coloração vermelha forte indica queda brusca acima de 5%. Para calcular a inflação entre anos (e assim chegar a taxa de crescimento real) foi utilizado o deflator implícito do PIB nacional, fornecido pelo IPEA e pelo IBGE.

novo-pib

Os destaques na região são os municípios de Ampére e Dois Vizinhos, que vem crecendo a taxas médias superiores a 5% ao ano desde 2002. O pior resultado é o de Mangueirinha, provavelmente em função da existência de uma Usina hidrelétrica no território daquele município, usina a qual deve ter sido severamente afetada durante as secas de 2006, assim não produziu energia (e nem riquezas) e provocou este estrago no resultado do município. Provavelmente tão logo a usina volte ao normal, o PIB do município recuperará o patamar normal.

METODOLOGIA

Primeiramente o de que se trata o PIB. PIB é um acrônimo para Produto Interno Bruto, um estudo internacionalmente difundido, onde é medido a intensidade de produção de riquezas de um determinado local. Dizer por exemplo que o PIB de Francisco Beltrão foi de R$ 760 milhões no ano de 2006, quer dizer que neste ano, somando-se todo a riqueza criada no município de Beltrão, atingiríamos esta quantia.

O PIB serve primariamente para avaliar a condição econômica de uma região, é útil para diversos estudos, bem como para um governo avaliar sua administração, que quanto melhor for, maior será capaz de fazer o PIB de uma região aumentar anualmente. A variação do tamanho do PIB ano a ano ajuda a dimensionar o dinamismo econômico da economia. Um valor bom para uma economia emergente, como a brasileira, seria uma taxa anual de expansão acima de 4%, por exemplo. No geral é interessante comparar com outras regiões, para se ter uma idéia melhor. Por isso o valor de 4% para a economia brasileira pode ser bom se o mundo tiver crescendo 2%, ou se no ano anterior a economia tiver crescido apenas 3%, pois estaria então crescendo mais rápido.

Para iniciar a explanação sobre o desempenho da economia sudoestina ao longo do ano retrasado, gostaria de primeiramente explicar como cheguei aos resultados. A partir dos dados do IBGE e do IPARDES, os quais estão contidos na tabela abaixo, utilizei os números do PIB a preços correntes para obter os resultados para toda a região. Para calcular a variação real foi utilizado o deflator (índice de preço) do PIB nacional, visto que não existe um deflator para cada município.

Para obter os valores de crescimento do PIB ano a ano, foi utilizada a fórmula [[PIB2006 / PIB 2005] – 1 ] x 100] e o resultante seria a variação nominal entre os dois períodos. Para se obter a variação real deduz da variação nominal o deflator, que consiste em um índice de preços que mede a inflação ano a ano. Já a média anual foi calculada geométricamente pela fórmula {[1 + [PIB 2006/PIB 2002 -1 - DEFLATOR[(1+ Deflator 2003) * (1+ Deflator 2004) *(1+ Deflator 2005) *(1+ Deflator 2006) -1 ] ]^1/4}-1, formula que calcula o deflator acumulado entre 03 e 06, toma a diferença entre o crescimento nominal e a inflação do período e extrai a raiz quarta para se obter a taxa anual para cada um dos quatro fins de anos. O resultado é a média geométrica dos quatro anos.

Segundo o IPEA o deflator do ano de 2006 havia sido 6,15%.

Nota: Na seção “Beltrão em Números” você encontra mais dados sobre o PIB de Francisco Beltrão em anos anteriores.

Nota: PIBs calculados pelo sistema de contas nacionais de 2002

Fontes: Deflator Ipeadata.gov.br; Pibs Ipardes (ou IBGE) www.ipardes.gov.br>>>BDE





PIB de Beltrão cresce 3,15% em 2006; Pato desaba -6,9%

16 12 2008

Depois de um 2005 terrível para a economia da região, dados do IBGE divulgados há pouco mais de dez minutos indicam que em 2006 a economia das principais cidades do sudoeste continuaram a crescer abaixo da média nacional de 4,2%. Francisco Beltrão ainda conseguiu um melhor resultado e cresceu 3,15%, contra 1,75% do estado do Paraná.
Já o Produto Interno Bruto de Pato Branco desabou 6,93% neste ano. Em Dois Vizinhos o PIB ficou estagnado, com elevação de 0,01%. A exceção do PIB de Pato Branco, os outros resultados já eram esperados. Deve-se ressaltar, no entando, que dados preliminares indicam forte recuperação da atividade econômica Pato-branquense no ano seguinte, e aceleração da economia beltronense.

Note: A noite estarei disponibilizando uma tabela completíssima com todos os dados do Sudoeste, por municípios e microrregiões.





Em 2007, natalidade cai e mortalidade se mantém estável em Beltrão

4 12 2008

Seguindo a tendência verificada a nível nacional, as Estatísticas do Registro Civil do ano de 2007, divulgadas pelo IBGE, mostram que no ano passado ocorreram 4,1% menos nascimentos em Francisco Beltrão (tomando como base apenas as mães residentes em FB) do que no ano anterior. Foram registrados no ano passado o nascimento de 1.050 novos beltronenses (nascidos em 2007), ante 1.095 no ano anterior. Estes 1.050 novos cidadãos representam uma taxa de 14,5 nascimentos/mil habitantes no ano passado, taxa que vem caindo sistematicamente há muito tempo. Em 1980, quando a população do município era de 48,7 mil habitantes, esta taxa era de 29,0 nasc/1000 hab. Em 1990 já havia caído para 20,9. Em 2000 foi de 17,3 e agora atinge 14,5. Todavia este não é o menor valor já registado. No biênio 2001-2002 foram registados os dois menores valores da série histórica de nascimentos no município, com pouco menos de 14 nascimentos/mil hab. Desde então a taxa vem se mantendo relativamente estagnada. A queda de 4,1% observada entre os dois anos (2006 e 2007) pode ser atribuída principalmente ao fato de 2006 ter sido um ano com um número de nascimentos um pouco mais elevado que o usual, fortalecendo assim a base de comparação. Um número mais próximo da tendência histórica seria aproximadamente 2% a menos de nascimentos em relação ao ano anterior.

Na microrregião de Beltrão o município teve a segunda maior taxa, somente atrás de Barracão (17,2 n/mil hab). Em Pato Branco a taxa de natalidade ficou em 16,5 n/mil hab, considerando 66 680 habitantes (censo de 2007).

Em Barracão a pesquisa do IBGE aponta que a porcentagem de mães entre 15 e 19 anos (na prática adolescentes) é de 30%, a taxa mais elevada da microrregião. Este parece ser o principal fator por trás desta taxa de nascimentos bem acima da média regional. Já em Francisco Beltrão o percentual de mães entre 15 e 19 anos foi de apenas 17%. Mães entre 20 e 24 anos totalizaram 24%, entre 25 e 29 foram 29% e entre 30 e 34 anos foram 17%. Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e São João foram os municípios que apresentaram as maiores taxas de mães acima dos 25 anos de idade, todos acima de 45%.

ÓBITOS

As estatísticas do registro civil também trazem dados sobre os óbitos no município. No ano passado foram registrados 375 óbitos no município de Francisco Beltrão. O número é praticamente o mesmo do ano anterior (373). Isto representa uma taxa de apenas 5,2 casos/mil habitantes. Como a maior parte da população do nosso município ainda é jovem, este é um número bem natural. No entanto com o decorrer dos anos, considerando as taxas de fertilidade decrescentes e com o envelhecimento da população, naturalmente as taxas devem se igualar e eventualmente até mesmo a taxa de óbitos ultrapassar a de nascimentos.

Segundo previu o IBGE em uma pesquisa divulgada na semana passada, este evento, que marcará a estagnação do aumento da população brasileira e início do declínio no número de habitantes, deverá começar a ocorrer em 2039 a nível nacional.

Alguns municípios da região devem enfrentar este problema logo nos próximos anos. Exemplos são três municípios da microrregião de Pato Branco: Bom Sucesso do Sul (natalidade: 5,2 e Mortalidade: 6,9), São João (nat: 8,2 e mort: 7,2) e Vitorino (Nat: 8,9 e Mort: 6,2). Além de enfrentar as altíssimas taxas de migração, comuns a municípios pequenos, estas cidades já estão com taxas de natalidade e mortalidade muito próximas, sendo que em Bom Sucesso a taxa de Mortalidade já até superou a de Natalidade, muito provavelmente por uma grande migração da população mais jovem e a permanência da população mais idosa. Isto causará um declínio cada vez mais acentuado na população destes municípios.

Na nossa região os últimos municípios que deverão enfrentar este fenômeno muito provavelmente serão Francisco Beltrão e Pato Branco. Ambos são as referências regionais e atraem um número maior de imigrantes do que perdem de migrantes todos os anos, o suficiente para manter a população em equilíbrio e crescimento por mais tempo.

Os dados das pesquisas são encontrados nos seguintes nlinks:

ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2006/

ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2007/





Em 2007, mais de 1400 empregos formais foram gerados em Francisco Beltrão

11 11 2008

Com as mais de 1.400 vagas geradas no ano passado município chega próximo dos 20 mil empregos formais; Remuneração média atinge R$ 816,- . Números são os melhores desde 2004.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2007- divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta Segunda-feira (11), pelo oitavo ano consecutivo Francisco Beltrão foi o município que mais gerou empregos na região sudoeste. Foram 1.427 novos postos de trabalho criados entre 01 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007.

Dados anteriores do CAGED, também divulgados pelo MTE, apontavam um número menor de empregos gerados, apenas 1.107 vagas. A princípio essa diferença pode gerar dúvidas sobre a precisão dos sistemas de medição, mas o próprio Ministério do trabalho esclarece:

“a diferença entre os dados divulgados pelas duas fontes pode ser justificada, entre outros fatores, pela cobertura da Rais ser superior à do Caged; pela não inclusão das declarações deste registro entregues fora do prazo no cômputo da geração de empregos; como também pela presença de outros tipos de vínculos empregatícios informados na Rais (temporários e avulsos) e não contemplados no Caged”.

Deste modo o número divulgado ontem corresponde ao mais correto entre as formas existentes de se medir o emprego formal.

EMPREGO EM 2007

O resultado de 2007 corresponde a uma elevação de 7,93% sobre o estoque de empregos (número total de pessoas empregadas formalmente) do município em relação a 31 de dezembro de 2006. Um resultado muito superior ao obtido a nível estadual no Paraná (alta de 5,7%) e acima também do nível nacional (+6,98%).

Com as 1.427 novas vagas geradas no ano passado, Francisco Beltrão alcança a marca de 19.416 empregos formais e se mantém na 19° posição estadual dos municípios com maior estoque de empregos. No acumulado de oito anos (desde 2000) já foram criados 9.084 empregos formais.

SETORES

Os setores que mais geraram empregos, em valores absolutos, foram a Indústria da Madeira e Mobiliário com 400 vagas, a indústria de produtos alimentícios (leia-se Sadia) com 285 vagas, a Construção Civil com 219 vagas, o Comércio Varejista com 218 vagas e a Indústria do Vestuário com 171 vagas. Já em termos relativos os resultados mais expressivos foram da Indústria de Mineirais não metálicos com elevação de 77% sobre o estoque de empregos do ano anterio, da Indústria de Madeira e Mobiliário com 60%; a Indústria Química e de Materiais Farmacêuticos com 55%; a Indústria de Material Elétricos com 47%; e a Construção Civil com 28%.

Notadamente as indústrias de mobiliário, Minerais não Metálicos e do vestuário estão incluídas em Arranjos Produtivos Locais na região, setores que constituem uma espécie de cluster na região.

RENDA

A Pesquisa também mostrou que a Remuneração média subiu de R$ 774,- em dez/2006 para R$ 816,- em dez/2007. Alta nominal de 5,49% e alta real de 0,34% (deflator INPC 2007, 5,15%). A despeito da baixa elevação da renda, deve-se ressaltar que o grande número de novos empregos ajuda a trazer a média para baixo, pois geralmente o salário dos novos empregados é menor que o salário daqueles que já trabalham há mais tempo. Prova disso é que, ao fim do ano passado, a massa salarial formal (soma de todos os salários) do município totalizou R$ 15,852 milhões ante R$ 13,923 milhões em igual período do ano anterior. Isto representa uma elevação nominal de 13,85% e elevação real de excelentes 8,70%.

Todavia a renda média em Francisco Beltrão ainda se mantém muito abaixo da média estadual, que é de R$ 1.216,- e mais abaixo ainda da média nacional que é de R$ 1.356,-.

ESTABELECIMENTOS

A RAIS também traz informações sobre o número de empresas no município. Em 2006 existiam 2.086 firmas no município, número que saltou para 2.242 no ano seguinte. Destaque especial para a Construção Civil (+55 firmas) e para o comércio Varejista (+48).

REGIÃO

Na região sudoeste o número de empregos elevou-se de 77.666 em 2006 para 83.204 em 2007, com alta de 7,13%. Além de Francisco Beltrão com suas 1.427 vagas, os outros municípios que mais contribuíram para puxar a média para cima foram Pato Branco, com 1.134 vagas (+7,20%) e Dois Vizinhos com 409 vagas (+5,25%). Juntos os três municípios geraram 53,6% dos empregos da região. Francisco Beltrão com 19.416 empregos, Pato Branco com 16.876 e Dois Vizinhos com 8.199 são responsáveis por 53,5% dos empregos da região (exatamente a mesma proporção de empregos gerados).

No sudoeste a Renda média ficou em R$ 823,20, sendo R$ 935,- em Pato branco e R$ 846,- em Dois Vizinhos.





Trânsito de Beltrão continua um dos piores do Paraná

6 11 2008

O Anuário Estatístico do Trânsito de 2007 divulgado há poucos dias pelo Detran do Paraná mostrou que mais uma vez o trânsito de Francisco Beltrão foi um dos mais periogosos do Paraná. Com 347,96 acidentes de trânsito em vias municipais por 10 mil veículos, somente três outros municípios tiveram índices piores que o do nosso município: Paranaguá (387,76), Guaraqueçaba (355,33) e Matinhos (350,37). Outros dois municípios do Sudoeste também apareceram no ranking dos 10 piores trânsitos do Paraná: Palmas, logo atrás de Beltrão, no quinto lugar com índice de 332,90 acidentes/10 mil veículos e Pato Branco na nona posição com índice de 301 redondo.

Dizer que o trânsito de Beltrão é caótico é chover no molhado. Composta por quase 34 mil veículos, a frota do município duplicou de tamanho em apenas sete anos. Adicionalmente, por ser uma cidade de referência regional, o município recebe diariamente um grande influxo de carros de outros municípios da região. Apesar disso, nos últimos dez anos praticamente inexistiram obras que auxiliassem a melhorar a condição do trânsito. A exceção do contorno leste e da duplicação da Avenida Atilio Fontana, na Cidade Norte, não houveram obras estruturais que melhorassem o fluxo de veículos na cidade. Outro orgão que deveria melhorar a segurança e o fluxo de automóveis rearranjando o que já existe de estrutura de transporte pela cidade, o DEBETRAN, também se mostrou inócuo até o momento. Apesar das dezenas de faixas elevadas e rotatórias espalhadas pela cidade e campanhas educativas, semanalmente continuamos a ouvir e ler notícias de mortes no perímetro urbano.

Pessoalmente acredito que dois fatores principais ajudam a explicar o problema cada vez mais complexo que se apresenta nessa área. O primeiro é o baixo índice de reprovação nos testes práticos e teóricos do Detran. Tanto Fco. Beltrão, quanto Palmas apresentam taxas inferiores a 35% de reprovação neste tipo de exame, contra uma média estadual de 40%. Pato Branco, que apresenta taxas de reprovação próximas a 40% vem observando um número declinante no seu número de acidentes urbanos, embora ainda esteja alto. A Capital, Curitiba, reprova 45% dos pretendentes a CNH e observa índice de acidentes inferioreres a 250. Não que se deva reprovar para atingir índice, mas admitindo-se que as pessoas dirigem dentro de um padrão, pode-se inferir que o nível de exigência do sudoeste está mais baixo que em outras regiões do estado.

O segundo fator, e o principal, é a ausência de fiscalização no trânsito. Pense um pouco: Quantas vezes você foi parado na cidade para alguma verificação por parte das autoridades nos últimos tempos? A todos que eu faço esta pergunta ouço réplicas como: “nunca”, “um vez tanto tempo atrás” e outras respostas afins. A conclusão é simples. Se não posso ser penalizado por fazer uma conversão proibida, ou pegar um corredor entre os carros (para os motoqueiros), ou andar a 100 km/h dentro da cidade, porque eu deveria me preocupar em seguir as leis de trânsito? Certamente a maioria de nós segue por que acha correto e se preocupa com os outros, mas sempre existem aqueles que não pensam assim, e que mereceriam uma punição de vez em quando. Não estou defendendo que se deva sair multando todo mundo, muito pelo contrário. Multa é algo doído no bolso de qualquer um e só deve ser usada em situações mais críticas: falhas graves ou repetição contínua de infrações de trânsito. Mas seria bom se as autoridades advertissem os motoristas sobre seus erros, certamente seria mais eficaz que as campanhas educativas que têm sido feitas até aqui, pelo menos com uma freqüência maior do que se tem observado atualmente.

Um terceiro fator que poderia ser citado, (mas que eu diria que é responsável mais pela lentidão do que pelos acidentes) é o lay-out do trânsito no centro de Beltrão. Confuso, pouco intuitivo e lerdo, certamente contribui para que as pessoas fiquem irritadas e percam a paciência, e quando se perde a paciência no trânsito, certamente o risco de fazer alguma coisa errada aumenta e muito.

Para aqueles que desejam acessar a publicação completa, seguem os links:

2007 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2007.pdf

2006 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2006.pdf





Massa Salarial de Beltrão cresce 15,2% entre 2005 e 2006

27 10 2008

Dados da Estatística do Cadastro Central de Empresas 2006 divulgados na última sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que entre os anos de 2005 e 2006 a Massa Salarial Formal do Beltronense (soma dos salários percebidos por todos os cidadões do município, formalmente registrados) elevou-se em 15,15% entre os anos de 2005 e 2006 (valor já descontado os 4,72% da inflação conforme o deflator implícito do PIB de 2006). O resultado foi cerca de 1,7 p.p. acima da média do obtido pelos 30 municípios com a maior massa salarial.

Em 2006 os foram pagos aos beltronenses, salários no total de R$ 162,996 milhões ante R$ 135,977 milhões recebidos no ano anterior. Este valor foi suficiente para postar o município como o de 24° maior massa salarial do estado do Paraná, mesma posição do ano anterior.

Todavia não foi suficiente para dar o primeiro lugar da região. Pato Branco fechou 2006 no 23° lugar estadual com massa salarial apenas R$ 280 mil superior a beltronense, diferença inferior a 1% entre os dois municípios. Em 2005 Pato Branco havia auferido rendimento de R$ 139,273 milhões e passou para R$ 163,276 no ano seguinte, elevação real de 12,51%.

EMPREGOS

A pesquisa também reiterou outros dados já conhecidos anteriormente. Segundo ela, entre 2005 e 2006 Francisco Beltrão ganhou 1 012 novos empregos formais (+6,2%), e fechou o ano com estoque de  17 248 empregos formais. Pato Branco fechou o ano com 15 052 empregos formais, 835 a mais que no ano anterior e variação positiva de 5,9%*.

Todavia um dado relevante trazido pela pesquisa é que o beltronense percebe rendimentos médios de R$ 9 450 ao ano. É um dos valores mais baixos entre os 30 municípios com as maiores massas salariais. Somente 4 registram valores inferiores aos de Beltrão. O município de Curitiba, por exemplo, registra valor médio de R$ 18.720 por empregado.

Embora o dado pareça muito ruim, existem certas distorções que devem ser levadas em conta. O nível de formalização do salário em Curitiba é maior que em Beltrão, ou seja, os salários pagos na capital geralmente correspondem ao anotado na carteira. Já em Beltrão é muito comum a cultura de pagar uma parte do valor “por fora” em forma de comissões e outros acordos. Este fator deve certamente ter influenciado os resultados, ajudando a puxar o valor de Beltrão pra baixo.

EMPRESAS

A pesquisa também informa que existiam, em 2006, 4 266 unidades empresariais registadadas no município, eram 143 a mais que o número anotado no ano anterior. Cada empresa possuía, em média, 4 empregados.

A pesquisa completa do IBGE está disponível no link abaixo:

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1253&id_pagina=1

* É necessário ressaltar que existem diferentes modos de se medir o número de empregos por município, e por isso ocorrem pequenas diferenças entre os números divulgados. Os resultados considerados aqui foram baseados no CEMPRE do IBGE, conforme consta na metodologia da pesquisa. Outros métodos comumente referidos aqui neste blog são o CAGED/MTE divulgado mensalmente, e a RAIS divulgada anualmente.

Nota: O estudo leva em conta apenas os funcionários com vínculo empregatício ativo, portanto desconsidera salários de aposentados e pensionaistas.





Para IBGE, Beltrão é a principal cidade de referência do Sudoeste

13 10 2008

Segundo o recente estudo “Regiões de Influência das cidades” do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatísica – IBGE, a cidade de Francisco Beltrão é a principal referência na região sudoeste do Paraná, influenciando diretamente pouco menos de 300 mil habitantes, majoritariamente aqueles municípios localizados na parte oeste do sudoeste. Juntamente com Beltrão outros dois municípios exercem grande influência na região. Cascavel e Pato Branco. Cascavel exerce influência direta sobre os municípios localizados no entorno de Capanema e também sobre a cidade de Francisco Beltrão e adjacências. Já Pato Branco influencia cerca de 235 mil habitantes, localizados na parte leste da região, até Palmas, e é influenciado diretamente por Curitiba.

Os mapa abaixo ajuda a ilustrar como as cidades da região estão organizadas em ordem de influência. O primeiro demonstra como Curitiba influência toda a parte setentrional do estado do Paraná.

Já o segundo demonstra como Cascavel influência todo o oeste do Paraná e a parte ocidental da Região Sudoeste, inclusive Francisco Beltrão.

Para determinar quais cidades têm maior influência sobre as outras o IBGE leva em conta uma ampla série de fatores como população, localização geográfica, distância rodoviária, força econômica (PIB, VA, diversificação de comércio), meios de comunicação, meios de transporte, serviços financeiros e médicos, entre outros.

Os principais fatores que levaram Beltrão a ser o principal centro de referência da região foram a população, localização geográfica e atividade econômica.

Francisco Beltrão também se destacou por ter um dos comércios mais diversificados do Paraná, sendo inclusive a única cidade do estado abaixo de 200 mil habitantes no estado a atingir o grau 2 de diversidade neste quesito, que vai de 5 (menor diversidade possível) até 1 (maior diversidade possível.

Outros destaques foram para a quantidade de serviços de transporte, serviços médicos, meios de comunicação, ensino superior e serviços financeiros.

Para conferir a publicação por completo, basta baixar o arquivo zipado diretamente da página do IBGE, no link ftp://geoftp.ibge.gov.br/Regic/regic.zip