Em 2007, natalidade cai e mortalidade se mantém estável em Beltrão

4 12 2008

Seguindo a tendência verificada a nível nacional, as Estatísticas do Registro Civil do ano de 2007, divulgadas pelo IBGE, mostram que no ano passado ocorreram 4,1% menos nascimentos em Francisco Beltrão (tomando como base apenas as mães residentes em FB) do que no ano anterior. Foram registrados no ano passado o nascimento de 1.050 novos beltronenses (nascidos em 2007), ante 1.095 no ano anterior. Estes 1.050 novos cidadãos representam uma taxa de 14,5 nascimentos/mil habitantes no ano passado, taxa que vem caindo sistematicamente há muito tempo. Em 1980, quando a população do município era de 48,7 mil habitantes, esta taxa era de 29,0 nasc/1000 hab. Em 1990 já havia caído para 20,9. Em 2000 foi de 17,3 e agora atinge 14,5. Todavia este não é o menor valor já registado. No biênio 2001-2002 foram registados os dois menores valores da série histórica de nascimentos no município, com pouco menos de 14 nascimentos/mil hab. Desde então a taxa vem se mantendo relativamente estagnada. A queda de 4,1% observada entre os dois anos (2006 e 2007) pode ser atribuída principalmente ao fato de 2006 ter sido um ano com um número de nascimentos um pouco mais elevado que o usual, fortalecendo assim a base de comparação. Um número mais próximo da tendência histórica seria aproximadamente 2% a menos de nascimentos em relação ao ano anterior.

Na microrregião de Beltrão o município teve a segunda maior taxa, somente atrás de Barracão (17,2 n/mil hab). Em Pato Branco a taxa de natalidade ficou em 16,5 n/mil hab, considerando 66 680 habitantes (censo de 2007).

Em Barracão a pesquisa do IBGE aponta que a porcentagem de mães entre 15 e 19 anos (na prática adolescentes) é de 30%, a taxa mais elevada da microrregião. Este parece ser o principal fator por trás desta taxa de nascimentos bem acima da média regional. Já em Francisco Beltrão o percentual de mães entre 15 e 19 anos foi de apenas 17%. Mães entre 20 e 24 anos totalizaram 24%, entre 25 e 29 foram 29% e entre 30 e 34 anos foram 17%. Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e São João foram os municípios que apresentaram as maiores taxas de mães acima dos 25 anos de idade, todos acima de 45%.

ÓBITOS

As estatísticas do registro civil também trazem dados sobre os óbitos no município. No ano passado foram registrados 375 óbitos no município de Francisco Beltrão. O número é praticamente o mesmo do ano anterior (373). Isto representa uma taxa de apenas 5,2 casos/mil habitantes. Como a maior parte da população do nosso município ainda é jovem, este é um número bem natural. No entanto com o decorrer dos anos, considerando as taxas de fertilidade decrescentes e com o envelhecimento da população, naturalmente as taxas devem se igualar e eventualmente até mesmo a taxa de óbitos ultrapassar a de nascimentos.

Segundo previu o IBGE em uma pesquisa divulgada na semana passada, este evento, que marcará a estagnação do aumento da população brasileira e início do declínio no número de habitantes, deverá começar a ocorrer em 2039 a nível nacional.

Alguns municípios da região devem enfrentar este problema logo nos próximos anos. Exemplos são três municípios da microrregião de Pato Branco: Bom Sucesso do Sul (natalidade: 5,2 e Mortalidade: 6,9), São João (nat: 8,2 e mort: 7,2) e Vitorino (Nat: 8,9 e Mort: 6,2). Além de enfrentar as altíssimas taxas de migração, comuns a municípios pequenos, estas cidades já estão com taxas de natalidade e mortalidade muito próximas, sendo que em Bom Sucesso a taxa de Mortalidade já até superou a de Natalidade, muito provavelmente por uma grande migração da população mais jovem e a permanência da população mais idosa. Isto causará um declínio cada vez mais acentuado na população destes municípios.

Na nossa região os últimos municípios que deverão enfrentar este fenômeno muito provavelmente serão Francisco Beltrão e Pato Branco. Ambos são as referências regionais e atraem um número maior de imigrantes do que perdem de migrantes todos os anos, o suficiente para manter a população em equilíbrio e crescimento por mais tempo.

Os dados das pesquisas são encontrados nos seguintes nlinks:

ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2006/

ftp://ftp.ibge.gov.br/Registro_Civil/2007/





Produção Pecuária 2007 em Francisco Beltrão

26 11 2008

Está disponível no site do IBGE a nova Pesquisa Anual da Pecuária (referência 2007), a qual traz dados sobre os diversos rebanhos, bem como sua produção de derivados (leite, lã, etc) a nível municipal. Como eu já fiz no ano anterior, também não irei publicar desta vez os dados caso a caso, pois trata-se de uma pesquisa muito extensa e específica. Abaixo citarei apenas os dados mais relevantes segundo minha percepção. Aqueles que tiverem interesse na pesquisa completa, no fim da página encontra-se o link para chegar até lá.

1- O Sudoeste é a segunda maior bacia leiteira do estado: Em 2007 Foram produzidos 547,3 milhões de litros de leite na região, ante 514,3 no ano anterior. A primeira região é o Oeste com 783 milhões de litros de leite/ano. A terceira região maior produtora de leite no estado a Centro Oriental (engloba Ponta Grossa, Carambeí, Castro), com 380 milhões de litros de leite, mesmo número de 2006). A produção do município Francisco Beltrão caiu de 35,3 milhões de litros para 33,0, mas o valor da produção, em R$, subiu de 11,3 mi para 14,8, ou seja, segundo o IBGE no ano passado o preço médio do litro de leite, pago ao produtor foi cerca de R$ 0,45 ante 0,32 no ano anterior. (os dados estão disponíveis na tabela 32 do arquivo compactado número quatro da pesquisa 2007).

2 – O tamanho do rebanho bovino diminiuiu na região: O número de bovinos caiu de cerca de 905 mil para 898 mil na região sudoeste. Específicamente em Beltrão o tamanho deste rebanho caiu de 54.715, em 2006 para 53.632 em 2007. (tabela 29)

3 – O número de aves na região cresceu cerca de 10%, de 40,6 milhões em 2006, para 43,9 milhões em 2007, sendo assim o segundo maior rebanho do estado, atrás da região oeste (74,3 milhões). O município da região com o maior rebanho foi Dois Vizinhos (5,8 milhões de aves), seguido por Francisco Beltrão (4,2 mi) e Salto do Lontra (3,7 mi). (tabela 31)

PESQUISAS COMPLETAS:

2005 – Pesquisa Completa

2006 – Pesquisa Completa

2007 – Sumário Executivo ::: Pesquisa Completa

Nota: Texto corrigido em 30-11-2008:4:48





IBGE estima em quase meio milhão a população do Sudoeste

2 09 2008

As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE na última sexta apontam 492.223 habitantes como sendo a população do Sudoeste do Paraná no ano de 2008. Tal cifra representa quase 16 mil habitantes a mais que a efetivamente recenseada no ano passado, 476.540 habitantes. Como eu havia dito no último post, esses números parecem ser duvidosos devido ao grande crescimento ocorrido em apenas um ano. Depois de ler a metodologia constatei que o IBGE fez um acréscimo de aproximadamente 2,8% no número de habitantes como sendo a parte da população da região que por motivos diversos não foi entrevistada no ano passado e por tal motivo não constou na contagem oficial.

O número de habitantes da região fica maior ainda se acrescentada a microrregião de Palmas, que oficialmente consta como sendo da Mesorregião Centro-Sul do Paraná, mas que na prática é considerada pelos sudoestinos como sendo Mesorregião Sudoeste mesmo. Somando-se os 92.287 habitantes estimados da micro de Palmas, o sudoeste contaria então com 584.510 habitantes.

É interessante notar que tanto nos censos quanto nas estimativas a população do sudoeste voltou a crescer, e de forma cada vez mais acelerada. Se nos anos 80 o sudoeste (sem contar a micro de Palmas) chegou a atingir 521 mil habitantes, após a acentuada emigração para o centro-oeste, nossa população foi reduzida a apenas 472 mil habitantes no ano 2000. Desde então voltou lentamente a crescer, alcançando 476 mil habitantes no ano de 2007, que na verdade são quase meio milhão de acordo com a nova metodologia do IBGE.

Nestes quase 30 anos de mudanças muitos municípios foram desmembrados e criados, municípios estes que agora enfrentam o decréscimo sistemático de suas populações. Outros municípios já há muito estabelecidos, na casa dos 10 a 20 mil habitantes veem suas populações praticamente estáveis (exceções a parte são Itapejara do Oeste e Ampére) e os três maiores municípios veem suas populações crescerem em ritmo estável na faixa de 1% ao ano. Outra mudança importante é o deslocamento maciço da população rural para a área urbana. No ano de 1980 cerca de 68% da população da sudoeste morava na área Rural. Hoje a proporção é praticamente a inversa: 66% dos habitantes do sudoeste moram nas cidades, e o número de continua subindo. Em Francisco Beltrão e Pato Branco a urbanização supera os 80%, sendo que em PB ultrapassa os 90%.

Outro dado que acho importante frisar é que o sudoeste é, dentre as 10 mesorregiões do estado, a 4° mais povoada, com densidade de 42 hab/km². Densidade esta que não se reflete na importância da região dentro do estado, infelizmente pela falta de um município de porte médio (acima de 150 mil habitantes) e pela falta de visão do governo.

Abaixo listo todos os municípios da região, incluindo no final da microrregião de Palmas, por população conforme as estimativas do IBGE para o ano de 2008:

Ampére 17.830
Barracão 9.275
Bela Vista da Caroba 4.210
Boa Esperança do Iguaçu 2.919
Bom Jesus do Sul 3.907
Bom Sucesso do Sul 3.107
Capanema 18.655
Chopinzinho 19.628
Coronel Vivida 21.985
Cruzeiro do Iguaçu 4.244
Dois Vizinhos 35.389
Enéas Marques 6.100
Flor da Serra do Sul 4.775
Francisco Beltrão 75.517
Itapejara d’Oeste 11.083
Manfrinópolis 3.334
Mariópolis 5.956
Marmeleiro 13.493
Nova Esperança do Sudoeste 5.334
Nova Prata do Iguaçu 10.791
Pato Branco 69.478
Pérola d’Oeste 7.222
Pinhal de São Bento 2.598
Planalto 14.007
Pranchita 5.925
Realeza 16.276
Renascença 6.945
Salgado Filho 4.709
Salto do Lontra 12.832
Santa Izabel do Oeste 11.753
Santo Antônio do Sudoeste 19.260
São João 11.198
São Jorge d’Oeste 9.213
Saudade do Iguaçu 5.137
Sulina 3.481
Verê 8.144
Vitorino 6.513

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Clevelândia 18.041
Coronel Domingos Soares 7.790
Honório Serpa 6.251
Mangueirinha 17.562
Palmas 42.643




IDEB do sudoeste avança acima da média do estado

20 06 2008

Enquanto o IDEB do Paraná avançou apenas 0,2 p.p. entre 2005 e 2007, o IDEB do sudoeste do Paraná avançou em média 0,55 pontos.  Os municípios da região que mais avançaram em seus índices foram Flor da Serra, Santo Antônio e Barracão, com respectivamente 1,5, 1,2 e 1,1 pontos. Dois municípios pioraram seus índices. Foram eles Santa Izabel do Oeste (-0,3 p.p.) e Boa Esperança (-0,1 p.p.).

Francisco Beltrão teve um avanço abaixo da média da região, apenas 0,4 p.p.. Algumas escolas de Francisco Beltrão chegaram a recuar em seu desempenho. No caso mais negativo a escola Francisco M da Silva retrocedeu 1,1 p.p. em seu desempenho, passando de uma das melhores para a pior do município.

*Por questões técnicas do servidor do INEP (instituto que divulga as notas do IDEB) os municípios de Itapejara d’Oeste, Pérola d’Oeste e São Jorge d’Oeste não puderam ser consultados. O problema aparenta ser com a parte final do nome dos municípios que retorna em erro. Tão logo seja corrigido este problema, divulgaremos uma nota com a nota destes municípios.

** IDEB DOS MUNICÍPIOS NÃO PRESENTES NA TABELA:

São Jorge do Oeste, 5,2

Itapejara do Oeste,4,7

Pérola do Oeste, 5,2





Número de alunos no Ensino Superior de Beltrão se mantém estável em 2006

10 06 2008

Dados recém divulgados pelo MEC e pelo IPARDES mostram que entre os anos de 2005 e 2006 o ensino superior de Francisco Beltrão se manteve estável, após sete períodos seguidos de crescimento forte. No ano de 2006 o número de alunos matriculados nas IES (Instituições de Ensino Superior) de Francisco Beltrão foi de 3.627, ante um número levemente superior de 3.666 no ano de 2005. Este número acompanhou o desempenho do Estado do Paraná que também observou, onde foram computadas 311,8 mil vagas em 2006 ante 312,1 mil no ano anterior.

Quanto ao local de matrícula, foi observado em Beltrão que a Unioeste foi responsável por 1.411 matrículas enquanto as universidades privadas (Cesul e Unipar) foram responsáveis por 2.216 matrículas. Assim Francisco Beltrão responde por 1,92% dos alunos matriculados na Rede Estadual de IES, e por 1,16% do total de alunos universitários do estado.

Já considerando toda a região sudoeste (microrregiões de Capanema, Francisco Beltrão e Pato Branco) houve um pequeno acréscimo no número de matrículas, saltando de 11.683 em 2005 para 11.798 em 2006. Deste modo o sudoeste é responsável por 3,78% das matrículas no Ensino Superior do Paraná.

Se a tendência de estagnação do Ensino Superior a nível Estadual se mantiver, é provável que até 2015 Francisco Beltrão passe a ser responsável por mais de 2% do número de alunos no ensino superior do estado. Isto porque a cidade passou a contar em 2008 com um Campus da UTFPR que já conta com um curso e terá mais dois até 2011 (conforme plano já anunciado pela universidade), porque a Unipar abriu também mais um curso de ciências contábeis em 2008 (conforme divulgado em seu site) e também porque em breve a Unisep também abrirá seu Campus em Beltrão.

Segundo o último cálculo feito por mim, hoje o número de vagas nas IES em Francisco Beltrão já passa dos cinco mil. Todavia como as desistências são muitas, o número de alunos realmente matriculados acaba sendo na realidade inferior.





Emprego formal no sudoeste cresce abaixo da média estadual em Abril

20 05 2008

O Ministério do Trabalho divulgou ontem os dados do emprego formal no país referentes ao mês de Abril. Em todo o país foram abertas 294 mil novas vagas, muito próximo do recorde anterior que era de 301 mil novas vagas em um único mês. O estado do Paraná também apresentou um bom desempenho no mês passado, sendo que foram abertas 26 mil novas vagas no estado, elevando em 1,31% o número de empregos formais em relação ao mês anterior.

No sudoeste também houve expansão do estoque de empregos formais, todavia com menor intensidade do que observado no resto do estado. Em Francisco Beltrão foram abertas 120 vagas, com alta de 0,7% em relação ao estoque do mês anterior e em Pato Branco foram 190 novas vagas, com elevação de 1,2% sobre o estoque do mês anterior.

Em Francisco Beltrão os setores que mais abriram vagas foram o comércio (52 vagas, +1,2%), a construção civil (32 vagas, +3,98%) e a indústria (31 vagas, +0,46%). O dado que mais chama a atenção é justamente a Construção Civil, pois esta em apenas quatro meses já acumula elevação de quase 22% no número de vagas em relação a dezembro passado, demonstrando que não só o ritmo de construções continua bastante forte como também a formalização avança neste setor que é um dos mais informais do mercado.