Trânsito de Beltrão continua um dos piores do Paraná

6 11 2008

O Anuário Estatístico do Trânsito de 2007 divulgado há poucos dias pelo Detran do Paraná mostrou que mais uma vez o trânsito de Francisco Beltrão foi um dos mais periogosos do Paraná. Com 347,96 acidentes de trânsito em vias municipais por 10 mil veículos, somente três outros municípios tiveram índices piores que o do nosso município: Paranaguá (387,76), Guaraqueçaba (355,33) e Matinhos (350,37). Outros dois municípios do Sudoeste também apareceram no ranking dos 10 piores trânsitos do Paraná: Palmas, logo atrás de Beltrão, no quinto lugar com índice de 332,90 acidentes/10 mil veículos e Pato Branco na nona posição com índice de 301 redondo.

Dizer que o trânsito de Beltrão é caótico é chover no molhado. Composta por quase 34 mil veículos, a frota do município duplicou de tamanho em apenas sete anos. Adicionalmente, por ser uma cidade de referência regional, o município recebe diariamente um grande influxo de carros de outros municípios da região. Apesar disso, nos últimos dez anos praticamente inexistiram obras que auxiliassem a melhorar a condição do trânsito. A exceção do contorno leste e da duplicação da Avenida Atilio Fontana, na Cidade Norte, não houveram obras estruturais que melhorassem o fluxo de veículos na cidade. Outro orgão que deveria melhorar a segurança e o fluxo de automóveis rearranjando o que já existe de estrutura de transporte pela cidade, o DEBETRAN, também se mostrou inócuo até o momento. Apesar das dezenas de faixas elevadas e rotatórias espalhadas pela cidade e campanhas educativas, semanalmente continuamos a ouvir e ler notícias de mortes no perímetro urbano.

Pessoalmente acredito que dois fatores principais ajudam a explicar o problema cada vez mais complexo que se apresenta nessa área. O primeiro é o baixo índice de reprovação nos testes práticos e teóricos do Detran. Tanto Fco. Beltrão, quanto Palmas apresentam taxas inferiores a 35% de reprovação neste tipo de exame, contra uma média estadual de 40%. Pato Branco, que apresenta taxas de reprovação próximas a 40% vem observando um número declinante no seu número de acidentes urbanos, embora ainda esteja alto. A Capital, Curitiba, reprova 45% dos pretendentes a CNH e observa índice de acidentes inferioreres a 250. Não que se deva reprovar para atingir índice, mas admitindo-se que as pessoas dirigem dentro de um padrão, pode-se inferir que o nível de exigência do sudoeste está mais baixo que em outras regiões do estado.

O segundo fator, e o principal, é a ausência de fiscalização no trânsito. Pense um pouco: Quantas vezes você foi parado na cidade para alguma verificação por parte das autoridades nos últimos tempos? A todos que eu faço esta pergunta ouço réplicas como: “nunca”, “um vez tanto tempo atrás” e outras respostas afins. A conclusão é simples. Se não posso ser penalizado por fazer uma conversão proibida, ou pegar um corredor entre os carros (para os motoqueiros), ou andar a 100 km/h dentro da cidade, porque eu deveria me preocupar em seguir as leis de trânsito? Certamente a maioria de nós segue por que acha correto e se preocupa com os outros, mas sempre existem aqueles que não pensam assim, e que mereceriam uma punição de vez em quando. Não estou defendendo que se deva sair multando todo mundo, muito pelo contrário. Multa é algo doído no bolso de qualquer um e só deve ser usada em situações mais críticas: falhas graves ou repetição contínua de infrações de trânsito. Mas seria bom se as autoridades advertissem os motoristas sobre seus erros, certamente seria mais eficaz que as campanhas educativas que têm sido feitas até aqui, pelo menos com uma freqüência maior do que se tem observado atualmente.

Um terceiro fator que poderia ser citado, (mas que eu diria que é responsável mais pela lentidão do que pelos acidentes) é o lay-out do trânsito no centro de Beltrão. Confuso, pouco intuitivo e lerdo, certamente contribui para que as pessoas fiquem irritadas e percam a paciência, e quando se perde a paciência no trânsito, certamente o risco de fazer alguma coisa errada aumenta e muito.

Para aqueles que desejam acessar a publicação completa, seguem os links:

2007 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2007.pdf

2006 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2006.pdf





Frota de Setembro/2008

22 10 2008

Em setembro a frota de Beltrão totalizou 33.454 veículos, dos quais 18.427 foram automóveis, 5.276 motos e 2.327 motonetas. Em relação a agosto a elevação do número de veículos foi de 262 unidades, ou 0,8%. Os automóveis aumentaram 127 unidades (+0,7%), as motos 42 unidades (0,8%) e as motonetas 38 unidades (+1,6%).

No ano (janeiro a setembro) as ruas da cidade ganharam mais 2.186 veículos, alta de 7,0%. São, até aqui, 1091 automóveis (+6,2%), 512 motos (+10,7%) e 262 motonetas (+12,7%).

Os números mostram o aumento maior de veículos de duas rodas do que de outros tipos, provavelmente refletindo as facilidades de aquisição existentes até o mês passado. Com a crise global de liquidez (e confiança) é provável que daqui pra frente a taxa de crescimento do número de veículos perca força, refletindo a falta de crédito no mercado.

Um outro dado interessante, é que junto com o crescimento do número de veículos, principalmente motos e motonetas, vem junto um acréscimo de acidentes de trânsito. Somente esta semana dois motociclistas perderam a vida em acidentes ocorridos no perímetro urbano de Beltrão, ambos com apenas 21 anos. A inexistência de fiscalização por parte dos orgãos competentes (DEBETRAN e Polícia Militar, primariamente), aliada a pouca conscientização dos próprios motoristas, baixa rigidez na expedição de carteiras de motorista (o Detran de Beltrão tem uma das menores taxas de reprovação do Paraná) e a própria baderna que é o trânsito da cidade contribuíram para que Beltrão alcançasse o terceiro maior índice de acidentes urbanos do Paraná.

Com 353,82 acidentes de trânsito por grupo de 10 mil veículos, somente Guaraqueçaba e Paranaguá estão a frente do nosso município (497,24 e 364,04/10 mil veículos) no estado. E o dado mais preocupante ainda é que entre os 10 municípios mais perigosos neste quesito, somente Francisco Beltrão e Paranaguá apresentaram piora nos seus índices, ao passo que todos os demais tiveram reduções*.


*De fato Guaraqueçaba também apresentou acréscimo, mas este município possuía apenas 182 veículos registrados na data da pesquisa (2006) e, deste modo, cada acidente representaria um acréscimo de quase 52 pontos na taxa, criando assim uma sensação irreal de amplos problemas no trânsito, ao passo que em beltrão, com mais de 30 mil veículos, a estatística apresenta claramente a dura realidade do caos que se encontra o trânsito municipal.





Número de veículos no sudoeste cresce 9,4% em 2007

17 01 2008

O número de carros no sudoeste do Paraná cresceu 9,45% no ano de 2007 e atingiu o total de 175.282 veículos. Deste total 97.551 são carros de passeio (cerca de 55% do total). O resultado foi melhor que o do ano 2006, quando o crescimento ante o ano anterior foi de 7%, mas ainda sim inferior ao resultado de 2005, 11% sobre 2004.

O segmento de veículos que mais cresce é o de motocicletas, pouco mais de de 17% ao ano, contra apenas 7% dos veículos de passeio.

Considerando os municípios da região, Francisco Beltrão aparece na liderança pelo segundo ano seguido, com 31.268 veículos (+9,75% ante 2006). Logo em seguida aparece Pato Branco com 31.030 veículos (+9,5% ante 2006).

Ainda sim o município que mais possui carros de passeio no sudoeste é Pato Branco, 17.791 carros contra os 17.336 carros beltronenses.

O município que obteve o maior crescimento percentual no total de veículos foi Manfrinópolis (+15,3%). O município também detém a menor frota da região, apenas 550 veículos. Já o menor crescimento percentual ocorreu em Pérola d’Oeste, 5,5%.

É importante notar que o aumento de quase dois dígitos na frota é um fenômeno nacional e que deve se repetir novamente neste ano de 2008. Os principais fatores para isto são a estabilidade e o crescimento econômico dos últimos anos, a expansão do crédito e a queda dos juros.