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Continuação: IPARDES divulga projeções populacionais para as mesorregiões


Continuando a análise do último post, vamos dar uma olhada na evolução da população da nossa mesorregião, o Sudoeste do Paraná, que é composto pelas microrregiões de Capanema, que tem uns 90 mil habitantes, a micro de Francisco Beltrão, que tem uns 225 mil, e a micro de Pato Branco que tem uns 155 mil. Noves fora divide por dois da no todo 470 mil habitantes mais ou menos. A micro de Palmas até 2007 não é considerada como Sudoeste, a partir do ano que vem deve passar a ser considerada sudoeste também, mas para todos os efeitos eu não vou considerá-la por ora.

Precisamente falando, nossa região tinha em 1970 446.360 habitantes. Em 1980 alcançamos o ápice 521.429 habitantes. Entre 1980 e 1991 houve uma retração anualizada de 0,78%, totalizando então neste ano 478.126 habitantes. Entre 1991 e 2000 a retração anual diminuiu e fechou em 0,13% ao ano. Falando em porcentagem, nossa população chegou a representar 6,8% da população do estado, sendo a 5° mais populosa (entre 10 regiões), e hoje é apenas a 8° com participação inferior a 5%.

O que podemos esperar para 2010 (ou 2007 também)?

O IPARDES espera que a retração acelere de 0,13 para 0,79 neste periodo. Eu já não acredito nisto por vários motivos. Os principais são as boleras de dinheiro que o governo distribui para os pequenos agricultores (que são os que mais se evadem) e a espetacular industrialização que os pequenos municípios da região vêm obtendo. Também já não existe mais aquela onda migratória de paranaenses rumo ao Mato Grosso. Ainda um ou outro se evade pra lá, mas não como antigamente. Juntamente a tudo isso, nos últimos anos muitos serviços vieram para o cá. Principalmente nas áreas de saúde e ensino superior. A agricultura também deu um grande salto, tanto que o nenhuma outra região do estado do Paraná cresceu economicamente tanto quanto a nossa região.

Contra a minha tese, figuram até agora, as secas do triênio 04-06 que machucaram muito agricultor, e também a atratividade cada vez mais forte da nossa capital, que diga-se está explodindo em população e favelas também. Mas fora estes dois fatores, é difícil acreditar numa aceleração da retração tão grande como preve o IPARDES.

Para a década de 2010-2020 eles prevem que a retração será mais forte ainda, 1,65% ao ano. É difícil acreditar nisto, principalmente com a perspectiva de crescimento mais acentuado ainda que nós temos para os próximos anos, em detrimento do resto do estado e do país que estão esguelados infra-estruturalmente. Nossa agroindústria vai se desenvolvendo bem, o ensino superior vem se consolidando cada vez mais, a indústria continua crescendo muito forte, o emprego formal cresce bem acima da média do estado, e o comércio e os serviçoes também apresentam boas taxas.

Existe ainda um fator que ninguém considera mas que ”pode” fazer a diferença nos próximos anos. E esse pode depende do governo manter ou não uma proposta, que é a de desvios do pedágio. Existe um plano do governo Requião de construir os tais caminhos da liberadade, que são estradas desviantes dos pedágios. São $ 200 mi para meia dúzia de trechos, sendo que um dos quais corta em cheio nossa região. Essa estrada, que passa por Realeza, Sta Izabel, Ampére, Beltrão, Marmeleiro, Renascença, Vitorino, Pato e por aí vai, caso venha a ser melhorada, melhor cuidada, quem sabe até duplicada, pode incluir o Sudoeste na importante rota entre as duas regiões que demograficamente são as que mais avançam no Paraná hoje, que são o oeste, no triângulo Toledo-Cascavel-Foz (sendo que Foz está crescendo demograficamente de modo exorbitante), com a RMC que cresce 1 mi de habitantes cada 10 anos.

No passado muitas cidades surgiram a beira das estradas, hoje isso é um pouco diferente, mas ainda sim podemos tirar um bom proveito de sermos cortados por uma estrada que pode a adquirir uma importância tão grande. E aproveitar o máximo tudo que pudermos é o mínimo que podemos fazer para não ter nossa importância a nível de estado minguada cada vez mais.

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