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Trânsito de Beltrão continua um dos piores do Paraná


O Anuário Estatístico do Trânsito de 2007 divulgado há poucos dias pelo Detran do Paraná mostrou que mais uma vez o trânsito de Francisco Beltrão foi um dos mais periogosos do Paraná. Com 347,96 acidentes de trânsito em vias municipais por 10 mil veículos, somente três outros municípios tiveram índices piores que o do nosso município: Paranaguá (387,76), Guaraqueçaba (355,33) e Matinhos (350,37). Outros dois municípios do Sudoeste também apareceram no ranking dos 10 piores trânsitos do Paraná: Palmas, logo atrás de Beltrão, no quinto lugar com índice de 332,90 acidentes/10 mil veículos e Pato Branco na nona posição com índice de 301 redondo.

Dizer que o trânsito de Beltrão é caótico é chover no molhado. Composta por quase 34 mil veículos, a frota do município duplicou de tamanho em apenas sete anos. Adicionalmente, por ser uma cidade de referência regional, o município recebe diariamente um grande influxo de carros de outros municípios da região. Apesar disso, nos últimos dez anos praticamente inexistiram obras que auxiliassem a melhorar a condição do trânsito. A exceção do contorno leste e da duplicação da Avenida Atilio Fontana, na Cidade Norte, não houveram obras estruturais que melhorassem o fluxo de veículos na cidade. Outro orgão que deveria melhorar a segurança e o fluxo de automóveis rearranjando o que já existe de estrutura de transporte pela cidade, o DEBETRAN, também se mostrou inócuo até o momento. Apesar das dezenas de faixas elevadas e rotatórias espalhadas pela cidade e campanhas educativas, semanalmente continuamos a ouvir e ler notícias de mortes no perímetro urbano.

Pessoalmente acredito que dois fatores principais ajudam a explicar o problema cada vez mais complexo que se apresenta nessa área. O primeiro é o baixo índice de reprovação nos testes práticos e teóricos do Detran. Tanto Fco. Beltrão, quanto Palmas apresentam taxas inferiores a 35% de reprovação neste tipo de exame, contra uma média estadual de 40%. Pato Branco, que apresenta taxas de reprovação próximas a 40% vem observando um número declinante no seu número de acidentes urbanos, embora ainda esteja alto. A Capital, Curitiba, reprova 45% dos pretendentes a CNH e observa índice de acidentes inferioreres a 250. Não que se deva reprovar para atingir índice, mas admitindo-se que as pessoas dirigem dentro de um padrão, pode-se inferir que o nível de exigência do sudoeste está mais baixo que em outras regiões do estado.

O segundo fator, e o principal, é a ausência de fiscalização no trânsito. Pense um pouco: Quantas vezes você foi parado na cidade para alguma verificação por parte das autoridades nos últimos tempos? A todos que eu faço esta pergunta ouço réplicas como: “nunca”, “um vez tanto tempo atrás” e outras respostas afins. A conclusão é simples. Se não posso ser penalizado por fazer uma conversão proibida, ou pegar um corredor entre os carros (para os motoqueiros), ou andar a 100 km/h dentro da cidade, porque eu deveria me preocupar em seguir as leis de trânsito? Certamente a maioria de nós segue por que acha correto e se preocupa com os outros, mas sempre existem aqueles que não pensam assim, e que mereceriam uma punição de vez em quando. Não estou defendendo que se deva sair multando todo mundo, muito pelo contrário. Multa é algo doído no bolso de qualquer um e só deve ser usada em situações mais críticas: falhas graves ou repetição contínua de infrações de trânsito. Mas seria bom se as autoridades advertissem os motoristas sobre seus erros, certamente seria mais eficaz que as campanhas educativas que têm sido feitas até aqui, pelo menos com uma freqüência maior do que se tem observado atualmente.

Um terceiro fator que poderia ser citado, (mas que eu diria que é responsável mais pela lentidão do que pelos acidentes) é o lay-out do trânsito no centro de Beltrão. Confuso, pouco intuitivo e lerdo, certamente contribui para que as pessoas fiquem irritadas e percam a paciência, e quando se perde a paciência no trânsito, certamente o risco de fazer alguma coisa errada aumenta e muito.

Para aqueles que desejam acessar a publicação completa, seguem os links:

2007 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2007.pdf

2006 -> http://www.detran.pr.gov.br/arquivos/File/estatisticasdetransito/anuario2006.pdf

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