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Beltrão fecha 2009 com 37,1 mil veículos; Em 2010 deve chegar a 40 mil


Francisco Beltrão chegou ao final de 2009 com exatos 37,141 veículos, alta de 8,6% sobre 2008. Do total de veículos, 20.353 eram automóveis, e 8.634 motos.

Se mantidos o ritmo de crescimento observado nos últimos anos – em torno de 9% – ao final de 2010 Francisco Beltrão deverá ultrapassar a marca de 40 mil veículos registrados.

Na região sudoeste a frota cresceu em média 8,7%, em todos os municípios, sendo os maiores destaques Pinhal de São Bento, com mais de 17%, e Bela Vista da Caroba com cerca de 13% a mais.

Na microrregião de Francisc Beltrão a média de crescimento da frota ficou em 8,9%, levemente inferior ao ano anterior, quando havia sido de 10,7%.

PROBLEMAS

Com o aumento da frota, cresceram também os problemas de trânsito em Francisco Beltrão. Apesar das diversas mudanças e experiências do Departamento Municipal de Trânsito, pouco – para não dizer nada – tem melhorado ultimamente. Andar pelo trânsito de Beltrão ultimamente é sinônimo de irritação. As infrações de trânsito acontecem a todo instante: Carros estacionados em locais proibidos, desrespeito a sinalização, motoristas dirigindo sem documentos em dia ou até mesmo sem carteira e buracos, muitos buracos espalhados pelas ruas, todos estes problemas tem tirado a paciência dos motoristas.

A incapacidade da prefeitura municipal de melhorar o fluxo dos veículos dentro da cidade e ao mesmo tempo garantir mais segurança aos pedestres é notória. Conforme bem notou o Jornal Hora Popular desta semana, é de se estranhar que apesar do município arrecadar mais de R$ 5 milhões em IPVA, e mais de meio milhão em multas de trânsito, ainda assim não se de o mínimo de atenção e profissionalismo necessário ao funcionamento do trânsito municipal.

Ao final de 2009 o Detran também liberou os dados do Anuário Estatístico de 2008, que trouxeram mais algumas preocupações com relação aos acidentes. Foram 994 acidentes sendo 42 atropelamentos. O número de acidentes foi levemente inferior ao de 2007 e o número de atropelamentos ficou praticamente estável. Todavia chama atenção que durante os anos de 2006 até 2008 foram realizadas mudanças severas no trânsito municipal. Dezenas de rotatórias, faixas elevadas, placas sinalizadoras, guardas do Debetran e a própria lentidão que se instalou no trânsito da cidade não foram suficientes para melhorar os números em relação ao ano imediatamente anterior a instalação do departamento, quando foram 887 acidentes e apenas 28 atropelamentos. Embora o número de acidentes esteja proporcionalmente um pouco mais baixo, o resultado ainda é extremamente medíocre diante dos gastos astronômicos que o Departamente vem fazendo.

FUTURO

O problema crescente no trânsito beltronense começa a demandar maiores estudos para melhorar a situação.

Esta semana a prefeitura liberou uma nota em seu site sobre futuros projetos para o trânsito Beltronense (Clique aqui para ler a nota), onde se cogitam obras absurdas, como túneis, viadutos e trincheiras. O trecho a seguir merece atenção:

“Estuda-se, por exemplo, a viabilidade de construção de túnel para unir os bairros Nossa Senhora Aparecida e São Cristóvão. Neste caso, o túnel poderia iniciar, por exemplo, no final da rua Antonio de Carneiro Neto, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em direção à baixada industrial.”

Pois bem, considerando que o referido túnel teria aproximadamente 300 metros de extensão, e que o preço médio de um Km de Túnel ronda os R$ 100 milhões (praticamente um ano inteiro de orçamento municipal), tal obra custaria R$ 30 milhões, pelo menos. As outras obras citadas, como viadutos e trincheiras, normalmente custam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, as menores. E levando em conta ainda que nesta cidade a prefeitura não tem a capacidade sequer de tapar decentemente os buracos (e são muitos) que aparecem após cada chuva, soa como puro deboche o proferimento de tal devaneio.

Investimentos muito mais baratos e factíveis como a construção de novas pontes sobre o Rio Marrecas, a construção do cotorno sul – ligando sadia até a Bica d’água, instalação de mãos únicas e criação de rotas alternativas por dentro da cidade são simplesmente ignorados, ou postergados baseados na mera suposição da falta de dinheiro (que 1. Não existe de fato, e 2. Não existe na hora de se gastar milhões em obras fúteis pelo resto da cidade).

Com 2010 apontando para 40 mil veículos, e o crescimento mantendo médias de 8% ao ano, fica a certeza que até 2015 a coisa só vai piorar, se nada continuar a ser feito, e, se depender das idéias que vem da prefeitura municipal certamente nada será melhorado.

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