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Sudoeste

A população de todos os municípios do Sudoeste


http://beltrao.wordpress.org 2000 2010 var abs var % var annual
1 Francisco Beltrão 67.132 78.957 11.825 17,61% 1,64%
2 Pato Branco 62.234 72.373 10.139 16,29% 1,52%
3 Palmas 34.819 42.887 8.068 23,17% 2,11%
4 Dois Vizinhos 31.986 36.198 4.212 13,17% 1,24%
5 Coronel Vivida 23.306 21.737 -1.569 -6,73% -0,69%
6 Chopinzinho 20.543 19.673 -870 -4,24% -0,43%
7 Santo Antônio do Sudoeste 17.870 18.905 1.035 5,79% 0,56%
8 Capanema 18.239 18.512 273 1,50% 0,15%
9 Ampére 15.623 17.308 1.685 10,79% 1,03%
10 Clevelândia 18.338 17.232 -1.106 -6,03% -0,62%
11 Mangueirinha 17.760 17.041 -719 -4,05% -0,41%
12 Realeza 16.023 16.348 325 2,03% 0,20%
13 Marmeleiro 13.665 13.909 244 1,79% 0,18%
14 Salto do Lontra 12.757 13.672 915 7,17% 0,70%
15 Planalto 14.122 13.668 -454 -3,21% -0,33%
16 Santa Izabel do Oeste 11.711 13.134 1.423 12,15% 1,15%
17 São João 11.207 10.607 -600 -5,35% -0,55%
18 Itapejara d’Oeste 9.162 10.532 1.370 14,95% 1,40%
19 Nova Prata do Iguaçu 10.397 10.369 -28 -0,27% -0,03%
20 Barracão 9.271 9.737 466 5,03% 0,49%
21 São Jorge d’Oeste 9.307 9.085 -222 -2,39% -0,24%
22 Verê 8.721 7.879 -842 -9,65% -1,01%
23 Coronel Domingos Soares 7.004 7.238 234 3,34% 0,33%
24 Renascença 6.959 6.810 -149 -2,14% -0,22%
25 Pérola d’Oeste 7.354 6.764 -590 -8,02% -0,83%
26 Vitorino 6.285 6.509 224 3,56% 0,35%
27 Mariópolis 6.017 6.269 252 4,19% 0,41%
28 Enéas Marques 6.382 6.101 -281 -4,40% -0,45%
29 Honório Serpa 6.896 5.960 -936 -13,57% -1,45%
30 Pranchita 6.260 5.632 -628 -10,03% -1,05%
31 Nova Esperança do Sudoeste 5.258 5.110 -148 -2,81% -0,29%
32 Saudade do Iguaçu 4.608 5.007 399 8,66% 0,83%
33 Flor da Serra do Sul 5.059 4.725 -334 -6,60% -0,68%
34 Salgado Filho 5.338 4.403 -935 -17,52% -1,91%
35 Cruzeiro do Iguaçu 4.394 4.274 -120 -2,73% -0,28%
36 Bela Vista da Caroba 4.503 3.939 -564 -12,52% -1,33%
37 Bom Jesus do Sul 4.154 3.796 -358 -8,62% -0,90%
38 Sulina 3.918 3.394 -524 -13,37% -1,43%
39 Bom Sucesso do Sul 3.392 3.296 -96 -2,83% -0,29%
40 Manfrinópolis 3.802 3.127 -675 -17,75% -1,94%
41 Boa Esperança do Iguaçu 3.107 2.768 -339 -10,91% -1,15%
42 Pinhal de São Bento 2.560 2.620 60 2,34% 0,23%
MRG de Capanema 93.835 95.305 1.470 1,57% 0,16%
MRG de Francisco Beltrão 228.119 242.445 14.326 6,28% 0,61%
MRG de Palmas 84.817 90.358 5.541 6,53% 0,63%
MRG de Pato Branco 150.672 159.397 8.725 5,79% 0,56%
SUDOESTE TOTAL 557.443 587.505 30.062 5,39% 0,53%
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Atualização do censo, 2010-10-25


Até este dia 25 de outubro, o censo já está completo em praticamente todo o sudoeste. Algumas modificações devem ser realizadas nos números, principalmente dos municípios maiores. Mas nos menores, praticamente não haverão mais alterações.

Notícia extremamente ruim para um conjunto de seis municípios, que a continuar a atual tendência, devem desaparecer ainda neste século.  Todos apresentam retração superior a 10% entre 2000 e 2010.

São eles: Bela vista da Caroba (-13%), Boa esperança do Iguaçu (-11%), Honório Serpa (-13,6%), Manfrinópolis (-17,8%), Sulina (-13,4%) e o caso mais grave de todos, Salgado Filho (-18%). Todos estes municípios, com menos de 5 mil habitantes (Honório Serpa é a exceção com quase seis mil), estão com os dias contados. A continuar a atual taxa de diminuição populacional (que deve até mesmo se intensificar devido a nova realidade demográfica brasileira),  a até 2050, devem estar com populações em torno de 35 a 60% menores do que estão hoje. Ou seja, antes de 2050, praticamente todos deverão ter menos de mil habitantes em seu território. Deixarão de existir.

Na outra ponta os municípios de Francisco Beltrão, Palmas, Pato Branco e em menor escala, Dois Vizinhos, estão canabalizando os municípios menores, e crescendo em ritmo cada vez maior. A influência destes quatro municípios na região é cada vez mais e mais intensa. O caso mais interessante é Pato Branco e Francisco Beltrão. Na área que compreende estes dois municípios, englobando Francisco Beltrão, Marmeleiro, Renascença, Vitorino e Pato Branco, está se formando uma pequena metropole. Entre 2000 e 2010 está área ganhou 21,5 mil habitantes, perfazendo 13,7%  a mais que  156,3 recenseados em 2000. Nestes 60 km, está concentrada a verdadeira força economica do sudoeste. E é aí, que reside o futuro da região.


Beltrão fecha 2008 com 3,700 alunos no Ensino Superior


Francisco Beltrão fechou 2008 com 3,707 alunos no Ensino Superior, segundo dados do Censo da Educação Superior, divulgados recentemente. O número é praticamente o mesmo que uma pesquisa da AMSOP, feita em 2008, havia indicado.

Trata-se de um novo patamar recorde, depois de dois anos de estabilização do ensino. O recorde anterior era de 2005, com 3,666, já em 2006 havia caído levemente para 3,627 e no ano seguinte o número indicava 3,571.

O censo de 2008 é o primeiro a incluir números da recém instalada unidade da UTFPR, que neste ano fechou com 46 alunos. Com a abertura da turma de Engenharia Ambiental, é provável que estes números cresçam ainda mais agora em diante. Outra instituição que deve vir a aumentar a quantidade de alunos no Ensino Superior é a Unisep, que está abrindo suas primeiras turmas agora em 2010.

O gráfico a seguir mostra os dados de 2000 até 2008, segundo o Censo, e também uma projeção do Blog para os próximos três anos da série. Pela projeção Beltrão teria ao final deste 2010, 3,999 alunos, e ao final do próximo ano 4,249 novos alunos.

Já no sudoeste, o pico ainda é de 2006 – 14,475 alunos – em 2008 foram cerca de 400 a menos, 14,063 no total. A estabilização é conseqüência da falência funcional do UNICS que acabou sendo transformado em IFPR neste ano de 2010. Para os próximos anos as projeções mostram recuperação. Com a instalação da UFFS em Realeza, a UNISEP e UTFPR em Beltrão, e o IFPR em Palmas, o número deve atingir cerca de 16,000 alunos ao final de 2011, e deve chegar a até 20,000 em 2015, um número excepcional para uma região que no começo da década de 2000, tinha apenas 7,000 vagas nesta classe de ensino. Os efeitos devem ser amplamente benéficos tanto na retenção de jovens, problema clássico do Sudoeste, quanto no desenvolvimento da economia da região.


Beltrão fecha 2009 com 37,1 mil veículos; Em 2010 deve chegar a 40 mil


Francisco Beltrão chegou ao final de 2009 com exatos 37,141 veículos, alta de 8,6% sobre 2008. Do total de veículos, 20.353 eram automóveis, e 8.634 motos.

Se mantidos o ritmo de crescimento observado nos últimos anos – em torno de 9% – ao final de 2010 Francisco Beltrão deverá ultrapassar a marca de 40 mil veículos registrados.

Na região sudoeste a frota cresceu em média 8,7%, em todos os municípios, sendo os maiores destaques Pinhal de São Bento, com mais de 17%, e Bela Vista da Caroba com cerca de 13% a mais.

Na microrregião de Francisc Beltrão a média de crescimento da frota ficou em 8,9%, levemente inferior ao ano anterior, quando havia sido de 10,7%.

PROBLEMAS

Com o aumento da frota, cresceram também os problemas de trânsito em Francisco Beltrão. Apesar das diversas mudanças e experiências do Departamento Municipal de Trânsito, pouco – para não dizer nada – tem melhorado ultimamente. Andar pelo trânsito de Beltrão ultimamente é sinônimo de irritação. As infrações de trânsito acontecem a todo instante: Carros estacionados em locais proibidos, desrespeito a sinalização, motoristas dirigindo sem documentos em dia ou até mesmo sem carteira e buracos, muitos buracos espalhados pelas ruas, todos estes problemas tem tirado a paciência dos motoristas.

A incapacidade da prefeitura municipal de melhorar o fluxo dos veículos dentro da cidade e ao mesmo tempo garantir mais segurança aos pedestres é notória. Conforme bem notou o Jornal Hora Popular desta semana, é de se estranhar que apesar do município arrecadar mais de R$ 5 milhões em IPVA, e mais de meio milhão em multas de trânsito, ainda assim não se de o mínimo de atenção e profissionalismo necessário ao funcionamento do trânsito municipal.

Ao final de 2009 o Detran também liberou os dados do Anuário Estatístico de 2008, que trouxeram mais algumas preocupações com relação aos acidentes. Foram 994 acidentes sendo 42 atropelamentos. O número de acidentes foi levemente inferior ao de 2007 e o número de atropelamentos ficou praticamente estável. Todavia chama atenção que durante os anos de 2006 até 2008 foram realizadas mudanças severas no trânsito municipal. Dezenas de rotatórias, faixas elevadas, placas sinalizadoras, guardas do Debetran e a própria lentidão que se instalou no trânsito da cidade não foram suficientes para melhorar os números em relação ao ano imediatamente anterior a instalação do departamento, quando foram 887 acidentes e apenas 28 atropelamentos. Embora o número de acidentes esteja proporcionalmente um pouco mais baixo, o resultado ainda é extremamente medíocre diante dos gastos astronômicos que o Departamente vem fazendo.

FUTURO

O problema crescente no trânsito beltronense começa a demandar maiores estudos para melhorar a situação.

Esta semana a prefeitura liberou uma nota em seu site sobre futuros projetos para o trânsito Beltronense (Clique aqui para ler a nota), onde se cogitam obras absurdas, como túneis, viadutos e trincheiras. O trecho a seguir merece atenção:

“Estuda-se, por exemplo, a viabilidade de construção de túnel para unir os bairros Nossa Senhora Aparecida e São Cristóvão. Neste caso, o túnel poderia iniciar, por exemplo, no final da rua Antonio de Carneiro Neto, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em direção à baixada industrial.”

Pois bem, considerando que o referido túnel teria aproximadamente 300 metros de extensão, e que o preço médio de um Km de Túnel ronda os R$ 100 milhões (praticamente um ano inteiro de orçamento municipal), tal obra custaria R$ 30 milhões, pelo menos. As outras obras citadas, como viadutos e trincheiras, normalmente custam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, as menores. E levando em conta ainda que nesta cidade a prefeitura não tem a capacidade sequer de tapar decentemente os buracos (e são muitos) que aparecem após cada chuva, soa como puro deboche o proferimento de tal devaneio.

Investimentos muito mais baratos e factíveis como a construção de novas pontes sobre o Rio Marrecas, a construção do cotorno sul – ligando sadia até a Bica d’água, instalação de mãos únicas e criação de rotas alternativas por dentro da cidade são simplesmente ignorados, ou postergados baseados na mera suposição da falta de dinheiro (que 1. Não existe de fato, e 2. Não existe na hora de se gastar milhões em obras fúteis pelo resto da cidade).

Com 2010 apontando para 40 mil veículos, e o crescimento mantendo médias de 8% ao ano, fica a certeza que até 2015 a coisa só vai piorar, se nada continuar a ser feito, e, se depender das idéias que vem da prefeitura municipal certamente nada será melhorado.


Crise e sazonalidade extinguem mais de dois mil empregos em Dezembro no Sudoeste; ano fecha com Saldo Positivo superior a 5 mil vagas


O final de ano foi bastante negativo para a economia da região Sudoeste. Nada menos que xxx vagas foram extintas no último mês do ano passado. A maior parte das demissões foram observadas nas microrregiões de Palmas e Francisco Beltrão, foram 538 e 827 vagas a menos, respectivamente. Na micro de Pato Branco (-454 vagas) e de Capanema (-246), totalizando assim 2065 demissões em um único mês, número que representa aproximadamente -xxx% do total de pessoas empregadas formalmente na região.

Apesar do desempenho negativo observado neste mês, o resultado no total do ano de 2008 foi positivo. A micro de Capanema totalizou 683 novos empregos no decorrer do ano passado (sendo 228 no próprio município de Capanema), a micro de Francisco Beltrão totalizou 2.560 novas vagas (807 em Francisco Beltrão, 561 em Dois Vizinhos, 132 em Salto do Lontra e 76 em Marmeleiro), a micro de Pato Branco totalizou 2.368 novas vagas (1.726 em Pato Branco) e a micro de Palmas, contrariando a média regional, perdeu 72 vagas no ano passado, 71 das quais no município de Palmas. Assim, no total, a região gerou 5539 novas vagas, cerca de 6% do sobre os 97500 empregos formais existentes na região ao final de 2007, conforme auferido pela RAIS.

DADOS POR SETOR 

Conforme eu havia dito no post anterior, os novos dados do MTE divulgados nesta sexta trouxeram os movimentos empregatícios por profissões. As informações mostram que boa parte das demissões ocorridas no mês passado foram no setor de abate de carnes, leia-se Sadia, seguindo a tendência do setor industrial da cidade, o que mais demitiu.

As profissões que mais  demitiram em Dezembro, no município de Francisco Beltrão, foram:

Abatedor – 78 vagas

Motorista – 13 vagas

Costureiro a máquina -13 vagas

Costureiro na confecção – 17 vagas

Alimentador de linha de Produção -38 vagas

 

S: É importante notar que os números apresentados são provenientes do CAGED, o qual não é, todavia, o resultado definitivo do ano passado. O resultado correto e definitivo será divulgado somente através da RAIS ao final deste ano de 2009.


Crise chega com tudo ao Sudoeste; Beltrão perde quase 400 empregos em um mês


O primeiros sinais da Crise Econômica Global chegaram com força ao Sudoeste do Paraná. Depois de um ano relativamente bom até o mês de Outubro, os dados de emprego referentes aos meses de Novembro e Dezembro delineam horizontes tenebrosos para a economia da região.

Entre Novembro e Dezembro, somente em Francisco Beltrão, o saldo do emprego formal (diferença entre admissões e demissões) foi de 433 empregos a menos. Tomando em conta apenas o último mês do ano, de Dezembro, foram 380 demissões, um número impressionante, ainda mais se comparado ao ano anterior quando o município havia registrado saldo negatvo de apenas 2 empregos no mesmo mês.

Mas não foi só em Francisco Beltrão que os números assustam. O município de Pato Branco, segundo maior estoque de empregos formais da região Sudoeste, também viu números péssimos. Por lá foram -73 empregos em Novembro e -237 em Dezembro, totalizando assim 310 postos de trabalho a menos em apenas dois meses.

Outro município bastante atingido foi Dois Vizinhos. Esta cidade, terceiro maior estoque de empregos da região, viu sua base empregatícia cair 187 empregos, cerca de 2,3% da base formal.

Mas nenhum outro município da região foi tão atingido como Palmas. Talvez a melhor palavra pra descrever a situação desta cidade seja “Colapso”. Este é um termo bom pra definir o que provavelmente irá ocorrer neste município muito em breve.  Durante os últimos cinco ou seis anos praticamente todos os municípios da região sudoeste tiveram bons incrementos em sua base de emprego formal – Francisco Beltrão quase 10 mil empregos, Pato Branco cerca de 6 mil  e assim por diante. Mas não em Palmas. Por lá já são vários os anos em que o emprego formal patina, ao passo que na região e no país todo este somente fazia crescer. Agora, a beira de um período econômico tempestuoso, o segundo mês da crise econômica fez este município perder, nada mais nada menos, que 393 empregos formais. Um recorde na região. Entre os Palmenses empregados, um a cada 20 perdeu seu emprego em um único mês. Tal situação, se persistir no curto prazo, irá deteriorar ainda mais as condições sociais deste município, que hoje já é o principal bolsão de pobreza e criminalidade da região e também um dos maiores do Paraná.

APESAR DE TUDO, ANO AINDA É POSITIVO

Apesar dos apesares, e do tombo que os resultados do emprego tomaram nos últimos dois meses de 2008, o ano ainda fechou no azul, com bons resultados. Francisco Beltrão fechou com 807 empregos formais (+4,8% sobre 2007), Pato Branco fechou com 1.726 (+11,4%), Dois Vizinhos com 561 (7,5%) e, com o único resultado negativo, Palmas, -77 empregos (-1,0%).

RESULTADOS AINDA SÃO PRELIMINARES

É importante salientar que os resultados do CAGED não são os números definitivos do emprego no ano passado. O verdadeiro número final será divulgado só no final deste ano, pela RAIS. No entanto o CAGED costuma estar, aproximadamente, entre 10 a 20% diferente dos números da RAIS, servindo portanto de bom esboço do que realmente ocorreu no ano passado. 

NOVOS DADOS AINDA ESTA SEMANA

Ainda nesta semana serão divulgados novos dados sobre o emprego na região, agora por profissões e também para os outros municípios do sudoeste. Tão logo isto ocorra, os novos números poderão ser consultados aqui neste blog.


PIB do sudoeste cai 6% em 2006; em Beltrão cresce 3,2%


Nesta semana foram divulgados os dados referentes ao PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios do Brasil, para o ano de 2006. Embora tais dados pareçam ser um tanto velhos, é importanta salientar que a divulgação do PIB dos municípios, ao contrário do PIB nacional, sempre ocorre aproximadamente dois anos após o fim do ano de referência. Portanto somente agora é que podemos conhecer como se comportou a economia beltronense (e do sudoeste também) em 2006.

Pessoalmente acredito que o Produto interno Bruto seja um dos dados mais importantes divulgados pelo IBGE. Provavelmente só os dados da população sejam mais importantes. A função do PIB é sintetizar em um único indicador toda a produção de riquezas de um determinado local ao longo de um determinado período de tempo.

FRANCISCO BELTRÃO

Dentre as maiores economias da região, Francisco Beltrão foi a única que conseguiu crescer acima da média estadual de 2%. Em 2006 o PIB a preços correntes de Francisco Beltrão totalizou R$ 760,3 milhões ante R$ 695,6 no ano anterior. Tal incremento representou uma variação real de 3,2%, a 11° maior dentre os 42 municípios da região. A nível estadual, Beltrão firmou-se como a 22° maior economia, mesma posição do ano anterior. A taxa de 3,2% foi relativamente positiva para a economia do município, se comparada as obtidas pelas trinta maiores economias municipais do estado. Destas, 14 obtiveram resultados melhores que os do nosso município. Outras 15, incluídas aí Curitiba, Londrina, Guarapuava, Pato Branco, Toledo, etc, tiveram resultados piores. A média estadual foi de apenas 2%.

Em termos de participação, Francisco Beltrão contribuiu com 0,5562% da economia do estado, ante 0,5491% no ano anterior.

Dissecando-se os números por setores, o PIB agropecuário caiu 3,95%, o PIB industrial subiu 1,51% e o PIB terciário (comércio e serviços) subiu 5,5%. A participação dos setores ficou a seguinte: Agricultura 7,6%; Indústria 32,0% e Comércio e Serviços 60,4%. Em 2002 as proporções eram, respectivamente, 9,7%, 29,0% e 62,3%.

O PIB per capita (a preços correntes) foi de R$ 10.639.

SUDOESTE

O resultado para o Sudoeste, como um todo, foi péssimo. Na região o PIB caiu 6,04% entre 2005 e 2006. O resultado mais crítico foi na microrregião de Palmas, com queda média de 22,5%. A microrregião de Beltrão foi a que melhor se saiu, com crescimento médio de 2%. No geral ainda pode-se atribuir o péssimo desempenho do ano aos problemas decorrentes das secas. Quase todos os resultados foram pouco expressivos. Abaixo encontra-se uma tabela com os pibs a preços correntes entre 2002 e 2006, e no final a direita a variação real entre 2005 e 2006 e a média anual entre os anos de 2002 e 2006. Resultados em azul indicam elevações acima de 5%. Resultados em verde entre 0 e 5%. Vermelho fraco entre -5% e 0% de crescimento e coloração vermelha forte indica queda brusca acima de 5%. Para calcular a inflação entre anos (e assim chegar a taxa de crescimento real) foi utilizado o deflator implícito do PIB nacional, fornecido pelo IPEA e pelo IBGE.

novo-pib

Os destaques na região são os municípios de Ampére e Dois Vizinhos, que vem crecendo a taxas médias superiores a 5% ao ano desde 2002. O pior resultado é o de Mangueirinha, provavelmente em função da existência de uma Usina hidrelétrica no território daquele município, usina a qual deve ter sido severamente afetada durante as secas de 2006, assim não produziu energia (e nem riquezas) e provocou este estrago no resultado do município. Provavelmente tão logo a usina volte ao normal, o PIB do município recuperará o patamar normal.

METODOLOGIA

Primeiramente o de que se trata o PIB. PIB é um acrônimo para Produto Interno Bruto, um estudo internacionalmente difundido, onde é medido a intensidade de produção de riquezas de um determinado local. Dizer por exemplo que o PIB de Francisco Beltrão foi de R$ 760 milhões no ano de 2006, quer dizer que neste ano, somando-se todo a riqueza criada no município de Beltrão, atingiríamos esta quantia.

O PIB serve primariamente para avaliar a condição econômica de uma região, é útil para diversos estudos, bem como para um governo avaliar sua administração, que quanto melhor for, maior será capaz de fazer o PIB de uma região aumentar anualmente. A variação do tamanho do PIB ano a ano ajuda a dimensionar o dinamismo econômico da economia. Um valor bom para uma economia emergente, como a brasileira, seria uma taxa anual de expansão acima de 4%, por exemplo. No geral é interessante comparar com outras regiões, para se ter uma idéia melhor. Por isso o valor de 4% para a economia brasileira pode ser bom se o mundo tiver crescendo 2%, ou se no ano anterior a economia tiver crescido apenas 3%, pois estaria então crescendo mais rápido.

Para iniciar a explanação sobre o desempenho da economia sudoestina ao longo do ano retrasado, gostaria de primeiramente explicar como cheguei aos resultados. A partir dos dados do IBGE e do IPARDES, os quais estão contidos na tabela abaixo, utilizei os números do PIB a preços correntes para obter os resultados para toda a região. Para calcular a variação real foi utilizado o deflator (índice de preço) do PIB nacional, visto que não existe um deflator para cada município.

Para obter os valores de crescimento do PIB ano a ano, foi utilizada a fórmula [[PIB2006 / PIB 2005] – 1 ] x 100] e o resultante seria a variação nominal entre os dois períodos. Para se obter a variação real deduz da variação nominal o deflator, que consiste em um índice de preços que mede a inflação ano a ano. Já a média anual foi calculada geométricamente pela fórmula {[1 + [PIB 2006/PIB 2002 -1 – DEFLATOR[(1+ Deflator 2003) * (1+ Deflator 2004) *(1+ Deflator 2005) *(1+ Deflator 2006) -1 ] ]^1/4}-1, formula que calcula o deflator acumulado entre 03 e 06, toma a diferença entre o crescimento nominal e a inflação do período e extrai a raiz quarta para se obter a taxa anual para cada um dos quatro fins de anos. O resultado é a média geométrica dos quatro anos.

Segundo o IPEA o deflator do ano de 2006 havia sido 6,15%.

Nota: Na seção “Beltrão em Números” você encontra mais dados sobre o PIB de Francisco Beltrão em anos anteriores.

Nota: PIBs calculados pelo sistema de contas nacionais de 2002

Fontes: Deflator Ipeadata.gov.br; Pibs Ipardes (ou IBGE) http://www.ipardes.gov.br>>>BDE