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Panorama do Mercado de Trabalho na região sudoeste em 2010


O censo de 2010 colheu diversos dados a respeito do mercado de trabalho em todo o Brasil.

No sudoeste (cfe definição do IBGE, portanto excluindo micro de Palmas), os números são os que seguem.

No tocante ao número de habitantes, em cada municipio, que estão recebendo rendimento, temos a tabela a seguir.

Interessante o desempenho muito robusto de Francisco Beltrão. Em apenas 10 anos aumentou em mais de 52% o número de pessoas recebendo algum tipo de rendimento (seja ele aposento, pensão, salário, renda de aluguel, etc). Isto influência consideravelmente no movimento econômico da cidade. Dois Vizinhos e Pato Branco também tiveram um desempenho acima da média da região.

Nos dez anos decorridos entre os dois censos, o incremento da região foi de cerca de dois quintos. Isto tudo se refletiu e refletirá ao longo dos próximos anos em maior número de serviços, comércio, lazer, etc etc em todos os municípios da região.

 

 

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No segundo item exibimos a renda média de cada município. Os dados do ano 2000 já foram corrigidos pelo IPCA do período.

 

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Pela tabela nota-se a clara diferença de renda entre os primeiros municípios, Pato Branco e Enéas Marques, e o fim da tabela, composto majoritariamente pelos municípios mais agrícolas da região.

No caso de Pato Branco é preponderante o forte comércio e o número alto de prestadores de serviços médicos e afins ajuda a dar um up na renda. Pato Branco já tinha esse perfil no Censo de 2000 e praticamente manteve o mesmo patamar dez anos após.

No caso de Enéas Marques, prepondera uma pequena fatia da população com altíssimo rendimento, que elevou siginificativamente o salário médio.

Francisco Beltrão teve uma elevação mais modesta, muito em decorrência do descrito na tabela anterior, o robusto incremento da população com renda. Explica-se: com muitos novos trabalhadores entrando, a maioria com pouca qualificação e recebendo salários abaixo da média, tendem a puxar pra baixo o resultado.

Os municípios no fim da fila tem resultados tão pífios, que praticamente explicam o porque destes municípios serem os que mais perdem população no sudoeste, especialmente população em início da idade produtiva (15-29 anos). Praticamente só dispõe de empregos públicos (leia-se prefeitura municipal) ou então atividades rurais de caráter familiar, que em 90% dos casos gera uma renda abaixo que o qualquer emprego industriail de baixa qualificação em qualquer outra cidade da região, e eis aí o porque estes municípios estão esvaziando a taxas de até 20% a cada dez anos (e vai ficar ainda pior, acreditem).

Por fim, a última e melhor tabela de todas, a Massa salarial total de cada cidade. Esta tabela é construída a partir da multiplicação da primeira pela segunda, ou seja, o salário médio multiplicado pelo total de pessoas recebendo rendimento.

Ela demonstra efetivamente o quanto de salário é gerado mensalmente em cada cidade.

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Em primeiro lugar, a cidade de Pato Branco, justamente por ter a melhor renda e a segunda maior quantidade de rendatários, recebendo cerca de 70 milhões de reais por mês (em valores de 2010).

Beltrão vem logo em segundo, e tendo reduzido significativamente o gap entre as duas cidades ao longo dos dez anos. Apesar da renda média de beltrão não ter crescido muito, o desempenho forte no acréscimo de novos rendatários ajudou a jogar pra cima o resultado.

Vale a pena também notar o desempenho superior de Marmeleiro, que desenvolveu ao longo dos últimos dez anos, principalmente nos últimos cinco, uma relação economica interessante com beltrão e isso ajudou a quadruplicar a renda do município em um período de tempo muito curto.

O interessante é que ambas as cidades mais que triplicaram o valor de suas rendas em apenas 10 anos.

E como este processo deve continuar pelos próximos anos, podemos esperar um florescimento econômico ainda mais impressionante para o médio prazo (5-10 anos).

E o dado mais impressionante de todos: No ano de 2010, Francisco Beltrão e Pato Branco já possuiam uma massa econômica praticamente igual a de Cascavel apenas 10 anos antes. Em outras palavras, o dinheiro que hoje gira em Beltrão e Pato Branco é pouca coisa inferior ao que girava em Cascavel, apenas 10 anos atrás, Cascavel que é simplesmente o quarto polo mais importante do interior do Paraná.

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Os próximos anos devem ser muito promissores para a região. Apesar das restrições logísticas, a demanda econômica em breve superará as restrições e uma leva muito grande de novas redes comerciais e de serviços devem invadir as cidades pólo da região.

Por dois reais…


…você já pode estacionar com segurança na parte baixa da Júlio Assis durante a noite. E o dinheiro vai todo para o fundo dos flanelinhas de Francisco Beltrão. Esse é o valor cobrado para se poder ir ao Sobá ou ao Confidência Bar.

No  Paulinho do Cachorro Quente e Superpão os menores que pedem dinheiro são mais maleáveis. Ainda não pegaram bem o espírito da coisa. Já aqueles que a luz do dia cobram pra estacionar na frente do Oba Oba, estes são mais rigorosos. Até ameaçam.

Já nas noites de sábado, o Arrudão também serve de central de arrecadação para os meliantes. Com ameaças e tudo. Sem contar outras boates, como no Allure, por exemplo.

Índios, menores e flanelinhas pedindo esmola. Eis a prova inequívoca de que beltrão está virando uma cidade grande. E sem a costumeira ordem de antigamente.

Enquanto isso Polícia (ambas), Prefeitura, Ministério Público e Conselho Tutelar assistem tudo de braços cruzados, coniventes com o que ocorre.

Agora até parece uma cidade


A prefeitura de Francisco Beltrão ouviu as preces deste blogueiro, e de boa parte da população, e finalmente iniciou uma campanha de pintura das ruas da cidade.

Agora sim FB parece uma cidade. Com faixas delimitadas, e bem visíveis. Parabéns a prefeitura por essa iniciativa, que embora tenha vindo tarde, ainda assim veio.

Outra iniciativa muito boa foi a colocação de bandeiras nos trevos. Uma mostra de civismo muito inteligente da prefeitura.

Pra ficar melhor só falta começar a arrancar as anacrônicas rotatórias das ruas da cidade (a nova da cidade norte é uma ode a burrice humana), e remover as famigeradas faixas elevadas (instrumentos que além de não reduzir atropelamentos, se mostraram péssimas para os meios de emergência).

Enquanto isso, um novo projeto vem aí, a colocação de paver na parte alta da Júlio Assis. Pra quem achava que rotatória em mão única era o máximo que a irracionalidade pública podia chegar, agora estamos a beira de trocar o perfeito asfalto da parte superior da avenida, por lajotas de paver, uma porcaria que não se mostrou adequada nem para fazer calçadas (aquelas da R. Tenente Camargo, que o digam), quanto mais para suportar o peso de veículos. Com o adicional que paver parece imundo, sujo, nojento. E tudo isso pago com montes de dinheiro público.

Infelizmente a adm. pública de beltrão tem muito a aprender, e muito mais a se arrepender.

Sol Linhas aéreas faz pedido de linha ligando beltrão a foz e curitiba


Nesta semana a Sol fez um pedido de uma linha aérea ligando Foz a Beltrão e de Beltrão a Curitiba.

O horário de voos seriam de segunda a sexta:

Saindo de Curitiba às 11:05, chegando em Beltrão às 12:20

Saindo de Beltrão às 12:40, chegando em foz às 15:40

Saindo de Foz às 15:00, chegando em Beltrão às 15:40

por fim saindo de Beltrão às 16:00 e chegando em Curitiba às 17:15

O pedido encontra-se em andamento, com previsão do início de voos para 14-04-2011.

Esta ligação a aérea seria muito boa, pois ligaria beltrão aos dois principais aeroportos do Paraná, Cataratas e Afonso Pena, que tem voos para todo o restante do Brasil e América Latina.

A linha aérea é um dos pontos mais importantes tomados pela administração municipal atual que tem se empenhado muito para conseguir a ligação, inclusive tendo reformado todo o aeroporto e ampliado as pistas, para atender as recomendações da ANAC.

Rais 2009: Tamanho dos estabelecimentos


Segundo a Rais 2009, em Francisco Beltrão existiam, ao fim de 2009, 2571 estabelecimentos. A distribuição, por número de empregados era a seguinte:

Zero empregados = 348 estabelecimentos

Até 4 empregos = 392 estabelecimentos

Entre 5 e 9 = 392 estabelecimentos

Entre 10 a 19 = estabelecimentos

Entre 20 a 49 = 122 estabelecimentos

Entre 50 a 59 = 17 estabelecimentos

De 100 a 249 = 9 estabelecimentos

Entre 500 e 999 = Zero

Acima de 1000 = 2 estabelecimentos (provalvemente a Sadia e a Prefeitura)

Como se vê, a maioria absoluta das empresas de Francisco Beltrão são de pequeno porte. Somente 33 (das quais uma é a própria prefeitura) possuem mais de 50 empregados registrados.

Quanto a distribuição dos empregos pelo tamanho das empresas:

Zero = Zero empregos (óbvio ululante)

Até 4 = 2793 empregos no total

De 5 a 9 = 2555 empregos

De 10 a 19 = 3298 empregos

De 20 a 49 = 3698 empregos

De 50 a 99 = 1185 empregos

De 100 a 249 = 1298 empregos

De 250 a 499 = 1383 empregos

500 a 999 = zero

Acima de 1000 = 4862 empregos.

 

Como  se vê, o total de empregos está bem dividido pelo tamanho das empresas. Acima de mil, Sadia e prefeitura geram conjuntamente 4862 empregos. Nas empresas de médio porte, de 100 a 499 empregos, são em torno de 2500 vagas. Empresas médias de 20 a 99 empregos, geram quase 5 mil vagsa. E empresas pequenas, até 19 empregados, geral pouco mais de 8 mil vagas.